<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291</id><updated>2012-02-16T08:57:37.476-08:00</updated><category term='filho da puta'/><category term='doutor'/><category term='Camisa 8'/><category term='música'/><category term='Futebol'/><category term='tropicalismo'/><category term='história'/><category term='cinza'/><category term='internet'/><category term='Decisão'/><title type='text'>Revista Hipertexto</title><subtitle type='html'>Produção coletiva, entrelaçada, vírgulas duvidosas, gramáticas da vida, contos, crônicas e até jornalismo...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-7473566868556219292</id><published>2007-08-08T00:40:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T05:08:27.665-08:00</updated><title type='text'>Balbúcios</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Rrlzg6WCsNI/AAAAAAAAACQ/ffu8TM-vmn4/s1600-h/boi_comeco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096231462601142482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Rrlzg6WCsNI/AAAAAAAAACQ/ffu8TM-vmn4/s200/boi_comeco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Constância,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;para se fazer um boi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pose&lt;/div&gt;&lt;div&gt;para que haja um gato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amanhecer, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;para que exista o galo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Que século, meu Deus! disseram&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os ratos."*&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*lendo Orides Fontela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-7473566868556219292?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/7473566868556219292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=7473566868556219292' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/7473566868556219292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/7473566868556219292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/08/constncia-para-se-fazer-um-boi-pose.html' title='Balbúcios'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Rrlzg6WCsNI/AAAAAAAAACQ/ffu8TM-vmn4/s72-c/boi_comeco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-2207492818898450837</id><published>2007-07-26T23:20:00.000-07:00</published><updated>2007-07-26T23:22:55.785-07:00</updated><title type='text'>Cabeça de gato</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os tênis pareciam se recusarem a tocar o asfalto quente, passava das duas horas e o sol, esse ignorava o verde e transformava a pele nua em  pele morta e tostada. Se pudesse usar o verbo, provavelmente diria: Usem filtro solar! O ônibus não demorou a aparecer, mas desta vez pensei que não chegaria e se chegasse passaria sem parar, com a idéia latente de que fui enganado pelo motorista, entrei no ônibus e tive certeza que ele ria, um riso mental, mas eu podia sentir o hálito quente do sorriso mudo que ele insistia em pensar. Ele apenas levantou o braço e solicitou meu cartão escolar, como se quisesse me ver mais de perto, precisou olhar a poucos centímetros e subitamente perguntou o nome da minha mãe, não entendi e girei a roleta.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Antes de me sentar num banco duplo, pensei se minha mãe conhecia um motorista de ônibus, logo descartei a hipótese, pois ela sempre fez amizade com os entregadores do supermercado, assim, evitaria que eles comessem os biscoitos ou tomassem um de seus iogurtes de mel enquanto carregava as compras. Meu pensamento foi estuprado por uma senhora, que tem a cabeça desproporcional ao seu corpo. Ela queria se sentar ao lado da janela. Permiti que passasse e fiquei em pé. Ela abriu a janela totalmente e o vento levantava seus cabelos de modo que sua cabeça parecia menor, seus olhos me olhavam indiscretamente, eram olhos grandes numa cabeça pequena. Ela se acomodou no banco como num convite para que eu me posicionasse ao lado dela. O espaço que sobrava era insuficiente e acabei por ficar com metade do corpo exposto no corredor e podia ver o motorista olhar insistentemente no retrovisor interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher de olhos grandes se mexeu novamente, seus olhos me lembravam peixe. Eu podia não mais comer peixe, ela tinha cheiro de peixe e tentava encontrar a melhor posição no banco. Por um instante titubeei entre o motorista e minha companheira de viajem. Tinha medo de pensar que o motorista pensava que eu viajava com minha mãe. Abri um livro, mas não consegui me concentrar na leitura, era impossível ler, o calor que emanava do corpo gordo não era o calor que queria sentir. Não dava para trocar de banco, só os de tecido vermelho estavam desocupados, fiquei com o livro aberto fingindo ler e percebi que já não era alvo daquele olhar cirúrgico, algo o chamou para se, e não tardou até que uma criatura, supostamente fêmea, se aproximou me deixando meio surdo com um bom dia simultâneo e agudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas conversavam animadamente e o meu livro nada dizia, pensei em usar tampão nos ouvidos, mas, o motorista se recusaria a parar em frente à farmácia e além do mais, seria muito oportuno para a retardatalho ocupar meu lugar, senti ciúme e resolvi ficar ali, entre as duas com o livro a sentir pena de mim. O balançar do coletivo ditava o ritmo da conversa, nada mais inútil que ouvir segredos de quem não se conhece, mas elas insistiam em alto volume com um timbre agudo e seco como minha boca. Precisava de água, talvez nadar e quem sabe ela viria a me seguir e de repente se perderiam numa das trilhas que eu criava em minha mente. Em vários momentos subi em rochas muito altas e a mulher de cabeça pequena chegava com as mãos sangrando e me pedia água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus parava em todas as estações e a paisagem não mudava, sempre o mesmo cenário, cheguei a tatear a mochila e os bolsos, infelizmente o transporte de explosivo não é permitido. Entrou um evangélico, todo mundo notou, o motorista não gostou, mas não protestou. Talvez ele permaneça em silêncio pra ouvir os segredos mais sórdidos e quem sabe reservar um lugar no céu para algumas almas de passageiros degenerados, sei por convicção que os epiléticos têm lugar garantido. Senti meu pequeno espaço sendo invadido por um par de peitos avantajados. Podia sentir o pulsar de um coração sob eles, mas uma blusa rosa de feira o segurava. Entre os peitos algumas notas em forma de canudinho pediam para serem socorridas, as olhei com indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um canudinho era o instrumento que eu precisava. A mulher que estava de pé, sendo esmagada pelos peitos que aquecia meu rosto foi mais ágil, com um movimento ligeiro surrupiou o canudinho e com ele tratou de transferir cada palavra diretamente ao ouvido da mulher ao lado da janela. Ela tinha a orelha peluda, senti asco da orelha flácida e fiquei assustado com a violência que as palavras eram enviadas através do canudo avermelhado. O canudo estava a alguns centímetros dos meus olhos, eu podia ver a metade das palavras atingirem violentamente o aparelho auditivo e a outra metade do que era dito escapava e inundava o ônibus com sons confusos e errantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada pior do que as roupas sujas de palavras, o motorista tinha palavras pela metade grudadas no pára-brisa e o restante dos ocupantes gritava palavras mudas, sem brilho e descontinuas. Levantei-me calmamente, era preciso esquivar de meias palavras, pois se uma me acerta em cheio poderia decepar um dos meus braços, eu só pensava em descer do veículo, tinha meias palavras grudadas nos sapatos do motorista, metades inteiras atingiam a todos simultaneamente e a cabeça pequena aumentava de tamanho, já ocupava a metade do banco que outrora eu ocupava, não me preocupei com esse detalhe era preciso retirar uma vírgula confusa entre o motorista e o evangélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me pediu desculpa, desculpei a contra gosto, não encontrei referencia para o pedido insolente, achei educado e sinalizei para descer. A saída estava a um passo e dois degraus, não era possível ver a calçada, talvez não tivesse mais calçamento na cidade e resolvi continuar a viagem. Ainda restavam algumas moedas no bolso, dava pra tomar um pingado, talvez, pagasse um pinga para o evangélico, ele me parece um pau d’água recém convertido e não seria difícil convencê-lo que o motorista é amante da mulher com a cabeça pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao lugar de antes, prensado pelos peitos gigantes e a cabeça inflada não foi possível executar o plano de me sentar, as últimas palavras escorriam pelo canudinho e o temor de que o silêncio poderia provocar um levante contra a ordem passou a me confundir, não me lembrava qual era o meu destino e o outro lado da cidade já era uma realidade, senti pavor em ficar só com o motorista, ele voltaria a me perguntar o nome da minha mãe e eu poderia não responder. Esperei o ônibus parar e desci rápido e comecei a correr e só parei quatro quadras depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei fôlego e tentei reconhecer a rua, não havia rua, eram apenas espaços vazios e pessoas de um lado pro outro, o fim do mundo, uma parte da cidade que não a compunha, mas era ela ao avesso e todas as pessoas tinham rostos conhecidos e entre eles pude identificar o evangélico, reconheço um evangélico à distância. Ele se aproximou com cuidado. O tom de preocupação revelava que ele diria algo e sem que eu o permitisse falar, gritou, um grito irritante e desordenado, era preciso voltar até ao transporte e convencer o motorista de que a mulher de cabeça pequena, agora esmagada na porta do ônibus, não era minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sidi Leite&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-2207492818898450837?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/2207492818898450837/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=2207492818898450837' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/2207492818898450837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/2207492818898450837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/07/cabea-de-gato.html' title='Cabeça de gato'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-5560296505955681927</id><published>2007-07-18T11:51:00.000-07:00</published><updated>2007-07-18T12:39:02.184-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Camisa 8'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Decisão'/><title type='text'>Camisa 8</title><content type='html'>Ele adorava futebol. Ouviu toda a copa de 70 e só assistiu a final porque um conterrâneo que tinha televisão o levou pra sua casa. Espelhava-se em todos, só que Tostão era o favorito. Por isso era meio de campo ponta de lança, com a camisa &lt;strong&gt;8&lt;/strong&gt;, igual o ídolo. “Essa é a melhor posição, pega na bola o tempo todo”. Sempre dizia nas rodas de debate futebolístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez tentou jogar no time da capital, mas não conseguiu porque nos testes o colocaram faltando pouco tempo para terminar a partida. “Não vou entrar faltando cinco minutos, vou embora”. Nunca mais quis ir tentar fazer a vida. Preferiu administrar seu poder regional.&lt;br /&gt;Trabalhava em um supermercado e gostava do que fazia, pois andava de bicicleta por toda a cidade, entregando as compras da clientela. Era seu exercício diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua cidade tinha uma equipe que era considerada a melhor da região. O time do camisa &lt;strong&gt;8&lt;/strong&gt; estava a quinze jogos invictos e esse repertório garantia o respaldo para conseguir o transporte da prefeitura para jogar em outras cidades e a liberação do campo municipal para os jogos de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o líder. Em véspera de jogo não bebia e nem aceitava jogador de ressaca. Teve um lateral, filho de latifundiário, que nunca mais jogou no time nem com o pedido do pai.&lt;br /&gt;Com o futebol em alta, na região do Ribeirão Lagoinha, o prefeito de uma cidade próxima resolveu organizar um campeonato. Ainda mais no ano de 1976 onde jovens tinham pouco o que fazer. Indicado ao cargo pelo governador, o prefeito era apaixonado por futebol e sempre dizia que da sua cidade sairia o novo rei dos gramados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandou arrumar o campo, pintar o alambrado, lavar os vestiários e erguer um palanque para a solenidade de abertura. Queria tudo muito bem feito, pois convidaria seu governador, deputados e quem sabe um representante da presidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito times se inscreveram, e lá estava o mais conhecido jogador com o melhor time da redondeza convidado especialmente pelos organizadores. Mas uma coisa faltava para a equipe. Um nome. Nunca tinha pensado nisso e agora com o campeonato seria necessário escolher um.&lt;br /&gt;Estrela não, Fortal nem, Íbis nunca. Então lembrou que um dia tinha escutado de um locutor de rádio a palavra Vanguarda, repetida muitas vezes por causa de um grupo musical que não se recorda. Esse seria o nome: Vanguarda da Barra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu apoio, ganhou uniforme, a cidade toda estava torcendo. Gostaram do nome. No sorteio dos jogos iria abrir o torneio. O time tinha que dar espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram às sete horas da manhã de um domingo limpo, todos em comitiva, umas 200 pessoas. No ônibus municipal somente o Vanguarda e comissão técnica. No total um massagista e roupeiro amigo que sempre acompanhava, três assistentes, 21 jogadores, cinco seguranças torcedores e o professor de educação física que desta vez se disponibilizou a participar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Concentração pessoal, concentração. Não podemos bobear”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os demais torcedores, à distância de dez quilômetros não era muita. Bicicletas, animais, caminhões até gente que saiu mais cedo porque não tinha carona. Ao chegar à cidade perceberam a importância do torneio. A cidade sede estava polvorosa e os mais fanáticos receberam muito mal a comitiva. A polícia teve que intervir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palanque armado, banda tocando, muita gente esperando e preliminar com o juvenil. “Calma, ninguém desce”. Só saíram do ônibus quando tiveram a certeza que iriam para o vestiário.&lt;br /&gt;Enquanto isso do lado de fora o prefeito, todo satisfeito, fica ainda mais feliz com a chegada das autoridades. O governador, deputados, o representante do Presidente e muita Polícia do Exército. Depois dos pronunciamentos os times entram em campo. A banda toca o hino nacional. As autoridades começam a descer do palanque. Muita seriedade, as fardas impõem respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O locutor anuncia: “Chegou à hora, a atenção é para a bola, com vocês Atlético Campense e Vanguarda da Barra”. Na mesma hora o representante da Presidência se volta para quem falava. Faz cara feia. As pessoas nem percebem já estão de olho no gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Burocrata com seu típico uniforme do exército brasileiro após dialogar com um vereador forçador, chama o subordinado e aponta que é aquele, o camisa 8. Imediatamente o militar vai até aos outros soldados. Invasão de campo.&lt;br /&gt;O Vanguarda da Barra está em círculo fechando os últimos detalhes para o início da partida. Sempre fazia reunião dentro do campo para incentivar e nem deu tempo para o grito de guerra final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor jogador da região é retirado do gramado e o jogo proibido. Quem escutou, conta que os fardados repetiam: “com esse nome não, com esse nome não!” A festa acaba, todos se vão. O melhor do time com o nome proibido é levado para a capital. Dois dias depois o dono da camisa 8 volta para a sua cidade. Não fala nada, e ninguém pergunta nada. Volta ao trabalho, se casa, para de fazer entregas e nunca mais volta aos gramados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vasconcelos Neto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-5560296505955681927?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/5560296505955681927/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=5560296505955681927' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/5560296505955681927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/5560296505955681927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/07/adorava-futebol.html' title='Camisa 8'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-36153288757679038</id><published>2007-06-08T13:32:00.001-07:00</published><updated>2008-12-10T05:08:27.829-08:00</updated><title type='text'>Zodíaco, de David Fincher *</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Rmm8_XEyPZI/AAAAAAAAACI/IxyEvuz3qGA/s1600-h/zodiaco06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Rmm8_XEyPZI/AAAAAAAAACI/IxyEvuz3qGA/s200/zodiaco06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073794251921440146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Uma das faces mais surpreendentes da sociedade da informação é o poder da mídia de determinar os pensamentos, sentimentos e valores que tornam possível a convivência organizada das pessoas em um grande grupo. A imprensa preenche com incomparável sucesso e facilidade essa dimensão superior, responsável por renovar constantemente a percepção que cada um tem de si mesmo como integrante de algo maior. Há pouco mais de um século, essa dimensão superior, universal, onipresente e poderosa, ainda se erigia em nome de um Deus modelar e unificador. Na era em que a “morte de Deus” é algo consumado, garantir a auto-coerção dos homens exige o fortalecimento e enobrecimento das instituições, que passam a oferecer à humanidade a impressão ingênua de que cada um, enquanto homem &lt;i&gt;livre &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;universal &lt;/i&gt;– tal como era o Deus morto – assumiu plenamente o controle da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A onipresença da informação ocorre por via direta (dos meios de comunicação para indivíduo) ou indireta (dos meios de comunicação para um indivíduo e dele para outro indivíduo, infinitas vezes), abarcando todos os pensamentos e ações possíveis. Para os que ainda se entusiasmam, é indiferente a existência de homens no começo e no fim do processo; a “reciprocidade”, o &lt;i&gt;feedback&lt;/i&gt;, a “resposta” está pré-determinada; o movimento é sempre um movimento de retorno, do mesmo ao mesmo. Sem Deus, é o homem que está em todos os lugares, no começo e no fim do processo, e também no meio – ou nos “meios”; os homens &lt;i&gt;são &lt;/i&gt;esses meios, é isso que &lt;i&gt;Zodíaco&lt;/i&gt; deixa à mostra em seus momentos mais breves, exatamente os únicos que devem ser lembrados depois de uma narrativa dispendiosa que envolve o espectador, sorrateiramente, com o mesmo excesso de informações que fundamenta a trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse passo, o desafio impossível que pode ultrajar o espectador – em sua “dignidade de homem livre”, que se diga – é comunicar-se ou agir de tal maneira que não exista qualquer elemento inspirador aproveitando-se da sua fala e do seu ato, sempre a serviço da manutenção premeditada do todo. O revolucionário venezuelano está no mesmo patamar do soldado norte-americano. É o homem que dá a si mesmo a sua violência, como o cerne da notícia policial ou a preocupação que sustenta a própria polícia; é o homem que perpetua o movimento e exige uma incompreensível justiça. Qual justiça? A única que &lt;i&gt;Zodíaco&lt;/i&gt; oferece é o distanciamento, a fuga, o medo contido de Melaine (Chloë Sevigny) que, apesar dele, mantém o olhar ríspido e pontual, exigindo do marido o compromisso nunca verbalizado de uma boa vida moderna, o &lt;i&gt;way of life, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;a satisfação graciosa de quem se esconde por trás dos óculos &lt;i&gt;nerd&lt;/i&gt; e da admiração correta pelos mais fracos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada diferente da mulher que se lança do carro com o filho nos braços. Nada diferente do possível assassino que se diverte, ao mesmo tempo, com revistas pornográficas e com os jornais nos quais publica seus crimes; são mulheres nuas e notícias gravíssimas, sexo explícito e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cartoons&lt;/span&gt; pouco talentosos, ou, alternando os objetos para as vidas, policiais dedicados e esquilos esquisitos – falsas dicotomias que se ampliavam e solidificavam nos anos dourados que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zodíaco&lt;/span&gt; pretende representar, com tanto sucesso quanto possível para ser um ótimo argumento ideológico contra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clube da Luta&lt;/span&gt;. Se há algo que chama a atenção no novo filme de David Fincher, além disso, é que ele não precisava de mais do que a metade da sua duração, poupando o espectador de todo o levante heróico de Graysmith (Jake Gyllenhaal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zodíaco, não há dúvidas, ele não existe. Ele é o sucesso, a obediência à ordem; mais que isso, é o sucesso do modelo de trangressão que a ordem carrega em seu seio, o sucesso da própria ordem. Ele é o entusiasmo que ilumina os voluntários sem nome quando se entregam, no auge das investigações policiais, ou a empolgação efêmera que domina qualquer um dos espectadores, ocultos pela penumbra da projeção e esgotados com as possibilidades do mundo que, movimentando-se, se reinventa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rodrigo Cássio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;* Texto em homenagem a &lt;a href="http://www.estacaoliberdade.com.br/autores/lyotard.htm"&gt;Jean-François Lyotard&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-36153288757679038?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/36153288757679038/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=36153288757679038' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/36153288757679038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/36153288757679038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/06/zodaco-de-david-fincher.html' title='Zodíaco, de David Fincher *'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Rmm8_XEyPZI/AAAAAAAAACI/IxyEvuz3qGA/s72-c/zodiaco06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-6596229829876985243</id><published>2007-05-05T10:36:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T05:08:28.563-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>Passadismo: a moda retrô na era da internet</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/RjzCuBmr9QI/AAAAAAAAABk/KUzVX868UVo/s1600-h/aretha+franklin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/RjzCuBmr9QI/AAAAAAAAABk/KUzVX868UVo/s200/aretha+franklin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061134177218065666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                                                                      &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;hype &lt;/span&gt;agora é o passado. Nunca esteve tão em alta o culto aos grupos/movimentos/sonoridades de certo passado recente (principalmente, a "era de ouro" da música pop - décadas de 60 e 70 e adjacências). Com a internet, a música pop, que sempre viveu de retroalimentação, agora, mais do que nunca, é cíclica - vive de fases; entre a busca de referências em décadas anteriores e esparsos [e cada vez mais raros] saltos de inovação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Para constatar isso é simples; basta uma rápida zapeada pela Mtv, ou mesmo cinco minutos de audição da rádio mais “moderninha” da cidade. Pronto: sacou que as bandinhas mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in&lt;/span&gt; estão reciclando os anos 80? E os dinossauros que vivem de um passado glorioso? Talvez tenham ouvido uma voz feminina com trejeitos de black music dos anos 60/70, não?! Algo como a nova "Aretha Franklin branca". Uau! Ainda, basta uma rápida passada pelos lançamentos do último trimeste que salta aos ouvidos três pérolas dessa retro-reciclagem-remix-cool dos anos 00; o cd &lt;a href="http://www.interney.net/blogs/dbasica/?s=amy+winehouse&amp;sentence=AND&amp;amp;submit=Busca" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Back to Black&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; de Amy Winehouse, o mais novo da queridinha Joss Stone, &lt;b&gt;Introducing Joss Stone&lt;/b&gt;, e, para misturarmos Jesus com Genésio, &lt;b&gt;Momento&lt;/b&gt; de Bebel Gilberto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;O primeiro, da polêmica &lt;a href="http://www.myspace.com/amywinehouse" target="_blank"&gt;Amy Winehouse&lt;/a&gt;, impõe sua potência. Voz poderosa, letras ácidas&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/RjzDgBmr9RI/AAAAAAAAABs/_oTnWsHJX7c/s1600-h/amywinehouse_backtoblack.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/RjzDgBmr9RI/AAAAAAAAABs/_oTnWsHJX7c/s200/amywinehouse_backtoblack.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061135036211524882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; e um groove cortante, estilhaçam qualquer tentativa de desqualificá-la por suas constantes aparições &lt;st1:personname productid="em tabl￳ides. Sua" st="on"&gt;em tablóides. Sua&lt;/st1:personname&gt; vida tumultuada, regada à doses cavalares de bebidas e vexames, dá a tônica das letras e contagia de espontaneidade o careta mundo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pop&lt;/span&gt; atual. Se a princípio a sensação de já-ouvi-isso-tudo pode afastar um eventual ouvinte, a força de &lt;i style=""&gt;hits&lt;/i&gt; como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rehab&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Addicted&lt;/span&gt; levanta qualquer suspeita de falseamento tão comum nas novas divas do retrô que pululam das revistas inglesas e que consequentemente o mundo abraça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/jossstone" target="_blank"&gt;Joss Stone&lt;/a&gt; é um caso sério. A bonitinha causou furor com sua aparição repentina há &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/RjzFIhmr9TI/AAAAAAAAAB8/tVDdw47H28c/s1600-h/jossstone_introducing.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/RjzFIhmr9TI/AAAAAAAAAB8/tVDdw47H28c/s200/jossstone_introducing.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061136831507854642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;alguns anos, sendo comparada com as grandes divas do soul e r&amp;b, e tudo o mais. Nada mal para uma garota na época com 16 anos. Entretanto, esse novo disco, &lt;a href="http://rapidshare.com/files/20869814/j-i.zip.html" target="_blank"&gt;Introducing Joss Stone&lt;/a&gt;, é, com a desculpa do [mais um!] lugar comum, sem sal. Ao que parece, Joss Stone, ou seus produtores (sabe-se lá), tinha a intenção de sair das comparações e se mostrar com uma personalidade vocal/sonora própria. Conseguiu o efeito oposto, penso. A participação de Lauryn Hill é o ponto alto do disco, mas a garota não consegue segurar a onda sozinha; perde-se entre a tentativa de se mostrar diferente e manter as vendagens anteriores. Parece-me que essa tentativa de equilíbrio deixou sua música sem personalidade - as rádios adorarão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/bebelgilberto" target="_blank"&gt;Bebel Gilberto&lt;/a&gt;, mais afeita a Nova York à Londres, produz um disco que destoa das duas&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/RjzEnhmr9SI/AAAAAAAAAB0/Cs5LeOG3zNk/s1600-h/bebel_momento.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/RjzEnhmr9SI/AAAAAAAAAB0/Cs5LeOG3zNk/s200/bebel_momento.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061136264572171554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; artistas citadas. Primeiro, por que o universo bretão é processado de uma forma diferente; já que não é inglesa ou norte-americana, mas brasileira. Depois, por que suas referências são outras. Referências à música negra aqui são, se as têm, indiretas; o passado vem em forma de bossa nova e, todos sabem, bossa nova é um samba “higienizado”. A &lt;a href="http://rapidshare.com/files/14024200/B.G.M.07documents.rar" target="_blank"&gt;bossa nova-lounge&lt;/a&gt; de Bebel, nesse disco, continua cool, mas não deixa de ter suas afetações. Quem espera por algo novo pode se decepcionar, mas isso não quer dizer que o cd é ruim. Pelo contrário, o ambiente eletrônico e a batida bossa nova harmonizam-se bem, as letras e a voz da cantora fecham bem o clima fim-de-tarde que Bebel deseja. Às vezes, parece estar um pouco distante do universo musical nativo atual (que nem a presença da boa composição, Tranquilo, de &lt;a href="http://www.popup.mus.br/2007/02/28/kassin-2-futurismo/" target="_blank"&gt;Kassin&lt;/a&gt;, com participação da Orquestra Imperial, consegue mudar), mas talvez seja essa condição de desenraizamento (sua música não pertence nem a Nova York nem ao Brasil) que fazem seu "passadismo" soar mais como uma reverência do que como mero oportunismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Se Amy Winehouse consegue emular o soul dos anos 60/70 de um modo autêntico; Joss Stone prefere afastar-se dele camuflando-se de moderninha, caindo, assim, na armadilha do estabelishment do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;R&amp;B/Hip Hop/ Pop&lt;/span&gt; atual. Já Bebel Gilberto, antípoda latino-americana das inglesas, consegue trazer com dignidade o passado para sua música, com o perigo de afogar-se em clichês, é certo, mas dando um leve sopro de renovação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;O "passadismo" atual é sintomático de uma era de excesso[s] de [da] informação. Talvez seja cedo demais para afirmar qualquer coisa sobre os efeitos da internet na música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pop&lt;/span&gt;[ular], mas com certeza podemos dizer que ela alarga as referências em detrimento do estreitamento das distâncias das diferentes “aldeias” musicais; produzindo, por um lado, fluxos de aparente falta de criatividade – favorecendo remixes e releituras –; por outro lado, favorecendo o trânsito de informações musicais, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a enriquecer assim a biodiversidade musical. Os três casos acima citados expressam ora uma, ora outra tendência; a história da música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pop&lt;/span&gt;[ular],  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desterritorializa-se&lt;/span&gt; no ambiente veloz e plural da internet, tornando-se dócil ao toque daqueles que a souberem manipular... e o futuro a esses pertence.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Carlos Eduardo Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-6596229829876985243?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/6596229829876985243/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=6596229829876985243' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/6596229829876985243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/6596229829876985243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/05/passadismo-moda-retr-na-era-da-internet.html' title='Passadismo: a moda retrô na era da internet'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/RjzCuBmr9QI/AAAAAAAAABk/KUzVX868UVo/s72-c/aretha+franklin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-241358257391727267</id><published>2007-04-23T20:19:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T05:08:28.743-08:00</updated><title type='text'>Tormenta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Ri14mVUFYeI/AAAAAAAAABA/PpS21vEPFeM/s1600-h/tormenta.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056830556558680546" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Ri14mVUFYeI/AAAAAAAAABA/PpS21vEPFeM/s320/tormenta.bmp" border="0" height="172" width="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A tormenta atingia a janela que ficava sobre a cama. O quarto, na penumbra, é abalado por um clarão que balança as paredes e desperta o corpo suado, já de pau duro - a lembrança da primeira mulher que vem à cabeça é suficiente.&lt;br /&gt;A mão direita não consegue tocar a punheta. O ombro ainda está inchado pelo tiro de raspão, envolto em uma atadura amarelada dos dias quentes de Goiânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tesão é maior, o pau ainda ereto, latejante. Resta a mão esquerda, descoordenada.&lt;br /&gt;A gozada demora mais que o esperado, a bermuda mal arriada atrapalha. Não se permite pausa para tirá-la, se parar agora, mesmo que rápido, pode perder o momento. A chuva acerta a vidraça e respinga dentro do quarto, sobre o corpo que se contorce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ombro dói, lateja ainda mais. Uma pequena mancha de sangue aparece na atadura.&lt;br /&gt;A testa salpica de um suor viscoso, a chuva já cai forte e escorre pela parede. A imagem da mulher nem mais é tão lembrada, apenas pequenos flashes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se agora de uma questão de honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O membro vermelho, latejante - aumenta-se a velocidade.&lt;br /&gt;A mão esquerda em solavancos fortes. Mais um pouco.&lt;br /&gt;Quase...., quase...., vai..., mais uma puxada, vai porra, vai,....&lt;br /&gt;a respiração presa, o ritmo frenético,&lt;br /&gt;vai porra,...&lt;br /&gt;agora sim, agora sim....,&lt;br /&gt;sim........................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos o movimento desacelera, solta-se o ar dos pulmões e respira-se fundo, devagar. O corpo treme. Respingos da chuva estalam na grade da janela.&lt;br /&gt;O quarto já escuro.&lt;br /&gt;Gozado, o corpo deita-se de bruços num sono profundo.&lt;br /&gt;Um último estrondo distante. A tempestade já ao longe.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não há paz e nem há uivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-241358257391727267?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/241358257391727267/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=241358257391727267' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/241358257391727267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/241358257391727267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/04/tormenta.html' title='Tormenta'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Ri14mVUFYeI/AAAAAAAAABA/PpS21vEPFeM/s72-c/tormenta.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-8532853596283756149</id><published>2007-04-18T19:41:00.000-07:00</published><updated>2007-04-18T19:43:46.108-07:00</updated><title type='text'>Marcados no coração</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O dia-a-dia neste período de minha vida era de pouca diversão. Tinha 13 anos. Mas conheci um grande número de pessoas e fiz amizades inesquecíveis. O que vivi neste período faz parte do que sou hoje. Valores humanos, olhar a pessoa por dentro, no fundo dos olhos, sem observar vestuário e modos, eu aprendi até com aqueles que se juntavam para fazer pequenos furtos e arrumar brigas com gangues adversárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na padaria da minha mãe, onde trabalhava de dia e a noite, mantinha contato com os outros comerciantes e neste convívio os laços se tornam fraternos. O dono do pregão, o chaveiro e seus filhos, a mecânica do conserto de bicicletas, da lanchonete concorrente, os funcionários da loteria, enfim todos tinham alguma experiência para trocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas intermináveis tardes atrás do balcão, preocupado com moscas e a limpeza do ambiente, tinha um companheiro fiel. O Chico era um solitário senhor de seus 50 anos que realmente não batia muito bem da cabeça. O que ele mais repetia era que queria um gole de café com um cigarro. Não fazia mal a ninguém e se deixasse fumava uma carteira de cigarro em três horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chico era zeloso. Todos tinham suas manias, mas a dele era especial: limpar a calçada. Só que ele não usava vassoura, era na mão mesmo. Abaixava-se para recolher tudo que era de se jogar no lixo e deixava a calçada limpa. Não sei por que, mas de certa forma, isso incomodava. Acreditávamos ser uma atividade inútil. A gente proibia, pedia para parar, mas não tinha jeito, era o que ele queria fazer, era o que gostava. E a inutilidade acabava ficando em nós.&lt;br /&gt;Num domingão daqueles de nada e ninguém, estávamos nós, sentados, apenas admirando a rua, quando de repente aparece um carro da ROTAM (polícia especial de Goiânia que mete medo em qualquer um). Os policiais vieram de ré, quase enfiaram o carro dentro da panificadora Santo Cristo e desceram todos de uma só vez. Mesmo sem fazer nada, não tem como não dizer que também sentia medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época o Chico enfiou na cabeça que precisava de um milhão de reais emprestado para comprar um caminhão e ajudar um sobrinho que tinha um comércio de frutas no Ceasa. Pedia emprestado para quem via pela frente. E jurava devolver a grana na semana seguinte. Eu mesmo escutava isso o dia todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tenente entrou na padaria, e com mais quatro soldados, pediram uma Coca-ola para beber. Eu só tinha Pespi. Ele encarou o moleque atrás do balcão, fez cara feia, relutou, quase foi embora, mas aceitou. Eu quase não me mexia. Nisso o meu querido amigo Chico se aproximou, chegou bem perto do policial olhando fixo em sua cara, e anunciou: "Hei, me empresta um milhão até semana que entra. Eu te pago". Na hora me gelou a espinha. Só um garoto, entre os policiais e um louco pedindo um milhão. Tentei explicar, e o policial entendeu. Com a negativa do PM, restou ao Chico pedir um pouco de refrigerante e um cigarro do que o PM fumava. Eu dei risada o resto do dia. Ele também. Tenho muitas saudades dele, como queria revê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os momentos difíceis eram proporcionados pelos marginais que apareciam na padaria. O pior sempre foi o Sorriso. Bebia refrigerante, comia bolo, salgado, rosca, tomava sorvete e nunca pagava. Quando não se retirava me olhando com aquela cara irônica era porque um caminhão chamava toda a sua atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um quebra-mola na frente da panificadora, e quando o caminhão reduzia a velocidade para passar, o Sorriso saia correndo, pegava rabeira e furtava o que tinha em cima. Era impressionante a agilidade dele. Descia um botijão de gás com a naturalidade de quem bebe água. E sempre dava fim no produto de roubo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sumia semanas, mas quando aparecia me aterrorizava. Já chegava sorrindo e eu novamente com um frio na espinha. Só um garoto tomando conta da padaria. Um dia à noite estava no telefone conversando com uma amiga quando o Sorriso apareceu silencioso. Desta vez não tinha aquele sorriso, estava afoito, ansioso, agitado. Depois de alguns minutos, invadiu a padaria, foi até o caixa, e tentou pegar o dinheiro que tinha ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos em luta corporal, trocamos empurrões. Fiquei na porta, sem o deixar sair. Pensava: "Porra, hoje esse cara não vai sair, hoje não". Ele percebeu que aquele era um dia diferente, e eu também. Nos empurramos até que ele desistiu e me devolveu a grana. Ficamos um tempo calado. O Sorriso então começou a falar: "num quero te roubar não, é que eu tava preso e estou na fissura para fumar merla (que usa o resto de cocaína misturada a solução de bateria e é vendida em pequenas latas de alumínio. Uma das piores drogas que já conheci)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso o Sorriso começou a esmurrar uma parede chamuscada com tanta força que sua mão começou a sangrar. Passou o primeiro caminhão e o motorista percebeu. O segundo também. Ele voltava mais nervoso e agitado. Foram umas cinco porradas na parede. Não agüentei ver seu estado de abstinência, sua mão sangrava muito. Peguei dez reais e lhe entreguei. O Sorriso agradeceu e no primeiro caminhão ele se agarrou e parecia flutuar satisfeito na busca da substância que o deixava naquele estado. Na outra semana comeu, bebeu refrigerante e como sempre saiu sem pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                            &lt;em&gt;José Vasconcelos Neto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-8532853596283756149?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/8532853596283756149/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=8532853596283756149' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/8532853596283756149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/8532853596283756149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/04/marcados-no-corao.html' title='Marcados no coração'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-7038445957701506922</id><published>2007-03-01T11:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T05:08:28.900-08:00</updated><title type='text'>Da arte de saber apanhar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Recsa04nJ7I/AAAAAAAAAAY/81IuBsbQBqU/s1600-h/stalone.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037043547621500850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Recsa04nJ7I/AAAAAAAAAAY/81IuBsbQBqU/s320/stalone.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Filme simples, com falas diretas, sem desperdícios, e silêncios profundos. Não se necessita de muita gradiloqüência para tratar de valores como honra e orgulho. Assim me vem à tela Rocky 6, exprimindo um tipo de sensibilidade rasteira e próxima às ruas - necessária para se percebercomo são sábios cães e mendigos, ou o quanto é melancólica a vida de boxeadores aposentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rocky 6 retoma Rocky 1, fechando a saga de forma mais nobre e classuda. Busca-se o mesmo universo das ruas frias de Filadélfia de mais de 20 anos atrás, com seus personagens inocentes, desconfiados, e naturalmente, deslocados da rotina da cidade atual e tentando se apegar a resquícios de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balboa do primeiro filme também é resgatado, mas o tom singelo e dasafiador dá lugar à sobriedade de um cara que tenta seguir em frente, mesmo atormentado pelas lembranças da mulher morta, ou pela angústia de passar o resto de sua vida contando sempre as mesmas e velhas histórias para os fregueses de seu restaurante Adrielle's. As paredes cobertas de fotos e medalhões em vez de conforto lhe dão a certeza de que ainda há demônios presos no porão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de um personagem mais sábio - nunca foi, e seria ridículo colocá-lo nessa posição - mas sim de um cara mais calejado, tentando buscar fagulhas e se sentir ainda vivo ao subir no ringue. Balboa posta-se no limite do risco em ser tratado com pena ou comprometer a própria vida. É esta postura frente ao fio da navalha que traz a principal mensagem do filme: de como a vida não é nada mais do que a arte de saber apanhar - não importa o quanto você consegue bater e sim oquanto você consegue apanhar e ainda seguir em frente. Lição dada em seu filho já adolescente, arrogante e temeroso de seu vexame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos gracejam sobre como as lutas são alegóricas e irreais. Mas é claro que são porra! No filme atual, o próprio aparecimento repentino de Mike Tyson contribui para elevar o nonsense do espetáculo. Compreendo, já que a maioria desses também não se deixam levar por nada, por fábula nenhuma. Nunca comprarão uma boa briga. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-7038445957701506922?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/7038445957701506922/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=7038445957701506922' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/7038445957701506922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/7038445957701506922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/03/da-arte-de-saber-apanhar.html' title='Da arte de saber apanhar'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Recsa04nJ7I/AAAAAAAAAAY/81IuBsbQBqU/s72-c/stalone.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-534967617387734519</id><published>2007-02-17T11:41:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T05:08:29.209-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filho da puta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='doutor'/><title type='text'>Cinza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Rddbrx880MI/AAAAAAAAAAM/ms5VwPfiaWM/s1600-h/cinza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Rddbrx880MI/AAAAAAAAAAM/ms5VwPfiaWM/s320/cinza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032591916311302338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Roberto. Roberto Siqueira. Mas prefiro que me chamem de doutor Siqueira. Pra impor o respeito. Gosto de usar ternos baratos e mau cortados. De preferência em tons de cinza. Aquele cinza meio riscado. Não é riscado de giz, não. São aqueles risquinhos tipo de roupa de malha. Sei que é feio. Mas acho que combina com minha profissão. No meu trabalho a roupa conta muito. Tem que combinar com o que faço e com o tipo de gente com os quais eu lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gravatas, por exemplo, tenho umas lisas e muitas estampadas. Praticamente todas com nó pronto. Não sou vagabundo. Nunca tive tempo para aprender a dar nós em gravatas. Além do mais, isso pra mim é coisa de fresco. Quem tem que dar nó em gravata é mulher. Como não tenho nenhuma que mora comigo, então compro as que já vem com nó pronto, de zíper. Gosto de estampas clássicas. Clássicas, assim, como aquelas da camisa do Dunga. Mas é só pra gravata, Uma camisa assim, quiçá no Havaí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas, que uso com meus ternos -- e nos dias de calor só elas com a gravata, claro que sem desabotoar o fecho dos pulsos --, são escuras. Faz jogo com meus ternos cinzas, bem sóbrios e sérios. Hoje mesmo, que tive de ir lá naquele ambiente com ar condicionado e parentes limpas, coloquei uma das minhas preferidas, azul turquesa, 75% poliéster, que deixa o corpo bem arejado. Vesti uma das minhas prediletas porque, apesar do nojo que tenho deles, preciso causar boa impressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sapato e cinto sempre são da mesma cor. Se não cumprisse essa regra estaria parecido com o outro tipo de gente que se acha poderosa e eu tenho que lidar diariamente. Eles, naqueles ambientes, quentes, abafados, sujos e descascados, é que usam sapatos caramelo de bico quadrado com cinto marrom escuto ou preto. Tsc tsc. Isso quando estão de sapato. Gostam de usar blazer marrom, verde escuro ou preto e botinas, que trazem sempre surradas e muito bem lustradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a pele avermelhada de sol. Talvez seja o feito do tempo, da idade. Mas certeza que o fato de eu às vezes ficar em pé, no sol, contribui. Os raios vêem direto na minha cara. Ainda bem que tenho um ray ban clássico com aro dourado. Combina com meu visual e me faz sentir bem. Meu cabelo raleando e jogado pra cima, pra trás, curto e meio encaracolado. Um cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico ali parado, fumando um Plaza, esperando chegar um cliente potencial. Gosto das mães, das mulheres mais dramáticas. Aquelas que se ardem em choro. É mais fácil tirar dinheiro delas. E, geralmente, é tudo que dá pra tirar. Por isso já aviso logo. Não faço milagres. Depende do tamanho da merda que o elemento fez. E elas respondem tá, doutô Siqueira. Mas ajuda ele, tá? Eu ajudo, minha filha, eu ajudo o tanto que posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha Consul azul sempre tem pelo menos cinco latinhas de cerveja. Bebo Brahma. Acostumei da época que ela era boa. Chego em casa, desço o zíper da gravata e tiro do meio das crostas de gelo do freezer. Tiro o sapato e as meias finas, empurro com os pés para o lado e estico as pernas na mesa. O controle remoto é meu melhor amigo. Nunca soube o porque, mas, todo dia que chego em casa a tempo, vejo o jornal nacional. Fico pragejando pro Willian Bonner e pra Fátima Bernardes. Ah, então tá tudo lindo, né, robozinho. Filhos da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também por isso que gosto do meu trabalho. Porque todo mundo no mundo é filho da puta. Todo mundo é sujo. Todo mundo merece ser roubado. Justiça divina, entende? Todo mundo faz merda na vida. Não dá pra descontar só na parcela que roda. Essa é minha função social. Faço isso pra dar direitos iguais a todos. E não gosto de ficar com a bunda gelada atrás de uma mesa de escritório. Isso facilita minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando por aí com meu terno cinza desabotoado, minhas camisas escuras com gravatas estampadas; de repartição em repartição atrás do dinheiro pra minhas brahmas, minhas putas e do alívio da minha consciência. Termino as noites batendo uma punheta nervosa, meio desesperada. Não sei o por que disso. Nunca quis saber. Gozo e fico olhando para o teto. Amanhã tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-534967617387734519?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/534967617387734519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=534967617387734519' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/534967617387734519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/534967617387734519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/02/cinza.html' title='Cinza'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rH9X7XtYUGk/Rddbrx880MI/AAAAAAAAAAM/ms5VwPfiaWM/s72-c/cinza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116845170967398916</id><published>2007-01-10T08:49:00.000-08:00</published><updated>2007-01-10T10:08:56.643-08:00</updated><title type='text'>de perto, ninguém é...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sentada no sofá, assistia ao jornal diário e lambiscava a sobremesa. A briga começou por causa do Nelson Rodrigues. Sem paciência para comentários inúteis, deu uma resposta grosseira à irmã que maldisse o escritor. Na verdade ele nem é, nem nunca foi seu primeiro da lista, mas havia de reconhecer sua maestria e sua sensatez. Aí é que a coisa ferveu. Insano era o que ele era! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Insano?! Sãos não somos! Cercados de exemplos e histórias absurdas, como definir quem é louco ou devasso ou insensato ou pervertido?! A negra do bêco, tem mil amantes, uma mãe que, de devota passou à doente mental, e uma filha que assiste ao seu sexo diariamente. A tia próxima, diz que tem um namorado, viajante, teve uma herdeira com outra mulher e nunca quis casá-la. A da esquina há cinco anos tem uma caso com o dono do supermecardo, casado há 30. A esposa sabe de tudo. A outra, mal enterrou o cônjuge e se deu ao desfrute. Certa ela! Melhor que a outra que se enterrou com o marido. (Aliás, ô rua pra ter viúva, viu?!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não quis falar do avô, porque ainda era recente. Embora todos se penalizassem com sua loucura, era de todos, o mais normal. O mais atento, o mais sereno. Tudo bem que tinha lá seus devaneios, suas crises e deficiências, mas assim não somos todos nós?! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lembrou-se também do amigo (ou talvez nem isso). Enstisteceu-se, mas não soube nem lamentar, tão precoce sua perda de sentido! Da sua loucura nunca mais tiveram notícia. Também não mencionou este.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E também não falou dos loucos de sua infância, dos pervertidos, das figuras que circulavam aquela cidade do interior, complementando o postal. Na igreja era fácil encontrá-los. Ali ninguém fala em voz alta. A senhora das bonecas, teve as filhas gêmeas assassinadas pelo avô, o rapaz gritando em francês trechos bíblicos, estudou muito e era vciado em alguma coisa, o velho sem dentes, não se lembrava, aquele com a bengala, abandono materno. Um montante de psicopatias e perveções.....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A briga silenciou para atender com urgência ao apelo televisivo: a execução de Sadam, exibida no noticiário. Desfigurado, pronunciava uma oração, quando o carrasco de súbito tirou-lhe o chão. E a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que dizer de Nelson Rodrigues? Insano está o mundo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lorena Maria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116845170967398916?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116845170967398916/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116845170967398916' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116845170967398916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116845170967398916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2007/01/de-perto-ningum.html' title='de perto, ninguém é...'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116663418603957194</id><published>2006-12-20T08:57:00.000-08:00</published><updated>2006-12-20T09:03:06.093-08:00</updated><title type='text'>Para Lola</title><content type='html'>&lt;p&gt;LITERATURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início os amores são Vinícius&lt;br /&gt;são paixão&lt;br /&gt;precipícios&lt;br /&gt;são vertigem&lt;br /&gt;e são vícios&lt;br /&gt;são rosa da rosa&lt;br /&gt;infinitos enquanto duram&lt;br /&gt;enquanto dormem&lt;br /&gt;enquanto duros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maduros então&lt;br /&gt;os amores são Drummond&lt;br /&gt;são do mundo&lt;br /&gt;do mundo mundo vasto mundo&lt;br /&gt;são joão&lt;br /&gt;teresa&lt;br /&gt;raimundo&lt;br /&gt;são pedras&lt;br /&gt;são caminhos&lt;br /&gt;são amados e malamados&lt;br /&gt;olhos vidrados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim...&lt;br /&gt;bem, no fim&lt;br /&gt;(nota: não cheguei ao fim)&lt;br /&gt;no fim acho que&lt;br /&gt;os amores são Bandeira&lt;br /&gt;são dores&lt;br /&gt;tangos argentinos&lt;br /&gt;são vida inteira&lt;br /&gt;não foram&lt;br /&gt;mas podia ter&lt;br /&gt;sido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida noves fora zero?&lt;br /&gt;sim! são fora e são zero&lt;br /&gt;mas não! são nove e são quero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São e não são&lt;br /&gt;infinito&lt;br /&gt;caminho&lt;br /&gt;zero&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt; &lt;em&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116663418603957194?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116663418603957194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116663418603957194' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116663418603957194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116663418603957194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/12/para-lola.html' title='Para Lola'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116638234128671932</id><published>2006-12-17T11:04:00.000-08:00</published><updated>2006-12-17T11:13:11.990-08:00</updated><title type='text'>Reflexão de domingo à tarde</title><content type='html'>Há muitas maneiras de fundamentar a igualdade dos homens, uma delas é: somos iguais em angústias, incertezas, instabilidade recorrente e ameaçadora. Somos animais pensantes que se diferenciam por pequenas sutilezas, meros detalhes que nunca são suficientes para contrariar a distribuição comum dos afetos e sentidos, das vontades, de consciência e inconsciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há novidade alguma nisso. Homens e mulheres, percebam ou não, experimentam a vida como um desafio, um projeto não requerido. Talvez um presente de um deus misterioso (e, caso ele exista, genial em sua indiscrição). Talvez um fardo para a realização de uma sentença, sem que esses animais pensantes tenham acesso ao seu próprio julgamento. Que fazem eles? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma possibilidade é recuar e preferir a inconstante plenitude do auto-controle, a submissão a uma mente organizadora dos fatos e dos desejos. Não que seja, invariavelmente, menos doloroso viver assim. Mas essa é a intenção honesta e declarada desse caminho: o desafio deve ser quase indolor, a sofreguidão do homem deve ser dissimulada. O movimento do mar, por maior que seja o oceano, não é o da tempestade, mas o de uma fresca manhã que traz as ondas, calmamente, ao encontro de pés descalços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível, também, irritar-se com o desafio, transformando-se em um diabo traiçoeiro, um anti-herói da existência. Assim, cuspir fogo bruto contra os bons costumes, agredir a lealdade e assumir todos os vícios. O homem vivo se enterra e se move, rastejante, por baixo dos pés alheios, pronto para elevar-se e transgredir novamente a lei, sedento por derrubar os ídolos que abandonou em sua inebriante empreitada. Não se incomoda com a morte ou a má consciência. Em forma de tempestade, o desafio é honrado à altura, e a água salgada transborda, invadindo pulmões, ignorando prudência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há, ainda, uma terceira via. Nela, os homens visitam uma montanha que está sempre longe, um pouco acima do mar. Do alto, contemplam e riem, estupefatos, brincando maravilhosamente com toda a seriedade do mundo. Riem e se surpreendem, todas as manhãs, todas as tardes e noites, observando mais de perto os humores do sol e da lua, da secura do clima quente e da chuva rala, ora atacando, ora reconfortando a própria pele. Por curioso que seja, procuram ao mesmo tempo o auto-controle e o diabo traiçoeiro dentro de si. Equilibram-se, pois abandonam facilmente os próprios desejos, e valorizam com uma estranha ternura a falta de sentido do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A altura da montanha não é um divisor de mundos ou verdades, e, certamente, menos ainda de homens (iguais em angústias, incertezas, instabilidade recorrente e ameaçadora). É um lugar que eles procuram. Lá, não estão preocupados com muita coisa: apenas riem. Muitas vezes fatigados, é verdade, mas, acima de tudo, incomparavelmente satisfeitos com a beleza de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rodrigo Cássio&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116638234128671932?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116638234128671932/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116638234128671932' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116638234128671932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116638234128671932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/12/reflexo-de-domingo-tarde.html' title='Reflexão de domingo à tarde'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116527862270314865</id><published>2006-12-04T16:26:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T16:30:22.723-08:00</updated><title type='text'>Mal há bares em que vivo</title><content type='html'>Trago a vida em minhas mãos,&lt;br /&gt;Malabares de vidro.&lt;br /&gt;Mas quando me canso&lt;br /&gt;Estes cristais&lt;br /&gt;Mastigo.&lt;br /&gt;E cuspo os cacos&lt;br /&gt;Sangrando a vida&lt;br /&gt;No que digo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wertem Nunes Faleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116527862270314865?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116527862270314865/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116527862270314865' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116527862270314865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116527862270314865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/12/mal-h-bares-em-que-vivo.html' title='Mal há bares em que vivo'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116516259772632413</id><published>2006-12-03T08:14:00.000-08:00</published><updated>2006-12-03T08:34:29.206-08:00</updated><title type='text'>Um filme sobre o cuidado – Almodóvar e o universo feminino</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3253/2421/1600/759894/volver03.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3253/2421/320/87146/volver03.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O cuidar de si e o cuidar do outro são atos que se confundem quando a proximidade das pessoas as unifica, as transforma em uma relação, uma identidade firmada no mundo que compartilham e constroem. O novo filme de Pedro Almodóvar, Volver, explora o sentido desse “cuidado” no universo feminino, tema ao qual o diretor espanhol retorna belamente após o polêmico “Má Educação”, de 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volver é um filme repleto de personagens femininas. Raimunda, interpretada por Penélope Cruz, desdobra-se em empregos diferentes para cuidar do lar, da filha, a adolescente Paula, e ainda fazer-se presente na vida de sua tia Paula, idosa e com a saúde debilitada. Essa última tarefa Penélope divide com a irmã, a solitária Sole, proprietária de um salão de beleza ilegal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raimunda, ao contrário do que pode parecer, não é uma mulher solteira. Seu marido, Paco, é um companheiro e pai ausente que não resiste à fuga rápida pelo prazer, o álcool e o sexo, negligenciando a urgência de consolidar-se em um emprego e participar da vida familiar. O assassinato de Paco e a aparição do fantasma de Irene, mãe de Sole e Raimunda, morta cinco anos antes, compõem o mote de Volver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três gerações de mulheres que Almodóvar nos apresenta estão vinculadas não apenas pelo sangue familiar, mas pelos dilemas semelhantes, os desafios que o enfrentamento da realidade proporciona a cada uma delas. Raimunda reflete em sua conduta, de uma só vez, a tradição ocidental que fez do “cuidado” um atributo especialmente feminino, e a astúcia contemporânea da mulher que não se intimida diante do mundo, ampliando o significado do “cuidar” para além do “amparar”, e assumindo, assim, o “proteger” – mesmo que isso lhe custe abrir mão de sua vida pessoal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de proteção está fartamente presente no filme. A volta de Irene ao mundo dos vivos ocorre em nome do bem-estar de tia Paula, culminando no reencontro com as filhas, também motivado pelo sentimento de identificação e unidade essencial (tão feminino quanto familiar) que sequer a morte poderia dissolver. A cena em que Irene, Paula, Sole e Raimunda viajam no mesmo carro, retornando à aldeia onde estão suas raízes, nos remete à viagem interior irrecusável que as torna iguais, em sensibilidade e em coragem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens são dispensáveis no universo de Volver. Almodóvar enfatiza as seqüências em que suas mulheres se esforçam fisicamente, seja arrumando engradados de bebidas ou unindo forças para deslocar um pesado freezer (a união delas, por razões diversas, é uma constante). Mais que dispensáveis, os homens são seres  absolutamente estranhos aos dilemas enfrentados pelo sexo oposto. Apagados, são coadjuvantes de um mundo que não conseguem absorver por não sustentarem a mesma mistura de sensibilidade e força, de tradição e personalidade crítica diante do novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Almodóvar não fundamenta seu filme em um discurso feminista radical, e aí está a grandeza de Volver. O aparente desmerecimento do homem é, na verdade, uma afirmação da mulher, uma apologia das possibilidades de realização da vida que a cultura ocasionou a elas, de uma forma especial (o que não quer dizer que todas as mulheres se dão conta dessas possibilidades). Ainda que dispensáveis, os homens possuem o seu lugar, deixando uma lacuna evidente à medida que o abandonam. E se o abandonam, é por não encontrarem a importância do “cuidado”, a dimensão feminina que ignoram em seu ser, condenando-se à incompletude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volver é uma obra que exemplifica fielmente o que é Almodóvar. A capacidade do diretor de manipular sentimentos e de compreender tópicos fundamentais da vida de hoje, cinematograficamente, estão presentes da primeira à última cena, transformando-o em um filme indispensável para os que admiram ou pretendem conhecer o diretor espanhol em sua melhor forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rodrigo Cássio&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116516259772632413?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116516259772632413/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116516259772632413' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116516259772632413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116516259772632413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/12/um-filme-sobre-o-cuidado-almodvar-e-o.html' title='Um filme sobre o cuidado – Almodóvar e o universo feminino'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116499340137336671</id><published>2006-12-01T09:15:00.000-08:00</published><updated>2007-05-08T06:35:51.386-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tropicalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Lanny Gordin - Psicodelia e transgressão made in Brazil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3253/2421/1600/873992/lannygordinmacaleetuttymoreno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3253/2421/320/773907/lannygordinmacaleetuttymoreno.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em tropicalismo vêm à mente as figuras de Caetano Veloso e Gilberto Gil, talvez Os Mutantes e [agora mais do que nunca] de Tom Zé. Raramente &lt;a href="http://rapidshare.de/files/26296124/Jards_Macal_.rar.html" target="_blank"&gt;Jards Macalé&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://quadriphonia.blogspot.com/2006/10/maestro.html" target="_blank"&gt;Rogério Duprat&lt;/a&gt; ou Lanny Gordin. O movimento tropicalista, no seu período áureo, de 1967 a pelo menos 1972, pautou-se, principalmente, pela experimentação através da sinergia de artistas de diversas áreas. Esquecer que o tropicalismo foi um movimento coletivo é compactuar com a idolatria do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mainstream&lt;/span&gt; brasileiro - e o que foi a década de 1970 senão o decênio de ascensão dos grandes ídolos da MPB?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembrar o nome de &lt;a href="http://cliquemusic.uol.com.br/br/Resgate/Resgate.asp?Nu_materia=797" target="_blank"&gt;Lanny Gordin&lt;/a&gt; é não só uma atitude &lt;span style="font-style: italic;"&gt;anti-stabilishment&lt;/span&gt; como a reparação de uma injustiça. Uma das forças motrizes do tropicalismo, Lanny, participou dos principais [e melhores] discos daquele movimento. Sua guitarra transgrediu os limites impostos pelo padrão de música popular praticado até então ao fundir jazz e psicodelia de uma forma talvez nunca experimentada antes por estas terras. Solos siderais, distorções lancinantes, ambientações lisérgicas e dispersão do Ego eram [e são] alguns dos efeitos característicos criados pelo guitarrista (...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1969 é uma data marcante para o tropicalismo, não só por ser o ano do exílio dos "cabeças" do movimento, quanto pela psicodelia incontida presente nos discos de &lt;a href="http://rapidshare.de/files/15353590/Disco_completo_-_Caetano_Veloso_-_1969_-_Nei.zip.html" target="_blank"&gt;Caetano Veloso&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://rapidshare.de/files/13266413/gil_1969_by_touron.zip.html" target="_blank"&gt;Gilberto Gil&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://rapidshare.de/files/12979730/gal_primeiro_de_69_por_touron.zip.html" target="_blank"&gt;Gal Costa&lt;/a&gt; daquele ano. Transgressão e psicodelia obtida pela sinergia das cabeças mais progressistas no campo da música popular no Brasil daquele momento. Poesia, política, lisergia, performance, marketing, música, teatro, cinema e artes plásticas. Estilhaços de uma bomba que explodiu no centro da cultura urbana brasileira. Resgatar o nome de Lanny Gordin é agir contra a centralização da cultura no Brasil, já que faz emergir das sombras diversos pontos de fuga e desdobramentos que a "história oficial" encobriu em nome de uma idolatria centralizadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guitarra de &lt;a href="http://www.senhorf.com.br/revista/revista.jsp?page=Materias_editadas/lanny_gordin.htm" target="_blank"&gt;Lanny&lt;/a&gt; muito mais que mero acompanhamento é uma voz que grita do fundo dos porões do inconsciente. Loucura e arte, sexualidade e violência. Transgressão. Forças que atravessam as músicas desintegrando-as. Levando-as ao limite. Fundindo todos os elementos num só, dando coerência ao mesmo tempo em que estilhaça qualquer tentativa discursiva totalizadora. Por agir como elemento dissonante e fragmentador da música, a guitarra de Lanny Gordin não pode ser encerrada em um modelo unidimensional. Sua música extravasa os limites e percorre diversas dimensões pouco experimentadas. É por isso que o resgate de seu nome [e de sua música] age como força reativa à centralização do stabelishment, age como um sopro de vida vindo das veredas mais obscuras da história contra a soberania de ídolos de &lt;a href="http://chicobuarque.uol.com.br/" target="_blank"&gt;mármore&lt;/a&gt;. Resgatá-lo é reafirmar o tropicalismo como um movimento coletivo transgressor, que batia de frente com certa forma de produção cultural reinante até então no Brasil, e, muito mais que isso, é lançar sobre a memória uma luz que, ao iluminar certos pontos obscuros da cultura brasileira, abre infinitas possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eduardo Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116499340137336671?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116499340137336671/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116499340137336671' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116499340137336671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116499340137336671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/12/lanny-gordin-psicodelia-e-transgresso.html' title='Lanny Gordin - Psicodelia e transgressão made in Brazil'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116483326074533488</id><published>2006-11-29T12:40:00.000-08:00</published><updated>2006-12-01T08:18:48.526-08:00</updated><title type='text'>Raicai Drinks</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3253/2421/1600/995908/boteco.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3253/2421/320/561183/boteco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mando aí alguns raicais com temáticas de butecos. A idéia tá aberta pra quem também se sentir inspirado por esse ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encruzilhada.&lt;br /&gt;Naipe de coração&lt;br /&gt;na carta errada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumaça do primeiro trago,&lt;br /&gt;desejos&lt;br /&gt;que não falo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torresmo.&lt;br /&gt;O filé aos cães&lt;br /&gt;a gordura ao beiço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dose.&lt;br /&gt;Mais uma&lt;br /&gt;e serão doze&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bituca.&lt;br /&gt;A alma é grande,&lt;br /&gt;a vida é curta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa de bar.&lt;br /&gt;Só não escuto&lt;br /&gt;a patroa chamar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha flor de lapela,&lt;br /&gt;ao final da noite&lt;br /&gt;nem mais uma pétala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu olho já envenenado - sinto muito!&lt;br /&gt;Guarde seus beijos&lt;br /&gt;no guardanapo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canções de&lt;br /&gt;embriaguez:&lt;br /&gt;Todo mundo tem sua vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas mesas,&lt;br /&gt;Serve-se de bebida&lt;br /&gt;à boa vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espuma enfeita o copo&lt;br /&gt;Bebo gelado&lt;br /&gt;seu corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o sal e&lt;br /&gt;o paliteiro&lt;br /&gt;Ficam presos os desejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116483326074533488?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116483326074533488/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116483326074533488' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116483326074533488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116483326074533488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/11/raicai-drinks.html' title='Raicai Drinks'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116473965638218800</id><published>2006-11-28T10:45:00.000-08:00</published><updated>2006-11-29T05:09:27.010-08:00</updated><title type='text'>Amor de criança</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A semelhança das duas, denunciava o parentesco. A mais velha parecia ter 15 anos. Sentou-se no ônibus, com a bebê no colo, naqueles bancos em que ficamos de costas para o movimento natural, assentos que na maioria das vezes são evitados por tonteira ou superstição, mas aquela menina não se importava. Encostou a testa no vidro e olhou pela janela embaçada, como se estivesse mais interessada no passado, ou ainda, como se estivesse de costas para o futuro ou andando mesmo, de ré.&lt;br /&gt;Junto a seus pés ficava uma mala velha, como se fosse um cão velho, cheia de panos de prato ordinários, que logo foi chutada sem querer, ou por ignorância mesmo, por um homem gordo de rosto quadrado. Assim ela despertou e viu que a pequena se lambuzava toda com um pirulito barato comprado no terminal. Era como se ela brincasse de boneca com a pequena no colo. O cuidado de uma pela outra parecia uma brincadeira de irmã até que ouvi; “não minha filha, deixa mamãe cuidar disso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wertem Nunes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116473965638218800?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116473965638218800/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116473965638218800' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116473965638218800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116473965638218800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/11/amor-de-criana.html' title='Amor de criança'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116473455420356781</id><published>2006-11-28T09:13:00.000-08:00</published><updated>2006-11-28T09:31:00.343-08:00</updated><title type='text'>A urucubaca vingou</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/mulheres%20do%20cinema%20fumante.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px" height="296" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/mulheres%20do%20cinema%20fumante.jpg" width="203" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois de ler esse tão sincero desabafo, sobre jovens garotos inconseqüentes e uma revista eletrônica, não posso mais guardar o que sei. Para todo mal existe uma culpa, que é a maneira de consolar e explicar quando algo não dá certo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando tudo começou, as tais reuniões secretas, os esboços, o falatório, eles se esqueceram de um detalhe. Um detalhe besta, banal, sem importância. Um detalhe, pois, que lhes traria a ruína. Não por maldade ou por machismo ou por ignorância, mas porque homem não é detalhista. E a sensibilidade deles é outra. Claro que formar um clube de escritores é o sonho de todo rapaz jornalista e só essa vontade moveria (como moveu) muitas palhas. Mas, de repente, não mais de repente, o quesito faltante começou a pesar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Primeiro porque elas, mais do que ninguém, sabem cobrar, gostam de hora marcada e tudo, e talvez isso agilizaria o processo. Depois porque clamam por atenção, por se sentirem parte ativa (e não meras colaboradoras) da idéia. Casos não se sintam assim, partem para a vingança (lembram do vudu do Cheiro do Ralo? Então.) Sem contar que elas possuem o charme intrínseco à voz e aos gestos que é capaz de convencer qualquer dono de supermercado a patrocinar uma página na internet. E por fim, porque o que seria dos escritores sem suas musas inspiradoras???? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gente, sem querer entrar na intimidade de ninguém ou revelar os surtos de solidão que ora pairam sobre vocês, o que falta (e faltou) ao projeto SÃO MULHERES!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;Lorena Maria (a única e abusada criatura do sexo feminino que enfia suas coisas nesse espaço aqui)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116473455420356781?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116473455420356781/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116473455420356781' title='27 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116473455420356781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116473455420356781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/11/urucubaca-vingou.html' title='A urucubaca vingou'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116473390324334463</id><published>2006-11-28T09:06:00.000-08:00</published><updated>2006-11-29T09:54:38.120-08:00</updated><title type='text'>Joselitismo:o mal do século</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(sobre a experiência surreal com Bnegão)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Cedo, vou atrás dos caras. Bernardo, o Bnegão e Fábio, o produtor. Meio traumatizada com esse negócio de acordar as pessoas nos hotéis, peço que interfonem no quarto. Em pouco tempo descem os dois. Me vem a memória a fala de um amigo “ você sabe como são esses maconheiros. Vão atrasar”. E quase inconscientemente fixo no olho do negão. Não dá pra ver muita coisa por causa dos óculos retrô que ele usa. Realmente é bem largão, e as mãos são bem gordinhas. A indumentária é simples, mas o balanço quando caminha é muito próprio. Tento disfarçar a incontrolável sensação que é estar tão próxima a um artista que você curte. Fica de boa. Boca fechada. Aproximo do produtor que é mais franzino e parece menos ofensivo. O silêncio não é o meu forte e por sorte também não é o deles. Vamos falando sobre o show de Brasília, o festival daqui, ele pede para sintonizar na rádio que tocava ô simpático, funk do filme Quase dois irmãos que eu assisti umas vinte vezes, solta uns comentários bem humorados e o clima vai ficando ameno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O programa é muito sério para uma ocasião dessas. Não supera muito minhas expectativas (mesmo porque elas são sempre maiores), mas penso que já valeu. Fico tentando decodificar as falas sobre música independente, a história da Dança do patinho, sua profecia de que a humanidade está sofrendo da doença da joselitagem, um non sense coletivo, suas piadinhas sobre músicos top top, os palavrões, as gírias. Percebo um enorme esforço dele para organizar o raciocínio, conter a onda que é intrínseca à sua pessoa. No ar, reclama que seu estômago está roncando. Parece à vontade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Da ilha recebo um telefonema do diretor da TV(que é fã do cara) convidando para um almoço. Como ele fala muito rápido, empolgado, não entendo se ele quer fazer uma graça ou se é só para forçar amizade mesmo. Presumo que sejam as duas coisas. Por desencargo de consciência, dou um toque no produtor, “é, o cara chamou vocês para almoçar numa churrascaria aqui perto, mas sei que vocês têm que voltar para o hotel”. “Mas é patrocinado? Porque acho melhor almoçarmos por aqui”. Assumo que não entendi se ele iria bancar. Deixamos de lado a idéia, só que na espera pelo carro, a conversa foi ficando boa, pedindo uma cerveja e acabo voltando ao lance do almoço. Para nossa alegria, descubro que o “chefe” queria pagar a farra pra todo mundo. Fomos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Bnegão começa a história do show que fez com Tony Allen, do lance de tocarem juntos. Ele realmente fala muita gíria, mas engraçado que não é chato. Falou bastante muito. Descobri que, como eu, ele não é bom com endereços e por falar nisso, nos perdemos e daí começo a me arrepender em levar os dois para esse almoço. O “chefe” do outro lado parece alto e quando nos vê chegando, começa o escândalo. “ Aaaaarh, porra, como vocês não me viram. E aí Bnegão?! Aaaaaarrhhh! Vamo descer. Como vai essa força, BÊ? Arhhhhhhh”. BÊ???? Me arrependo. O cara estava completamente embebido no álcool, de boca mole e frases dissolvidas como bem disse o Bnegão. Falava desconexamente, sobre um tal programa “bem Goiás” e da sua viagem ao Rio, e da sua história musical e disso e daquilo. De repente, implicou com o fato do ídolo não comer carne e não tomar cerveja. Vemos ali, personificada, a profecia de Bnegão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ele e seu fiel escudeiro ( que a essa altura já havia recebido o codinome de Fabão) se acabavam de rir, enquanto eu e uma amiga nos divertíamos com aquela situação hilária: um almoço, num muquifo, em companhia de um figurão encachaçado e os dois visitantes ilustres. Antes que a coisa piorasse, pedi um carro para nos levar ao hotel. Por fim, numa esquina do centrão de Goiânia, depois de um abraço demorado e sincero de despedida, pude perceber que tínhamos proporcionado aos caras uma fuga da rotina, um momento original que já vai virar história entre as outras do Bnegão. Tomara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;lorena maria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116473390324334463?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116473390324334463/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116473390324334463' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116473390324334463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116473390324334463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/11/joselitismoo-mal-do-sculo.html' title='Joselitismo:o mal do século'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116466120755644760</id><published>2006-11-27T12:56:00.000-08:00</published><updated>2006-11-27T13:00:07.573-08:00</updated><title type='text'>O silêncio das idéias</title><content type='html'>Num desses rompantes característicos da juventude em defloramento intelectual, Samir reuniu os amigos e decretou: vamos criar um site! Um site de jornalismo em que poderemos escrever sobre cultura, cinema, política e os assuntos aqui da faculdade. Sorrisos brotaram dos rostos dos comparsas. É uma grande idéia. Sim, quem sabe um dia poderemos até ganhar dinheiro com isso, arranjar alguns patrocinadores, interferir nas publicações locais, envolver outras faculdades, em suma, dominar o mundo, praguejava um dos elementos do staff, num misto de pragmatismo e sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião informal se prolongou por mais tempo que esperavam, ali, num dos quadrados de concreto da faculdade. Colunas começaram a ser definidas: “posso escrever sobre isso!”, “vou falar daquilo!”, “não, peraê, cinema e literatura todo mundo quer, né?!” Tá, tá, a gente faz um cronograma de publicação, podemos colocar mais de um texto sobre um mesmo filme, porque não?. E podemos falar de política na segunda, da faculdade na terça, do cinema na quarta, da literatura na quinta, publicar uns contos na sexta e ainda preparar textos especiais sobre grandes personalidades para os finais de semana.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As idéias pulsavam das seis, oito cabeças ali presentes. Sentiam-se geniais só de querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samir servia como um mediador. Acatava uma sugestão. Passava outra pelo sufrágio do grupo. Ponderava opiniões e batia o martelo nos momentos de conflito - “ordem nessa putaria!”. Exercia de maneira informal o papel de editor da futura publicação e já vislumbrava sua fotinha, no departamento “quem somos”, com o rosto sério e o e a cabeça apoiada pelo braço na mesa, com o punho fechado ao queixo, no melhor modelito grandes jornalistas da história.&lt;br /&gt;“Tá, mas e o nome?”, disse um. Dilema. Mil e uma idéias. Minutos tensos de discussão até que chegaram a uma conclusão. Massa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos lá, junta a grana para pagar o provedor, afinal, queremos um site. “Pega logo o de maior espaço, a parada vai ser multimídia, com links interligando imagens, entrevistas em áudio, e logo, logo, vídeos também”, exaltava-se Samir e eriçava os sofridos pelos da cabeça.  “Põe nosso amigo da escola pra trabalhar, aí, meu. Enquanto isso vamos escrevendo. Adiantar uns textos, umas crônicas“. Tínhamos pressa de algo que não entendíamos como isso ainda não havia sido feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa-se uma semana da reunião orgasmática. “Tamo enrolado em galera, vamos botar gás nisso“. De um lado os preços e possibilidades. De outro os primeiros esboços do grande valor da rapaziada: o conteúdo das cabecinhas, quase todas cheias de pelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam-se mais semanas, passam-se meses. Pobre amigo da escola, ainda hoje tem dividas a receber do site que nunca chegou a entrar no ar. Aos poucos, o assunto passou a ser comentado apenas à boca miúda, vez ou outra alguém retomava a discussão, em rompantes de revolta. Mas nada se comparava à cobrança dos conhecidos, devido à propaganda insistente, mesmo com o projeto apenas flutuando pelas cabeças: “E aquela parada lá de vocêis? Sai ou não sai?”, não cansavam de perguntar. O projeto morreu pela boca. Um ou dois textos. Quatro ou cinco reuniões aqui e acolá. Algumas cervejas e bloqueios intelectuais. “Tô travado!”, dispara Samir. Baque na galera. Seria o fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projetos pessoais foram levados adiante e por fim uma nova confluência: vamos fazer um blog, porra! Vamos parar de falar e criar essa merda logo. Podemos fazer isso, aquilo, aquilo outra e ainda manter isso aqui. De novo, pouco das idéias sobraram. O blog foi criado e ainda a passos lentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das políticas iniciais, de ter colaboradores, transformou-se numa diretriz: sem eles, pouco haveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samir, por sua vez, nunca escreveu um texto. Ou mesmo os comentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Gabriel de Freitas &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116466120755644760?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116466120755644760/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116466120755644760' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116466120755644760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116466120755644760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/11/o-silncio-das-idias.html' title='O silêncio das idéias'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116431502944052633</id><published>2006-11-23T12:47:00.000-08:00</published><updated>2006-11-23T12:54:59.586-08:00</updated><title type='text'>Jesus mata</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/boca%20do%20lixo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/boca%20do%20lixo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais um malandrão histórico com o pé na cova. Desde segunda-feira o ator Jece Valadão permanece internado numa UTI em estado grave, devido uma insuficiência respiratória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal fato passa a confirmar o grau de periculosidade em ações no final da vida, quando neguim passa a ver Jesus, mesmo tendo conduzido todo o resto de sua vida no grau máximo de desregramento. Muitas vezes o chamado por Jesus acaba sendo tão forte e comovente, que Ele acaba atendendo antes do esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso desses bem ilustrativo aconteceu no começo de 2005. Ninguém mais do que Bezerra da Silva decidiu se converter e virar evangélico. Bezerra tentou emplacar e salvar a própria pele dando uma de malandro de Deus e o seu último trabalho, já em pré-produção e que felizmente não chegou a ser lançado, abordaria a vida com boas mensagens além conter alguns sambas religiosos. Deu no que deu, e o malandro acabou virando erva mais cedo que o esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jece Valadão seguiu na mesma linha. Foi um dos grandes atores da época áurea do cinema brasileiro. Conseguiu imprimir um estilo próprio, o "Valadão Style", quando o assunto era deflorar as cocotas que viriam a ser as musas sagradas da TV brasileira. Mas não só de putaria viveu Jece Valadão, o cara também fez brotar gemas rococós em filmes policialescos. Um verdadeiro Charles Bronson que, ao invés de matar punks para vingar a esposa asassinada, descarregava sua raiva em cima dos broncos que não possuiam a sutileza na hora do trato de uma rapariga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena produção da Boca do Lixo, de onde surgiram comedores do naipe de Davi Cardoso, Nuno Leal Maia e Paulo César "eu te amo, porra!" Pereio; Valadão conseguiu se firmar na alcunha do MAIOR CAFAJESTE DO CINEMA NACIONAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, com mais de sententa pesando nas costas e já vislumbrando o rabo do capeta, Jece resolveu atacar de pastor. Abraçou a bíblia fervorosamente e já havia autorizado a produção de uma película retratando toda sua conversão. Novamente a providência divina interviu antes, e o clamor de Jece parece ter repercutidonas esferas divinas, que agora o querem para ser um dos seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116431502944052633?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116431502944052633/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116431502944052633' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116431502944052633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116431502944052633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/11/jesus-mata.html' title='Jesus mata'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116343792981840464</id><published>2006-11-13T08:59:00.000-08:00</published><updated>2006-11-14T08:35:44.203-08:00</updated><title type='text'>Poeminha Pruma Época de Extrema Exarcebação Sexual</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Eu também gosto &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;de permissividade,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Garotada.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas, aqui entre nós,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E na alminha&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Não vai nada?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Millôr Fernandes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irônico que tenha visto este poema depois de ter passado uma noite suja com cinco pessoas, entre copos, cigarros e acusações. Voltamos todos pra casa, imagino, e a cabeça cheia de tanto falar. Dos outros, suas histórias e a nossa como fica? Se demo-nos por tão puco, onde a gente estava que não aproveitamos nada? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ah, e contiunua valendo o pacto de silêncio!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lorena maria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116343792981840464?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116343792981840464/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116343792981840464' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116343792981840464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116343792981840464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/11/poeminha-pruma-poca-de-extrema.html' title='Poeminha Pruma Época de Extrema Exarcebação Sexual'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-116180841833527517</id><published>2006-10-25T13:33:00.000-07:00</published><updated>2006-10-25T13:33:38.350-07:00</updated><title type='text'>Algumas coisas nunca mudam</title><content type='html'>Aos 43 anos sente a gravidade pesar-lhe o rosto. "Tanta merda&lt;br /&gt;tecnológica, mas nada impede ação do tempo." Olha o espelho com&lt;br /&gt;saudade. Vê a olheira, roxa e levemente inchada, como a convalescência&lt;br /&gt;do poder de um soco. Não se incomoda com a aparência, mas preferia&lt;br /&gt;poder optar. Via atrás do reflexo memórias: aquela noite inesquecível.&lt;br /&gt;Tantas outras que pareciam disperdiçadas em conversas sem propósito.&lt;br /&gt;"Propósito pra quê?!" Não se arrepende de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai do banheiro para a janela do quarto – quarto-sala, copa, cozinha e&lt;br /&gt;dispensa. Olha pela janela do 158º andar. O céu é laranja e turvo.&lt;br /&gt;Procura carros, mas nada vê. Era uma das poucas "maravilhas" que&lt;br /&gt;esperava do mundo moderno: carros voando. É o que restou dos filmes de&lt;br /&gt;ficção científica dos anos 80. "Espantoso como as coisas mudaram da lá&lt;br /&gt;pra cá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha na palma da mão a leve luz que azulada que indica o visor do&lt;br /&gt;telefone: pensa numa, pensa noutra, mas não liga. Quer sentir o vento&lt;br /&gt;no rosto, mas não há meios de abrir o vidro. Volta ao banheiro e senta&lt;br /&gt;se na privada. Pensa na degradação humana enquanto escorrega as mãos&lt;br /&gt;pelos dispersos cabelos da testa. "Associação." Nada lhe sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua e se arrasta sobre as pernas até a cama. Deitado, olha para a&lt;br /&gt;janela e constata um céu laranja. De barriga pra cima, fecha os olhos&lt;br /&gt;e consulta na pálpebra as horas.Um toque na parece aciona o aparelho.&lt;br /&gt;"Hora de consumir meu passado." Um toque na parede liga o aparelho, no&lt;br /&gt;teto. Chaves e Chiquinha brincam no pátio. "É, ainda bem que algumas&lt;br /&gt;coisas nunca mudam."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-116180841833527517?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/116180841833527517/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=116180841833527517' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116180841833527517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/116180841833527517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/10/algumas-coisas-nunca-mudam_25.html' title='Algumas coisas nunca mudam'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115975411563834020</id><published>2006-10-01T16:38:00.000-07:00</published><updated>2006-10-01T19:32:48.806-07:00</updated><title type='text'>Meu voto e Kafka</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/maquina.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/maquina.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Votei e agora recolho no vento as reminiscências do ato.&lt;br /&gt;Lembro-me que atravessei o corredor decaído da escola olhando através das lentes dos óculos a imagem desfocada da vizinhança que deixei na adolescência. Não são somente paredes decaídas, &lt;a href="http://www.surrealismo.net/"&gt;tinturas corroídas&lt;/a&gt;, são também corpos, dentes, sorrisos. É o vácuo que separa o aqui-agora da imagem etérea de um passado pouco nítido. Passado reinventado ao contato com a terra do chão da escola, retrabalhado nesse momento mesmo em que busco palavras e construo imagens. Passado que me liga diretamente ao ato fugaz de acionar uma máquina, pois me provoca sensações, me leva de volta à vizinhança em que as carências e as alegrias eram irmãs. Por isso o ato banal de acionar os botões não faz sentido algum, mas me provoca, sacode a poeira que estava acumulada em algum canto da memória. O voto que a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia"&gt;democracia&lt;/a&gt; brasileira me obriga a depositar em &lt;a href="http://www.tse.gov.br/sadEleicao2006DivCand/procCandidatoListar.jsp?tribunal=GO&amp;cargo=1"&gt;ilustres desconhecidos&lt;/a&gt; não significa nada para mim, mas o colégio da vizinhança da minha infância em que voto traduz o anseio e a (des)esperança de milhares de rostos, por isso o ato de votar deposita em meus ombros um peso insuportável. Não porque acredito no discurso da máquina estatal-burocrática, mas pela realidade a qual estou conectado, por toda a &lt;a href="http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=647"&gt;relação&lt;/a&gt; existente entre a terra vermelha na qual piso, a calçada rachada da qual brota uma erva daninha, a arquitetura da escola estadual e aquele discurso. Com todo esse peso sobre meus ombros acionei os botões e ouvi o ridículo barulho mecânico de uma fagulha que irá somar a tantas outras e que movimentará por mais dois anos (ou quatro, ou oito, ou décadas, talvez séculos) a maquinaria que reproduz tudo aquilo que não acredito, mas que de uma forma ou de outra sou fruto e que faço &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DRJqrLd7MrE"&gt;funcionar&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse pequeno texto é um pedido de desculpas à vizinhança que deixei e uma forma de aliviar o peso sobre meus ombros... ao final conecto minhas desculpas à &lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=66948&amp;amp;sid=0110140888927558365317011&amp;k5=2F13CFA0&amp;amp;uid="&gt;máquina literária&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://multitudes.samizdat.net/Biopolitica-e-Biopotencia-no.html"&gt;Kafka&lt;/a&gt; [uma máquina que faz muito mais sentido, ou pelo menos seu rangido me dá certa segurança, e que ilustra muito bem toda a situação]:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há uma lenda, que exprime muito bem essa situação: dizem que o imperador mandou uma mensagem para ti, humilde vassalo, sombra insignificante que se encolhe ao longe perante o sol imperial, exatamente a ti o imperador enviou do seu leito de morte um mensageiro. O mensageiro se ajoelhou junto à cama e o imperador segredou-lhe uma mensagem, tão importante era para ele a mensagem que mandou o mensageiro repeti-la em seu ouvido. Com um movimento de cabeça, confirmou-lhe que estava correta. Diante de todos os espectadores de sua morte - foram derrubadas todas as paredes e nas largas e altas escadarias estavam em círculo os grandes do reino - diante de todos, ele despachou o mensageiro. O mensageiro se pôs  a caminho imediatamente; um homem forte e incansável, ora com um braço, ora com outro, ele abria caminho por entre a multidão; quando encontra resistência aponta para o peito, onde está o símbolo do sol; ele segue adiante como nenhum outro. Mas a multidão é tão grande; suas moradias não tem fim. Pudesse ele chegar ao campo aberto, depressa voaria, e em breve ouvirias o magnífico bater de seus punhos na tua porta. Mas ao invés disso, como é inútil o seu cansaço; ele ainda abre caminho através dos cômodos no interior do palácio, nunca mais conseguirá superá-los; e se conseguisse, de nada valeria, ele precisaria descer pelas escadarias, e se conseguisse, de nada valeria, teria ainda que atravessar os pátios, e depois dos pátios, o segundo palácio interior; e de novo escadas e pátios; e de novo um palácio; e assim durante milênios; e se ele despencasse finalmente do portão mais externo, - mas nunca, nunca isso pode acontecer - a cidade imperial estaria diante dele, o centro do mundo entulhado, cheia de seus sedimentos. Ninguém passa por aqui, muito menos com a mensagem de um homem morto. - Mas tu sentas em tua janela e sonhas com isso, quando a noite chega.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos Eduardo Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115975411563834020?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115975411563834020/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115975411563834020' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115975411563834020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115975411563834020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/10/meu-voto-e-kafka.html' title='Meu voto e Kafka'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115938351411076975</id><published>2006-09-27T11:50:00.000-07:00</published><updated>2006-09-28T13:49:18.663-07:00</updated><title type='text'>Índios, assim como nós</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7566/1866/1600/krah??.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/ritos.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/ritos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu não sei bem por onde começar. Eu também não sei bem o que eu esperava dessa viagem para aldeia. Talvez uma cura miraculosa. Talvez um desvio de atenção. Confesso que agora estou um pouco deformada com tanto pensamento. O encantamento tem dessas coisas. Mas vamos ao que precisa ser dito. No meio do cerrado, imerso na areia seca e entre as árvores retorcidas, moram os índios krahô. Foi lá que fomos parar, com nossos entulhos e apetrechos de sobrevivência. Uma viagem longa, cruzando o Rio Tocantins e passando pelas estradas mais precárias. Do primeiro encontro, nada muito abrupto. Eles, já bem acostumados com a presença das branquelezas, nem estranham como nós. Falam nosso português, mas entre eles só a língua mãe, o que lhes permite falar o que quiserem sem que entendamos nada. Adotaram algumas manias nossas de relógio, energia, água encanada, banda Calypso e muita roupa (o que é uma pena, porque naquele calor, tudo que eu mais queria era me desnudar).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivem numa situação de miséria (segundo nossa concepção), pouco plantio, muitas bocas. São reféns de um assistencialismo típico da piedade colonialista e já comungam das relações de troca dos homens “civilizados”. Isso, claro, teceu um nó gigantesco em nossa cabeça, porque queríamos de uma forma ou de outra os índios dos nossos livros. Queríamos que eles não soubessem das coisas, queríamos a ingenuidade, a vida simples, porque nutrimos uma espécie de nostalgia do primitivo (e quer primitivismo maior que a fome?). Eis, então, a primeira decepção, que veio acompanhada de um sentimento de culpa por achar que interferimos na cultura deles. Mas a interferência não acontece a todo instante? Cultura não é essa coisa louca, dinâmica e antropofágica, que deglute costumes, hábitos, idéias e vai agregando experiências? Não vou entrar nessa questão, porque só tenho formulações. Muitas coisas mudaram. Outras permanecem. Na língua, nos cantos, nos ritos, na “rotina”, no trato, nos olhares fixos com qual nos encaram ou encaram a objetiva da câmera sem pudor algum. Aliás, um olhar carregado de uma força que não se explica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nossa incumbência, nessa viagem, era levar os aparatos técnicos de registro e comunicação interna. Sem muita cerimônia, eles se entrosaram com aquela parafernália de máquinas e gravadores digitais e o diabo a quatro.  E, de repente, surgiam filmando os rituais de cantorias, as corridas de toras, fotografando mulheres, crianças, numa atitude muito comovente, mas que contraria o nosso desejo de que eles adotem nossa mentalidade. Preocupação compreensível, porém, tardia e talvez até desnecessária, porque o processo corrosivo de dominação, que se iniciou com a invasão dessa terra e foi se disseminando Brasil afora,  é irreversível. O pouco que se pode resguardar e manter vivo, já parece muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;lorena maria&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ps: foto provisória....aguardem as outras&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115938351411076975?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115938351411076975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115938351411076975' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115938351411076975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115938351411076975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/09/ndios-assim-como-ns.html' title='Índios, assim como nós'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115898322530390588</id><published>2006-09-22T20:38:00.000-07:00</published><updated>2006-09-22T20:47:05.316-07:00</updated><title type='text'>Também tô no Youtube</title><content type='html'>Acham que é só o Aflredo, o Renatim e o Gil que aparecem no Youtube. Eu também tô no Youtube -- no bom sentido.&lt;br /&gt;Aliás, conhecem a tirada do momento? Não? Ih, então "tomou no Youtube."&lt;br /&gt;Chega de delongas. Tô nesse link aí embaixo. Ao lado do então governador Marconi Perillo e de um bocado de jornalistas. Atenção. O vídeo está aí para que me vejam. Mas antes que me acusem coloco um link do Maguito e o pacto com satanás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2WeXZdPFlQU"&gt;Eu e Marconi &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2WeXZdPFlQU"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=hzHRYUi9zh8"&gt;Maguito e o capeta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115898322530390588?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115898322530390588/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115898322530390588' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115898322530390588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115898322530390588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/09/tambm-t-no-youtube.html' title='Também tô no Youtube'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115897258978095219</id><published>2006-09-22T17:21:00.000-07:00</published><updated>2006-09-22T20:48:42.796-07:00</updated><title type='text'>Mania de grandeza</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Os políticos goianos sentem-se os donos do mundo. Acham que nosso &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Estado -- que adoro, mas reconheço ter pouca importância no cenário nacional -- é de fato o novo eldorado. Tomara que seja. Mas, hoje, não é. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Fazia ontem matéria sobre o mapa da violência, divulgado pelo Ministério da Justiça. Ele aponto Goiás como o 4º maior em ocorrências de mortes violentas. Foram 46 assassinatos por 100 mil habitantes. O Rio lidera. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Pois bem, escrevinhei meu singelo texto e foi repercutir a informação com a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Falo com a assessora, que desconhecia os números e acha estranho Goiás e não São Paulo estar no topo. Passo o link e peço para falar com o secretário. Quarenta minutos depois ela me retorna com um telefone e uma tese: "Isso é benéfico para a oposição, não acha?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Respiro fundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Falo: "Até poderia ser. Mas, convenhamos, Goiás representa muito pouco no cenário nacional. E, não se esqueça, a pesquisa é do Ministério da Justiça com dados daí da SSP-GO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- "É, mas o governo aqui é PSDB..." (era, agora, pelo menos em tese, é PP, penso.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- Sim. Mas como você mesma reparou São Paulo está muito bem nessa pesquisa. Um dos menores índices. Um prato cheio para Alckmin.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Ela ainda balbucia alguma coisa que eu ignoro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Ligo para o secretário, que mal espera eu apresentar os dados. Já fala logo da tese conspiratória. Repito meus argumentos, já sem paciência. O homem não quer papo, sugere: "Eu acho que vocês não deveriam publicar isso. Vai jogar pra cima coisa antiga que vai ser usado pela oposição" (amigo, desculpa, eu quero que oposição e governo se explodam, certo?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Explico o valor da informação. A dificuldade de se colher dados que eles mesmo demoram a repassar e se tabular números. Ademais, 2006 nem acabou, raios!, os números seriam de quando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O homem argumenta que não quer comentar, que assumiu em 2006 e os números ja melhoraram bastante, mas não queria criar animosidade nos grupos do governo. Mais uma sugestão: "Você pode colocar aí que eu não quis comentar. Aliás, que você não me encontrou."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;-- Aí, não, secretário. Não posso sonegar a informação de que estou falando com você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;-- Sou repórter. Não derrubo matérias. Se não quer falar, tudo bem. Vou continuar a escrever&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;-- E quem derruba. (Aqui eu já sabia que podia ir embora mais cedo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;-- Editores, editores-executivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Ele disse que ligaria para o diretor de redação. Aviso aos executivos, os únicos do áquario no local, que a matéria seria derrubada, mas que continuaria a fazê-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Três minutos depois o recado para meu editor, que intercepto: "A matéria foi derrubada por inteiro."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O dono do jornal usou os mesmos argumentos do secretário para se zangar com a reportagem. Estendo a mão a um dos meus chefes e digo: Até domingo, dia do meu plantão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Segue abaixo a matéria censurada. Ficaria até maior. Mas, em suma, é isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;VIOLÊNCIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goiás entre os líderes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estado tem 4º maior índice proporcional de mortes violentas, com 46 ocorrências por 100 mil habitantes. Média nacional é 30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Goiás é o quarto estado do País com maior número de crimes violentos letais, como homicídio planejado e roubo seguido de morte. São 46 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2005 registrou-se 2.584 ocorrências, numa população de 5,6 milhões de habitantes. Rio de Janeiro lidera o ranking, com 61,5 casos por 100 mil moradores, seguido de Pernambuco (58.2) e Paraná (57.4). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A pesquisa foi divulgada pelo Secretaria Nacional de Segurança Pública com base em estatísticas das secretarias de estado e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A media nacional de 2005 é de 30 ocorrências por 100 mil habitantes. Tanto no Brasil quanto nos estados, inclusive Goiás houve ligeiro aumento na quantidade de registros (veja box) de 2004 para o ano passado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;CONTRAMÃO -- Goiás está na contramão da média nacional: em 2004 registrou-se 30.5 casos no País. No Estado aconteceram 43.1 casos catalogados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), que enviou 100% dos dados pedidos pela Senasp. Enquanto os números daqui subiram a média nacional, que já era de mais de dez casos de diferença, ficou ainda maior. Apesar disso, a unidade federativa se mantém em 4ª no ranking geral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O líder Rio de Janeiro está a 14.5 homicídios por 100 mil moradores de distância de Goiás. O estado da região sudeste tinha em 2005, segundo dados da Pesquisa Nacional de 15 milhões de habitantes. São Paulo tem um dos menores índices, 18.9. A unidade federativa menos violenta, de acordo com os dados da pesquisa -- que so conta mortes registradas pela Polícia Civil -- é o Piauí, com 9.7 casos em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes violentos letais e intencionais em 2004 (ranking de ocorrências por 100 mil habitantes)*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     morte p/ 100 mil  população        ocorrências&lt;br /&gt;1. Rio de janeiro    65.6       15.033.317      9.859&lt;br /&gt;2. Pernambuco          57.7                            8.238.849               4.757&lt;br /&gt;3.Rondônia         46.4                       1.479.940                686&lt;br /&gt;4. Goiás        43.1                        5.402.335               2.329            &lt;br /&gt;5.Espírito Santo   42.5                        3.298.541               1.401&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil            30.5                          179.108.134            54.696&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes violentos letais e intencionais em 2005 (ranking de ocorrências por 100 mil habitantes)*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;morte p/ 100 mil   &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                                           população                    ocorrências&lt;br /&gt;1. Rio de Janeiro    61.5                      15.383.422                   9.467&lt;br /&gt;2. Pernambuco       58.2                      8.413.601                     4.898&lt;br /&gt;3. Paraná        57.4                        10.261.840                  5.886&lt;br /&gt;4. Goiás         46                           5.619.919                     2.584&lt;br /&gt;5. Rondônia          42.9                        1.534.584                     658&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil               30                             184.184.074               55.312&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes violentos não letais contra pessoas em 2004 (ranking de ocorrências por 100 mil habitantes)**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ocorrência p/ 100 mil    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                                população                 ocorrências     &lt;br /&gt;1. Acre               81.1                   614.205                  498&lt;br /&gt;2. Amapá            73                     553.100                  404&lt;br /&gt;3. Mato Grosso do sul 65.8        2.198.640               1.446&lt;br /&gt;4. Roraima             64.7                367.701                  238&lt;br /&gt;5. Distrito Federal  62.2              2.233.614              1.390&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Goiás                   44.1               5.402.335              2.381&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil                       34                  179.108.134            60.931&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes violentos não letais contra pessoas em 2004 (ranking de ocorrências por 100 mil habitantes)**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ocorrência p/ 100 mil   &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                                  população               ocorrências&lt;br /&gt;1. Roraima            77.2                    391.318              302   &lt;br /&gt;2. Acre                   66.4                   669.737              445&lt;br /&gt;3. Mato Grosso do Sul 66.3            2.264.489           1.502&lt;br /&gt;4. Rondônia            63.1                  1.534.584            969&lt;br /&gt;5. Rio Grande do Sul 61.1               10.845.002          6.629&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Goiás                     47.7                 5.619.919           2.682&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil                          34.6                184.184.074          63.565&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legenda:&lt;br /&gt;* homícidio doloso, roubo seguido de morte, lesão seguida de morte e mortes a esclarecer&lt;br /&gt;** Crimes violentos não letais: tentativa de homícidio, estupro, atentados violentos ao pudor e torturas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Ministério da Justiça / Secretaria Naciona de Segurança Pública (Senasp) / Secretarias Estaduais de Segurança Pública / Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115897258978095219?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115897258978095219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115897258978095219' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115897258978095219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115897258978095219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/09/mania-de-grandeza.html' title='Mania de grandeza'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115862179509445347</id><published>2006-09-18T16:21:00.000-07:00</published><updated>2006-09-19T05:17:23.066-07:00</updated><title type='text'>A queda de um líder</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/lacerda.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/lacerda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,153); FONT-STYLE: italic"&gt;Uma história de calor, diversão, honra, derrota e honra nos confins de Salvador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se é dia ou noite, as ruas de Salvador são sempre quentes. Um calor abafado, úmido e salobro. Sorte dos turistas desacostumados com tal clima que a brisa, ou melhor, os ventos alísios refrescam o ambiente. Ou pelo menos impede que suem em bicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do alento natural, a que se observar a necessidade de repor os líquidos e sais minerais perdidos nas caminhadas pelas intermináveis ladeiras do Pelourinho e de demais regiões turísticas da cidade. Esse esforço marcou um grupo de jovens, em Salvador para fins estudantis e, principalmente, turísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da semana que passaram na cidade quase não descansaram. Ninguém queria perder um minuto de praia -- moravam a pelo menos mil quilômetros de cada pontinha de mar. O dia começava cedo e o grupo seguia quase cegamente sob a batuta do grande Bob. Bob tinha o dom natural da liderança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ele quem dava a palavra final sobre os destinos dos jovens deslumbrados. Como bom democrata, consultava a todos. Em face de opiniões divergentes dava a palavra final: mais uma prova do senso de liderança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma tarde de morgação na tentativa de se recuperarem da noitada anterior, o grupo decide seguir para o Pelourinho. Antes passariam no famigerado Elevador Lacerda. Acontecia na praça em frente ponto turístico um ato estudantil que gerara discussões acaloradas e opiniões divergentes entre os membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheios ao ato, seguiram para o Pelô junto ao por do sol. Quinze, vinte pessoas num coletivo cheio de gente cansada e fadigada por mais um dia de rotinha. Mas para eles, não, tudo era novo. A empolgação só ficava contida pelo calor e o cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma quase uma hora no ônibus e de frente a morfeu, enfim os estudante chegam ao portal do Pelô. O cansaço vai vagarosamente sendo substituido pela alegria de conhecer o novo. O ato tinha chegado ao fim e eles poderiam curtir sem preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande líder Bob, sedento, compra naquela lanchonete onde o pingado representa um perigo real uma garrafa daquelas vistosas de líquido energizante Gatorade. Sabor morango. Um uma delícia, geladinho, dizia a feição do líder. O negócio estava tão gostoso que o bocal da tampa foi descartado, só pra que o líquido fluísse mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta passos, cinco centavos na catraca e quatro bons goles. Bob e seus intrépidos amigos passaram pelo curralzinho e já estão diante o elevador lacerda do lado direito de quem desce. Uns cinco ou seis baianos esperam o transporte com cara de preguiça. Do lado de fora da cercania, um garoto maroto (perdão pelo trocadilho cafajeste, não resisti).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ô, tio, me dá um golinho?" A turma toda estava cansada. Poucos viram a exitação do líder. Foram frações de segundo em que ele olhou para a adocicada bebida e para o garoto. Uma criança dessa não pode fazer nada de mal, pensou. A hesitação, por certo, era da boca, que há muito não devia ver uma escova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entregou o Gatorade ao garoto, quase sem retornar o braço, pronto para pegar de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um. Dois. Três. Quatro. Cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada segundo era um passo da criança rumo à liberdade das ruas. Peco em não lembrar, mas creio que ele teve a dignidade de agradecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses segundos foram uma eternidade. O riso, não, não, a gargalhada cumplice veio acompanhada do dedo em riste na direção de Bob. Toda a liderança desmoralizada em cinco segundos. Por uma criança. Depois de refletir as testemunhas concluem que só mesmo uma criança teria esse poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele rosto é indescritivel. Um misto de raiva e compaixão, característico dos grandes líderes populares. O franzir das sobrançelhas é o reconhecimento da derrota. Elevador abaixo em alta velocidade, Bob encontra amparo nos braços de Iracema. O pensamento, só estava em um lugar: como estaria gostoso aquele último gole de Gatorade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115862179509445347?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115862179509445347/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115862179509445347' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115862179509445347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115862179509445347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/09/queda-de-um-lder.html' title='A queda de um líder'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115809462715400736</id><published>2006-09-12T13:18:00.000-07:00</published><updated>2006-09-14T10:19:14.826-07:00</updated><title type='text'>O restinho do presidente</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/lula.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/lula.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Novamente as eleições. Eu já tinha prometido ficar de férias desse assunto, porque sofro com tanta insanidade, mas de tanto fugir é que dei de cara. E a merda é que a política envolve. Você toma partido, você se ofende com os comentários no ônibus, começa a discutir no supermercado e por aí vai! Mas percebo que a descrença tornou-se domínio público. Ninguém tem saco para esse formato antigo de política. E não é por pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, uma senhora veio me dando uns conselhos ótimos no ônibus : "Eu acho engraçado que eles falam pra escolher certo, não desperdiçar o voto. Mas me diz quem acerta? Porque a gente vota tentando acertar, mas nunca dá certo. Se pudesse votava nulo pros político vê que a gente não quer eles lá!" Invejei seu discernimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urubuzando&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem jornaliza nessa época, vê cada maracutaia. No debate realizado na TV, os candidatos quase se estapeando no ar e depois riam e batiam um bom papo de amigos nos intervalos. Sem contar nas tretas mais descaradas em que eles enfiam a cara. E o vexame não fica só por conta deles. Os jornalistas me saem com umas perguntinhas mais descabidas e tendenciosas, que convenhamos, faltam pregar o adesivo da coligação para entrevistar os caras! Sejamos discretos, já que éticos.... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem o presidente da república apareceu por aqui. Eu, por mera curiosidade, fui cobrir. Particularmente, achei tudo muito estranho. Aquele salão de luxo, aquele mar de gente com um adesivinho lula-maguito que mais parecia uma cápsula de resfenol! Que dança de rato é essa? Lula apóia Maguito que é contra Barbosa que apóia o Lula. Comentei com um amigo que aquilo era constrangedor e ele me diz: não mais que Lula e Newton Costa. Haja estômago!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma hora e meia de espera, ao som de um jingle de péssimo gosto (&lt;em&gt;eu tôcansado de ser levado no bico, xô passarinho, o meu voto é no Maguito&lt;/em&gt;), um locutor de rodeio anuncia a trupe: Íris, Maguito, Tarso Genro, Ney Moura, Marta Suplicy e o presidente. O Íris abre com uma pregação eloqüente. Depois vem o Ney, personificando o caricato político de Saulo Laranjeira. Em seguida, entra a vice de Maguito, a psicóloga de auto ajuda Onaide Santillo. Eufórico, o Maguito, encarnado nele mesmo, arregaça a garganta para tentar convencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para o gran finale vem o presidente, que até então estava compenetrado assinando uns papéis, de costa para a massa peemedebista, enquanto seus amigos lhe falavam. Usou os mesmos macetes: citações, frases de efeito e futebol! A coletiva foi cancelada e eu, pensando que talvez o Lula tivesse ido ao banheiro, tento sorrateiramente invadir a área vip, enquanto o jornalistas cercam o Maguito. Nem sombra de presidente. Só restou ir furtar um resto de quitutes que os candidatos haviam deixado no coffee break. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa dose forte de politicagem, eu tenho pensado seriamente em poupar os políticos que ainda não se "adesivaram" com o poder. Temo muito em colocar esses distintos senhores na "máquina mortífera", engessada e corrompida do sistema político. Não adianta ter bom coração, caráter e governabilidade. Já dizia Frei Beto, governar não é ter poder. Então por que estragar a vida de um cidadão politicamente correto com um mandato, né não?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lorena Maria (repórter da tv cultura rs) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah, ao menos me rendeu uma matéria no portal Terra! O nome é da minha superior mas o texto é meu. Não compensa muito ir lá, mas de qulaquer forma:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://multimidia.terra.com.br/jornaldoterra/eleicoes2006/interna/0,,OI81379-EI5767,00.html"&gt;http://multimidia.terra.com.br/jornaldoterra/eleicoes2006/interna/0,,OI81379-EI5767,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115809462715400736?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115809462715400736/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115809462715400736' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115809462715400736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115809462715400736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/09/o-restinho-do-presidente.html' title='O restinho do presidente'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115785781053447289</id><published>2006-09-09T20:04:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T21:30:36.790-07:00</updated><title type='text'>Geralllldo!!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/geraldo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/200/geraldo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Angar do Aeroporto de Goiânia, 04/09 - 15:30 . Na entrada, alguns cabos eleitorais pingados flanulam displicentemente suas bandeiras numa tentativa de recepção nem tão insossa. Nada demais, afinal, nem todos arriscaram recepcionar o Geraldo no desembarque para extrair pronunciamentos exclusivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhava a Fabiana Pulcineli, repórter de política do Popular, e juntos esperamos mais de quarenta minutos pela chegada do avião vindo de Jataí: matando copinhos de água morna e tentando decifrar informações de rostos desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No saguão, quem se destacava era um grupo que estufava o peito demonstrando o adesivinho minúsculo e vagabundo com o rosto de Alckmim, juntamente ao lado de um brasão portentoso com o número 15, circunscrito com a frase "Uma Nova Onda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma atitude dúbia e muito comum de comitês jovens de partidos, que costumam lançar movimentos non sense, sem qualquer repercursão. A dúvida na cabeça da galera era evidente: Quem eram os estranhos no ninho tucano?? Até que Fabiana perguntou sobre o que se tratava tal manifestação para um dos rapazotes que tinha o peito decorado. Solícito e forçando uma ar de naturalidade, o carinha explicou que se tratava da frente Maguito(PMDB)- Geraldo(PSDB), encabeçada pelo Mauro Miranda. "Tem mais de cinquenta ali atrás, juntos com o Mauro", reforçou. Na verdade, não passavam de vinte, todos jovens, sorridentes, fazendo piadinhas e circulando em volta de um Mauro Miranda sexagenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enfim, o Avião:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Descem junto com Geraldo: Lúcia Vânia, Alcides e Marconi. É primeiramente vetado o avanço dos jornalistas, contidos na porta do saguão e acalmados por uma promessa de coletiva logo após uma rápida reunião. Ao passar pelo salão, Geraldo (primeira impressão: mais baixo e mais curvado do que a figura televisiva) é recepcionado por duas mulheres - balzaquianas, perfumadas e envoltasem um figurino muito além do a situação requeria. Ambas são abraçadas e beijadas por um Geraldo mauricinho que numa tentativa de forjar um ar mais galanteador pronuncia : "PODEROSAS!!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, ao fundo, Cidinho passava reto sem cumprimentar ninguém e encarando rapidamente a imprensa com aquele olhar meio acuado(sempre de baixo para cima). Os recém chegados e mais alguns deputados tucanos, que também estavam em Jataí, dirigiram-se a uma sala do angar onde se encontrava Mauro Miranda e sua trupe sangue-novo. Não se sabe o que se tratou ou as formas de tratamento que se deram por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega então o momento da coletiva. Posicionado em frente às câmeras e gravadores, descontraído, Geraldo tenta uma piadinha: "Oi, eu sou o Geraldo!".&lt;br /&gt;Ao seu lado esquerdo, o ex-governador Marconi Perillo, e, logicamente em seu lado direito..........Leréia!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se avisaram enfaticamente ao Cidinho (candidato ao governo do estado) que o Leréira(deputado estadual do PSDB) estava na área. É lógico que ele sabia, mais acho que só foi perceber realmente a presença do parrudo deputado quando este já ocupava seu lugar ao lado de Geraldo na coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leréia é um dos parlamentares que melhor sabe se posicionar em eventos políticos. Ocupa bem os espaços, abre caminho fácil em multidões, não é deslocado com qualquer empurrão. Seria um centro-avante de destaque, sempre no local certo, onde a bola acaba sobrando na área. Foi necessário Marconi, rapidamente, intervir e já no início das filmagem puxar Cidinho, perdido no fundão, para a linha de frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já devidamente posicionados, Alckmin se destacava sendo o ponto pálido entre os demais.Vestia um casaquinho beje, sem graça, como um senhor com frio que sai pra comprar pão pela manhã.&lt;br /&gt;Poucas perguntas, respostas já mastigadas e, quando de fato precionado, proferia evasivas (como ao tratar a crise local entre PFL e PSDB, que apenas enfraquece sua campanha - como vem acontecendo em outros estados).&lt;br /&gt;"Não há crise, o PFL compareceu em Jataí, com o Vilmar Rocha", saiu-se com essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Centro de Convenções&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local do discurso. De onde todos partiriam para a passeata pelo centro da cidade.O carro chega arrastando os que se posicionaram na porta dos fundos do complexo, para a receptividade. Pelo corredor humano formado, passa a pick-up trazendo Cidinho e Geraldo. O carro de Marconi ficou logo atrás, impossibilitado de passar. Necessitou Perillo saltar do automóvel e sair correndo atrás do carro principal, junto com cabos eleitorais e repórteres que viam gradativamente os portões se fechando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pavimento inferior do Centro de Convenções se encontrava lotado: cerca de duas mil pessoas, de acordo com a polícia militar. Um aglomerado não muito heterogêneo, formado em sua maioria por cabos eleitorais e funcionários públicos comicionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após os agradecimentos de Lúcia Vânia (neste ano, responsável pela coordenação da campanha de Alckmin em Goiás), Marconi tomou posição no palanque. Rouco, pediu inicialmente palmas para Geraldo, e que todos gritassem juntos: Ge-Ral-Do!...Ge-Ral-Do!..... Sendo seguido pela platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez o mesmo com Cidinho: Al-Ci-Des!...Al-Ci-Des!..... Neste momento, todos os convidados sentados na primeira coluna, de mãos dadas, levaram Alcides à frente do palco, para que o candidato canalizasse a energia e a responsabilidade do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tão logo Perillo deu início as primeiras palavras, o público, instintivamente, recomeçou o coro: Mar-Co-Ni!........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a voz rouca, o ex-governador conseguiu manter uma animosidade em seu discurso. Trechos incendiários, em que touxe para si a responsabilidade do renda cidadã e bolsa escola, programas copiados pelo governo de São Paulo. Frisou: "O Geraldo reconhece que a idéia desses programas vieram de Goiás". A bem da verdade, em suas propagandas, Alckmin creditava a si a elaboração dos programas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resgatou-se Mário Covas, que passa a ser trabalhado pelo PSDB na tentativa de elaboração de um mito tucano. "O Geraldo é da escola de Mário Covas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez desafios e promessas ao "futuro Presidente", pedindo a conclusão da Ferrovia Norte-Sul e a criação de mais duas universidades federais em Goiás(em Jataí e em Catalão).&lt;br /&gt;Elencou todas as áreas: produtores rurais, segurança pública, saúde...Falou cerca de vinte e cinco minutos, até não mais restar resquício de voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restou ao Cidinho a difícil tarefa de manter o tom de animação. Algo complicado para alguém que ainda se sente desconfortável sobre o palanque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transparecia no discurso do pepista a falta de cacoete político e o desejo imerso de que aquilo terminasse o mais rápido possível. Discursou por cinco minutos, apenas reiterando aquilo que já havia sido dito. Tentou arrancar aplausos em momentos de euforia claramente ensaiados, que perdem, por si só, a naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarcou na onda de Geraldo e seu choque de gestão, sem realmente dizer quais seriam as ações. Referiu-se mais aos seus companheiros do que a ele próprio (bem característico de tímidos que se envergonham ao falar bem de si mesmo), e fechou reafirmando seu desejo em ser o instrumento da continuidade, frase cunhada duas vezes antes de deixar o microfone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geraldo , agora sem seu casaquinho beje e com as mangas da camisa arriadas refletia aimagem do genro que toda nora pediu a Deus: limpinho, de boa procedência, munido com frases bem trabalhadas... E já que Lula quer ser Getúlio Vargas, Alckmin se apega então a JK, relembrado o homem que em Jataí, há 51 anos, anunciava a criação de uma nova capital no cerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na porção final do discurso, e para alívio dos aliados, passou a despejar críticas mais duras contra o PT e de forma mais direta contra Lula - sem esquivas ou meias palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o pífio desempenho das pesquisas garantiu:&lt;br /&gt;"Agora que a campanha tá começando, agora que o voto começa a ser decidido!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltou-se contra a imprensa numa enigmática declaração:&lt;br /&gt;"Eu tenho visto companheiros da imprensa de pouca fé. Esse povo de pouca fé teve um tira-teima hoje aqui em Goiás. Hoje é a prova de que o país( referente às pesquisas) vai mudar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizou o com o trecho da música de Gil: "Sonho que se sonha só é só um sonho, mas um sonho que se sonho junto se torna realidade"...&lt;br /&gt;Comprovando o seu distanciamento com o povo ao buscar frases bem encaixadas, mas que não conseguem chegar até um nível de sentimento profundo do povão. Duvido se após quinze minutos, alguém da platéia conseguiria reproduzir a frase de encerramento do discurso de Geraldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pernadas&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte da bancada tucana e mais alguns jornalistas se expremem no momento de descida do Centro de Convenções para a passeata pelo Centro. Seguranças fazem seus serviços isolando os candidatos à forceps. Tensão. O grupo principal deságua à frente. Tento achar Fabiana no meio do bolo e acabo ficando para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento de afunilamento para passar pelo portão, inicia-se ao meu lado um desentendimento de um cabo eleitoral com um engraxate bronco, que acabou sendo empurrado sem querer. Justo quando ninguém conseguia se deslocar de acordo com seus interesses, sendo simplesmente levados pela massa, o engraxate entra em crise de fobia e começa a gritar, armando o braço para um soco: "Não me encosta porra! Não me encosta!!" - como se isso fosse possível.&lt;br /&gt;O desespero do cabo eleitoral, logo atrás, sob a iminência de um soco, foi aliviado por outros militantes que impediram a pancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o aperto do portão, a massa cai na rua velozmente. Nesse momento, o cume da passeata já se encontrava a mais de uma quadra de distância, e em ritmo acelerado. Tendo alcançar a linha de frente e atravessar a baderna de bandeiras que flanulam sem se preocupar com cabeças alheias. O turbilhão parece te envolver impossibilitando que se escape do tumulto. Sinto como se pegasse uma onda quebrada e mesmo tentanto chegar a superfície, não conseguisse sair do caldo. Foi preciso uma volta por fora, em ruas paralelas, para vislumbrar a passeata pela frente, longe da arrebatação da massa confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas ruas do centro e nos prédios em volta houve pouca comoção. Apenas alguns comerciantes e os já tradicionais habituês do centrão, observando introspectos o aceno de braços. Muito mais curiosidade do que apoio político em si. De algumas janelas pessoas acenavam, poucas, outras arremessavam papeis picados(que podem ter sido feito pelos próprios comitês).&lt;br /&gt;Produtoras em pólvora tentavam captar rostos mais animadinhos pelas calçadas ou algum garotinho no ombro do pai, com uma cara de aceitação pura e incontestável. Coisa difícil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destaque ficou por conta de uma velhinha que, ao chamado de Marconi, partiu em disparada da calçada rumo ao abraço dos candidatos, no centro do tumulto. Atravessou rasante e chegou aos braços de Alckmin, sendo fortemente abraçada e já deixada para trás, devido o ritmo incessante da caminhada. Até então, não se sabe sobre seus resquícios. A velhinha foi engolida pela turba e talvez tenha virado poeira urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da Rua 3, próximo ao Eixo Anhanguera, a dispersão se dá de forma rápida e sem cerimônias. Sem acenos ou palavras finais. Candidatos adentram seus veículos e disparam. Pronto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dentro do carro rumo à redação, recosto no banco e uma sensação de alívio acompanha o pôr-do-sol. Alguns flashes retrospectivos pipocam desordenados, um cansaço gostoso nocorpo, mas nenhuma música me vem à cabeça neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115785781053447289?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115785781053447289/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115785781053447289' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115785781053447289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115785781053447289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/09/geralllldo.html' title='Geralllldo!!!!!'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115767244993745773</id><published>2006-09-07T16:37:00.000-07:00</published><updated>2006-09-07T16:40:49.956-07:00</updated><title type='text'>A importância de saber ler e escrever!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/rua006.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/rua006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se não me escutam, eu falo com o papel e a caneta!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder vivenciar o dia a dia de uma "grande" cidade, como Goiânia, é uma experiência e um aprendizado incalculável.&lt;br /&gt;Vamos ao caso deste cidadão da foto.&lt;br /&gt;Já estou acostumado a vê-lo pelas ruas do centro passando pelos pontos de ônibus a pedir algo ou simplesmente sentado a conversar com si mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu o percebi ali, uma moça tomava de suas mãos a caneta que tinha lhe cedido, pois seu ônibus acabava de chegar. Ele me vendo com uma mochila escolar, logo em seguida, me pediu uma caneta emprestada. Como sempre perco minhas canetas e já me acostumei a carregar um monte, falei que podia ficar com aquela. Ele agradeceu sorrindo e voltou para sua concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras situações, muitas pessoas, não todas, acabam saindo de perto ou olhando com desconfiança quando ele se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele, a meu ver, nem percebe. Continua em seu mundo, sem notar o que se passa ao redor! Ou então está tão acostumado que não se incomoda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta sociedade excludente onde o diferente é separado, seja por meios institucionais ou pelo olhar discriminatório das pessoas, o alento da escrita consegue dar forças para encarar e diminuir este tipo de preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é bom escrever nos momentos de descrença e tristeza. Poder expor no papel, ou no computador, nossas alegrias e vivências.&lt;br /&gt;O poder da escrita não se compara com nada, é uma coisa de dentro da gente que nos ilumina e regenera...&lt;br /&gt;Foi justo o que eu notei quando me deparei com este homem escrevendo. O prazer, a vontade, a determinação estavam escancarados em seus gestos e em seus olhos. O barulho das conversas ou dos ônibus não tiravam sua concentração. Nem o flash da câmera ele percebeu. Nada o tirou daquele momento prazeroso e saciante da escrita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito curioso para saber o que estava sendo escrito naquelas linhas, mas não quis interrompê-lo. Preferi deixá-lo do jeito que estava, imerso em seu universo.&lt;br /&gt;Depois de quase meia hora meu ônibus chegou, e lá ele continuou sem perceber minha partida... Só pude me despedir mentalmente. [Até mais e obrigado!].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vasconcelos Neto&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115767244993745773?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115767244993745773/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115767244993745773' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115767244993745773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115767244993745773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/09/importncia-de-saber-ler-e-escrever.html' title='A importância de saber ler e escrever!'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115738065834765138</id><published>2006-09-04T07:17:00.000-07:00</published><updated>2006-09-04T08:03:40.093-07:00</updated><title type='text'>Passageiro [remixmodeon]</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/matisse%20jazz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/matisse%20jazz.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;As notícias cotidianas chegam como um ruído aos meus ouvidos. Ligo uma música. O pequeno suspense das notas graves é suavizado pela melancólica síncope no piano. Esse jogo é levado em crescendo até que suaves acordes de uma guitarra entram em cena favorecendo a &lt;a href="http://www.museum.cornell.edu/HFJ/permcoll/pdp/img_pr/jazz_l.jpg"&gt;vizualização&lt;/a&gt; de um ambiente mais intimista. Intimismo em amplas galerias. Cavernas e pubs, ecos da &lt;a href="http://dedodomeio.lexlilith.org/textos/000077.html#more"&gt;aventura humana na América&lt;/a&gt;. O piano volta à cena, as pulsações do baixo podem ser ouvidas por entre as ligeiras frestas. Um silêncio preenchido pela imaginação. O piano cessa. Quem me conduz agora são os sons graves, quase inaudíveis, por isso mesmo delíciosos, do baixo. Esse som grave carrega meu corpo com um roçar, sinto-me, em segundos, leve, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Flaneur"&gt;flanando&lt;/a&gt; entre becos esquecidos de alguma cidade chuvosa onde observo a frágil tristeza dos transeuntes, a violência voraz dos &lt;a href="http://apocalipsemotorizado.blogspot.com"&gt;automóveis&lt;/a&gt;, a vertigem dos arranha-céus - saboreio morangos. Uma criança com roupas vermelhas me observa. A insistência de alguns acordes servem como mote para o suave retorno. O som do piano, não mais sincopado, ameno, belo, me ampara em seus braços. Retorno com um sabor agridoce em meus lábios.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Levanto-me e saio. Ouço o ruído das notícias descer pela sarjeta das ruas do meu bairro. Sigo subindo a rua [o vento por aqui é mais frio]. A pequena solidão de observar o cotidiano de pessoas desconhecidas me deixa alegre. Continuo o meu caminho por entre as ruas vizinhas e a contente sobriedade das casas pequeno-burguesas, olho de soslaio para a sarjeta e &lt;a href="http://mundosdevidro.blogspot.com/2006/05/consideraes-sobre-arte-e-o-abismo-h-de.html"&gt;sorrio&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Carlos Eduardo a.k.a contra&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115738065834765138?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115738065834765138/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115738065834765138' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115738065834765138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115738065834765138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/09/passageiro-remixmodeon.html' title='Passageiro [remixmodeon]'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115713601414961904</id><published>2006-09-01T11:31:00.000-07:00</published><updated>2006-09-04T13:05:41.276-07:00</updated><title type='text'>Poemas para determinados instantes</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No outro dia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/casebre.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/fumante.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/caraca.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" height="291" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/caraca.jpg" width="237" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A fumaça ainda na garganta.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O álcool ainda na saliva.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A boca quente, os olhos pálidos,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cheios de lágrimas que não caem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo dormente. A alma pesa,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Presa ao corpo sujo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Doem os músculos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os cheiros vêm, as cenas passam.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo suspenso no ar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo deseja não acordar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Térreo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desencontrada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sem chão de estrelas,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;nem ponte, nem lona. Despejo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Perdida em todas as esquinas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Indigente de si mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No espelho, o que vê são outras&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chega o frio, enrijecendo o riso.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cada dia mais rouca. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na rua, a voz não ecoa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Sobras do passado não se requentam&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lorena Maria &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ou quem sabe um pseudônimo?)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115713601414961904?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115713601414961904/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115713601414961904' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115713601414961904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115713601414961904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/09/poemas-para-determinados-instantes.html' title='Poemas para determinados instantes'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115689730984597716</id><published>2006-08-29T17:18:00.000-07:00</published><updated>2006-08-29T17:21:49.860-07:00</updated><title type='text'>Tempos em tempo</title><content type='html'>O compasso do relógio marcava o ritmo da angústia crescente, cada vez mais escura e pesada. Os olhares dispersos pelos cantos do quarto, da sala, do banheiro, pendiam-lhe a cabeça. Lamúrias e lamentos em meio à bagunça das quatro paredes amarronzadas. Nunca tinha lhe parecido tão difícil se arrumar. Pensar que as coisas se encaixariam mais facilmente em meio ao hermetismo medíocre das neuroses. Besteira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo não passava. Nem toda a diversão do mundo parecia-lhe o bastante. Mas, é isso aí, pensava. Demora, mas, sim, o tempo passa. Passa e traz novas e velhas novidades. Restava-lhe esperar por elas. Só não sabia se o ideal era esperar ou correr atrás. Tanto comodismo... Tudo parecia tão trabalhoso. Ter que traçar estratégias e medir palavras o cansava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada acorde mais agudo numa guitarra qualquer lhe enturvecia a cabeça. Aparecia de volta aquele olhar. Olhos de ressaca? Só se fosse do álcool intenso e cansativo que ingeria. Porra, o mundo inteiro esta lá fora e o cara lá, meio que saboreando, remoendo aquela coisa ruim. O problema é que existem lembranças. Ele travava, sem muita vontade, de apagá-las. Passava um disco pra trás dos outros. Evitava ouvir um ou outro CD. Nas roupas se complicava ainda mais: não sabia como fugir da relação imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos crepúsculos é que se doia. A idéia do sol indo embora, dos móveis perdendo luz e do mundo ficando cada vez mais silencioso o assombravam. Sempre assombraram. Um cigarro não era remédio suficiente. Sentia que aquilo aumentava o tique-taque implacável do relógio. Não era o instrumento o problema. As engrenagens da máquina iam bem. As dele, não. Mas o tempo passa para todos. Passaria para ele também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115689730984597716?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115689730984597716/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115689730984597716' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115689730984597716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115689730984597716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/08/tempos-em-tempo.html' title='Tempos em tempo'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115626092207420899</id><published>2006-08-22T08:15:00.000-07:00</published><updated>2006-08-23T07:30:52.690-07:00</updated><title type='text'>Exames da Vida</title><content type='html'>A historieta abaixo foi contada por um amigo de um amigo meu, que eu, por ofício e hábito gostaria de contar. Claro que não citarei nomes, locais e nem datas, tudo isso para resguardar os envolvidos no contado. Deixo claro também minha indignação pela bulas de remédio e pessoas que são muito complicadas de ler e entender respectivamente... abaixo o fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhhh!!! Como é bom chegar aqui!!! - Exclamou Badalysson Durão ao dar o primeiro passo em chão firme após 7 horas de uma incômoda viagem de ônibus. Durão, como era conhecido pelas pessoas de sua cidade, sempre desejou morar na Capital. E foi exatamente na Cidade Grande onde o fato ocorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo dia, logo após um almoço tipicamente brasileiro, orelha de porco, buxada, costela, feijão tropeiro e de corda, arroz, mandioca, dobradinha e um limãozinho para dar o gosto,  nosso protagonista resolveu tirar uma pestana, como dizia sua tão estimada e falecida avozinha.&lt;br /&gt;Normal, muitas pessoas dormem depois de comer, mas Durão começou a se sentir mal depois de alguns minutos de sono. E assim preocupado, ele seguiu para o hospital!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninos chorando, gente queimada, sangue no chão. No corredor dos ambulatório tinha uma mulher que aguardava ansiosamente por sua vez na ultra-sonografia, dizia ela que estava passando roupa para seu marido, quando escorregou e a ponta de um cabide ficou preso na... bem, vocês podem imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Badalysson Durão" - chamou o médico com um pouco de dificuldade e com a voz cansada.&lt;br /&gt;-Qual é o seu problema? Perguntou o senhor de vestimenta branca.&lt;br /&gt;-Bem dôtor. Eu tô com uns revestrés na barriga... meus olho tá virando toda hora. Acho que dessa eu num passo.&lt;br /&gt;Numa analise visual, olhando de baixo pra cima, da esquerda para a direita, apalpando a barriga e naquela famosa situação do "trinta e três" com os pulmões cheios de ar, o doutor disse:&lt;br /&gt;-Hum, isso deve ser inflamação estomacal... bem, eu vou passar uns exames para você e no mês que vem você retorna! Finalizou morbidamente o médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para casa Badalysson foi. No outro dia às cinco da manhã, Durão esperava ansiosamente pela abertura do laboratório. Tinha maquinado a noite toda quais exames teria que fazer, o que iriam fazer com ele, o que teriam que colocar nele... até sonhou com a sua vó, falando para que ficasse quieto enquanto aquele "tiozinho" da farmácia (não só no interior, mas em vários lugares) , que às vezes tem o antigo segundo grau, enfia uma agulha em seu braço ( neste caso, pois sempre teve vergonha de mostrar suas nádegas publicamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entregou o pedido de exame para a moça, que sorridentemente analisou o conteúdo. Fez algumas perguntas, procedimento padrão do laboratório, digitou outras coisas no computador e com firmeza no olhar informou a Durão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pegue este recipiente para que o senhor possa colher o material!&lt;br /&gt;-Colher o material? Indagou.&lt;br /&gt;-Sim, feche bem e guarde na geladeira, pelo menor tempo possível!&lt;br /&gt;-Muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durão saiu do laboratório repetindo o pedido da secretário do laboratório. "Colher o material, colher o material, colher o material...". Mesmo com as malditas músicas do ônibus, que geralmente por serem ruins grudam no pensamento, Badalysson não se esqueceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Colher o material".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa tirou os sapatos e sentou-se na cama. Abriu a sacolinha e olhou para o pequeno "pote", e só neste momento ele se deu conta, "Que porra é essa de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;material&lt;/span&gt;?".&lt;br /&gt;Rapidamente voltou ao laboratório que ficava a uns 40 minutos de sua casa, isso se o trânsito estivesse livre, em caso de engarrafamento poderia levar por volta de 1 hora e meia. Entrou meio ofegante na sala de entrada, procurou a moça que o atendera, que por sinal tinha saído para comer (horário de almoço). Pacientemente ele esperou por 1 hora, talvez mais um pouco.&lt;br /&gt;As&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;sim que a senhorita chegou, ele educamente perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi tive aqui de manhã, para pedir uns exame e não sei se a senhora lembra de mim... - ela balançou positivamente a cabeça - Pois é, cê disse que era pra eu colher o material, mas o que é material?!&lt;br /&gt;- É colher fezes meus senhor! Respondeu a secretária com uma feição risonha.&lt;br /&gt;- Ahhhhhhh!!! - Exclamou bem alto. - Brigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho a mesma coisa. Ouvindo musicas ruins no ônibus. Pessoas se esfregando e compartilhando o odor e suor dentro do transporte coletivo, e nosso protagonista firme nas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fezes&lt;/span&gt;. Não parava de pensar, "colher fezes, colher fezes...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarenta minutos depois chegava novamente em casa. Cansado só pensava em comer alguma coisa, já que ninguém é de ferro. Depois de comer um feijão-com-arroz básico, se voltou ao seu exame, e entrou em mais um dilema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-CARALHOOOO!! O que é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fezes&lt;/span&gt;??? Gritou bem alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento Durão quase foi acometido por uma indigestão. Já não ia muito bem do estômago, com mais essa agora por pouco foi para o saco. A única coisa a se fazer, pensava ele, era ir ao laboratório novamente. Já estava grilado, pois teria que enfrentar o busão e tudo aquilo novamente, e o mais engraçado era ter que fazer isso na hora do "rush" novamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter enfrentado tudo de novo, mais uma vez chega no laboratório. Com cuidado ele esperou a secretária atender a todos que estavam na sua frente. Chegou a pegar uma senha para ser atendido. Quando chamaram seu número, cautelosamente ele se aproximou e já foi se explicando para a moça, que ao vê-lo fez aquela cara (de novo?):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha moça, desculpa eu, mas é que sou do interior, então eu num sei de algumas coisas. Num queria incomodar, mas o que é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fezes&lt;/span&gt;??? Perguntou inocentemente Durão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa e com um olhar de raiva (um daqueles que você sabe o quanto a pessoa ganha pouco para te olhar assim) ela respondeu enfaticamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É BOSTA! MERDA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com espanto e confuso Badalysson retrucou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Calma moça, também não precisa me ofender xingando desse jeito... Mas me responde ai, o que é FEZES???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Renato Cirino&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115626092207420899?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115626092207420899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115626092207420899' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115626092207420899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115626092207420899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/08/exames-da-vida.html' title='Exames da Vida'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115567598055314441</id><published>2006-08-15T14:02:00.000-07:00</published><updated>2006-08-16T13:18:55.013-07:00</updated><title type='text'>o que sobrou...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Goiânia – Salvador. Retirantes no sentido contrário na caranga branca do tio Ari. Seriam estudantes indo para um Encontro de Comunicação, não fosse o espírito “viagem com a galera da facu”. A intenção faz toda a diferença. Mas fomos. Um grupinho um tanto quanto heterogêneo, abarcando desde alguns supostos jornalistas até uma trupe de calouras que vamos combinar. Esquece. Logo na ida, a desarmonia musical já causou algumas divergências. Confesso que meu ouvido não é capaz de aturar “fuca na butuca” nem no pior estado de embriaguez. Mas, entrou na chuva... E como se não bastasse, as pessoas com um pouco mais de senso não levaram música suficiente para as vinte e oito horas de chão. Dá-lhe Ray Charles e Jack Johnson. Sobrevivemos e por fim, chegamos à universidade, situada a menos de cem metros da praia. Fomos assistir ao nascer do sol em cima de uma pedra da Barra. Depois desse episódio comecei a ser outra pessoa. E já no primeiro dia do evento, a organização facilitou nossa desistência. Então nos restou o duro ofício de conhecer o que a Bahia ainda tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tipo de viagem alguns momentos fazem valer a pena todo sacrifício. Valem a penúria da convivência em grupo (pelo bem coletivo e pelo mal próprio). Valem o constrangimento da intimidade forçada, do banho quase unisex, os roncos, valem a vontade de mijar ao menos um dia sentada e defecar em algum lugar que não pareça banheiro químico. Valem aquela fila de restaurante popular na hora do almoço, valem tomar um café que mais parece feijão servido com batata doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São momentos que compensam tudo, como encarar aquela imensidão desconcertante que é o mar, olhar seu encontro com o céu e não saber nem pensar nada. Momentos como topar com uma batucada baiana nas ruas do Pelourinho, ver de perto aquelas mãos que tocam o repique e o timbau num prazer que o corpo quer a qualquer custo e daí, não conseguir recusar os passos. Entrar por acaso num espaço dançante e testemunhar um bolero tocado ao vivo para os senhores e senhoras se acabarem de dançar. Melhor ainda: estar só com mais três amigos...ê sorte! Experimentar aquelas doses de pingas exóticas e afrodisíacas. Andar pelas ruas à toinha, e achar um café todo charmoso com uma decoração cabulosa e um capuccino baratinho. Momentos de conversas, de restauração de amizade que havia se tornado rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o Elevador Lacerda tenha decepcionado um pouco, o episódio do Gatorade foi impagável. É que nosso companheiro não sabia que os pedintes de Salvador têm uma maneira educada de pedir as coisas. “Me dá um gole, tio?” fica melhor que pedir logo tudo. Mas nosso companheiro levou a sério a sutileza do menino. Entregou a garrafa, esperando só o gole. Tinha acabado de comprar. O menino pegou a garrafa, virou as costas e saiu tomando de glut glut, enquanto a gente assistia a cena, vendo nosso amigo esperando não sei o quê, com uma cara de mané passado para trás por um moleque de pouco mais de 1m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns não viram. Ainda bem. Sorte minha e dos quatro seres chapados que estavam comigo. Bebi tanto que encontrei até cabimento em dar uma estrela de vestido, no meio da chuva, na pista de dança. Realiza a cena desta pessoa neste gesto olímpico. É, eu também não consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro momento memorável foi nosso desabafo coletivo no Bar do Paredão. Haja saco para aturar certas coisas. Quem não estava ou não ficou até o final pode se preocupar, porque com certeza seu nome entrou na roda das línguas felinas. Fizemos uma espécie de Big Brother de verão e colocamos na mesa quem nós achávamos que eram dispensáveis no coletivo, seja pela falta de interação, seja pelo excesso de participação. Incrível eram os argumentos e a capacidade que temos de dissimular o que pensamos das pessoas. Também não foi só veneno, fizemos elogios às pessoas que mereciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, nessas viagens, a presença de algumas pessoas é de suma importância. Não teria a mesma graça sem a presença espontânea de Zetinha, o terror dos moradores de Salvador. Ela tornou os ônibus coletivos um verdadeiro trio elétrico com batuque e tudo. Imagine você entrar no buzão, numa bruta segunda feira, depois do expediente e deparar com um singelo grupo de trinta pessoas cantando e dançando Tchaco, eu tô em cima eu tô em baixo, Piririm pom pom, piririm pom pom é Goiás no Enecom. Ou viajar ao lado de um fanho que vai cantando a musiquinha da pamonha vai pamonha, vai cural. É no mínimo engraçado. Melhor que isso só pegar um taxista que, para lá de meia noite, arruma ânimo para curtir um mambo em ritmo de batuque. E enquanto o som do carro mandava ver no volare, ôô, cantare, ôôôô o motorista se divertia no zigue zague e nas ultrapassagens. Atrás, outro grupo viajava ao som do badalo do negão. Deu até para criar um filme erótico de Emanuelle em Salvador com o título: Emanuelle e o badalo do negão. Criação do João, outra pessoa que tem umas tiradas muito bem vindas. A da fotografia foi a melhor. Não vou citar um por um, mas valeu aqueles que fizeram essa saga de retirantes compensar. Ah, não podia esquecer do último instante da viagem. A gente queria de verdade ver o oco, mas suspeito que as pessoas não entenderam o gesto. De quaquer modo, &lt;em&gt;essa é a minha galera!!!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;lorena maria&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115567598055314441?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115567598055314441/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115567598055314441' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115567598055314441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115567598055314441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/08/o-que-sobrou.html' title='o que sobrou...'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115458885427075425</id><published>2006-08-03T00:01:00.000-07:00</published><updated>2006-08-03T00:07:34.290-07:00</updated><title type='text'>Molho de Chaves</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/chaves.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="272" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/chaves.jpg" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "A morte é tudo que nos apreende. Manoel de Barros é tudo que nos escapa. "&lt;br /&gt;                            Wertem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encardido confortável da parede.  Uma goteira silenciosa. Seus brincos amassados. Mistérios que não se mordem com caninos. Uma tosse seca no meio da noite...&lt;br /&gt;Não é preciso tanto amor para não se esquecer das migalhas.  E mesmo sem abrir todas as portas - sem nunca abrir todas as portas - você não se desfaz do molho de chaves,  pesando nos bolsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Gabriel&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115458885427075425?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115458885427075425/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115458885427075425' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115458885427075425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115458885427075425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/08/molho-de-chaves.html' title='Molho de Chaves'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115204773116724371</id><published>2006-07-04T14:08:00.000-07:00</published><updated>2006-07-06T18:55:33.036-07:00</updated><title type='text'>Se Me Deixam Falar...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mulher, pobre, descendente de indígenas, esposa de um minerador, tudo isso durante a ditadura militar no interior da Bolívia. É disso que trata o livro &lt;i&gt;“Se Me Deixam Falar...”&lt;/i&gt;, o título faz jus à falta de liberdade de expressão e repressão sofrida pela personagem principal, Domitila, a esposa de um minerador boliviano. Claro que acima de Domitila, os verdadeiros personagens principais são a injustiça, a repressão e força transmitida pela história, as lutas e busca por ideais e por uma vida melhor e mais digna.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;A história se passa nos altiplanos bolivianos, aonde os mineradores recebiam uma casa de dois cômodos para morar com a família, independente de quantas pessoas fossem. Já começa aí a injustiça com os trabalhadores que movimentam a economia do país, que tem na mineração uma das suas principais riquezas. Isso antes do regime militar, com a entrada dos militares a situação muda pra pior, pois qualquer movimento de indignação por parte dos trabalhadores passou a ser reprimido com violência brutal e desnecessária.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;O que mais impressiona é a história de vida da personagem, desde a infância difícil (foi criada pelo pai, um trabalhador com ideais de respeito, direitos e força de vontade), as várias situações que sofreu na ditadura militar e ainda a vontade de contar sua história para que todos saibam que isso acontece e não só na Bolívia, mas em todos os lugares. Domitila mostra uma força sobrenatural que a faz resistir desde violência física à pressão psicológica, mas não a faz abandonar seus ideais e suas qualidades, e acima de tudo faz com que ela lute em nome de todos que passaram pelas mesmas coisas que ela. De dona-de-casa a representante internacional das mulheres bolivianas, ela passou por coisas que ninguém gostaria de passar e tudo isso movida por seus ideais de justiça, dignidade, respeito ao trabalhador, às mulheres e acima de tudo ao ser humano e sua liberdade, de pensar, se expressar e trabalhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Com certeza, muitas pessoas não imaginam as atrocidades pela qual milhões de seres humanos passam por este mundo, e este é apenas mais um caso, que muitas vezes passam despercebidos aos olhos da imprensa e da sociedade, cada vez menos preocupada com o ser humano e sim com seu egoísmo e futilidades. Moema Viezzer soube captar a opinião de uma pessoa extraordinária e não se intrometeu, apenas relatou o que ouviu e em nada interferiu na história. Isso mostra a importância e força que podemos ter, qualquer um, independente de escolaridade, etnia, religião ou classe (condição) social. Alem disso a linguagem do livro é bem simples e fácil, permitindo que qualquer pessoa possa ler e aprender com este relato pessoal, mas que transpassa fronteiras e diferentes realidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Além de morarem em pequenas casas, os mineradores compravam seu alimento e outros utensílios da própria empresa pra qual trabalhavam, se submetendo a gastar quase todo seu salário com a empresa. As doenças entre os trabalhadores eram comuns, e a principal era o “mal da mina”, doença respiratória causada pela falta de equipamento de proteção adequado e pelo excesso de poeira. A carga horária excessiva deixava os trabalhadores mais fracos e vulneráveis, muitas vezes trabalhadores não tinham tempo de se alimentar da maneira ideal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Como os maridos ficavam quase o dia inteiro fora, as mulheres acabavam sendo apenas donas-de-casa, responsáveis pelos filhos e pela casa, ficando assim sem tempo para trabalhar. Com a falta de tempo entre os homens, as esposas se uniram em um sindicato das donas-de-casa, o que permitiu a elas discutirem e repensar a situação de exploração vivida, partindo muitas vezes desse sindicato, movimentos contra a empresa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Outra luta que ela levantava era pela valorização da mulher, o tempo todo ela deixa claro que a igualdade entre homem e mulher poderia acabar com muitos problemas da humanidade. Isso ela não aprendeu através de estudo, mas com a vida e soube perceber através de seu caso em particular, que era uma questão global. Domitila passou a infância ajudando a cuidar de suas irmãs, ficando às vezes sem tempo para estudar, então não teve uma formação das melhores na escola. Sua vivência e também muitos dos ideais de seu pai a permitiram questionar e compreender a exploração pela qual passavam os trabalhadores. É impressionante, pois até ela mesma fala que não conhecia o comunismo, mas seus ideais se aproximavam demais desta linha de pensamento, as idéias de igualdade e contrárias a exploração do homem pelo homem sempre a acompanharam, desde sempre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Ao vivenciar tal situação na pele, não conseguia ficar parada nem calada, falava o que pensava sobre o assunto, protestava, manifestava, lutava mesmo pelos seus ideais de uma vida digna e sem exploração. Infelizmente essa luta a fez passar pelos piores pesadelos, foi presa, agredida, espancada, perdeu um filho ao ser espancada na cadeia, passou por problemas psicológicos e mesmo assim não desistiu da luta. Foi convidada a representar as mulheres dos mineiros bolivianos na ONU (Organização das Nações Unidas) e compareceu com um depoimento que deixou clara a situação que ocorria na Bolívia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Sob suspeita de comunismo, passou a ser procurada pelo governo ditatorial e teve que fugir diversas vezes, mas sem nunca abandonar a causa e seus ideais. Muitas pessoas a aconselharam a parar, inclusive seu marido, porém sua força de vontade era maior do que seu medo, e sua indignação poderia vencer qualquer arma. Acusações absurdas foram feitas em seu nome, como, por exemplo, a de que ela recebia dinheiro de potências comunistas (como Cuba, China ou União Soviética) para armar pessoas e incentivá-las a uma luta armada. Domitila era uma pessoa pacífica e em momento algum recebeu qualquer dinheiro para incentivar uma luta armada, pelo contrário, passou por todo tipo de dificuldade por ser pobre e às vezes não tinha dinheiro nem para comprar carne para se alimentar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Ao final do livro, em uma entrevista que Domitila cedeu a Moema Viezzer, logo após todo o ocorrido, a dona-de-casa que liderou e ajudou tantas pessoas, reafirma seus pensamentos e fala da importância das pessoas terem conhecimento do que ocorria naquele lugar específico da Bolívia, mas que com certeza acontece em vários outros lugares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Domitila também critica a distância entre as pessoas que detêm o conhecimento, como universitários, e as pessoas que não tiveram oportunidade de se informarem. Ela diz que existe uma grande falha de comunicação entre esses dois extremos e que isso causa um grande atraso em qualquer sociedade. É importante unir o conhecimento teórico com a prática, além de unir as próprias pessoas que fazem parte dessa mesma sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Não se pode deixar de perceber também a luta pela libertação das mulheres que é claramente retratada na história e nas convicções de Domitila. Além de uma luta trabalhadora, a luta da igualdade entre os sexos, mesmo não sendo o principal assunto do livro, é de extrema importância compreender que se trata também deste tema. “Se Me Deixam Falar...” trata basicamente disto, luta trabalhadora, liberdades individuais, luta por seus ideais (desde que sejam bons ideais), e a busca de igualdade entre os sexos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;É fundamental compreender e fazer essa ligação entre os temas, pois a própria Domitila deixa explícita a importância da mulher na sociedade, na família e no trabalho. O que seria dos trabalhadores (nesse caso) sem suas mulheres para cuidarem da casa e da comida? Não existe superioridade entre os sexos, e uma mulher com pouco estudo mostra isso da melhor forma, porém passando pelas piores coisas que se pode passar (humilhação, desrespeito, violência física e psicológica). E muitas pessoas com conhecimento e diplomas ainda conseguem pensar numa superioridade entre qualquer dos sexos, principalmente homens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Domitila mostra que enquanto houver desigualdade social, exploração e desigualdade entre homem e mulher, as coisas não poderão avançar e muitas pessoas vão sofrer, tanto quanto ela, ou até mais. A dignidade engrandece as pessoas, e conseqüentemente a sociedade, e a melhor maneira de se alcançar a dignidade é através do trabalho, do bom senso e se sentindo valorizado, seja qual for seu sexo e sua condição, ou classe social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;em&gt;Gil Vieira Di Cavalcanti&lt;/em&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115204773116724371?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115204773116724371/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115204773116724371' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115204773116724371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115204773116724371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/07/se-me-deixam-falar.html' title='Se Me Deixam Falar...'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115081581602641759</id><published>2006-06-20T06:40:00.000-07:00</published><updated>2006-06-20T11:46:36.453-07:00</updated><title type='text'>Brasil - sil - sil -sil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/brasilsilsil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/brasilsilsil.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Acordo cedo numa manhã de segunda-feira e saio para uma caminhada que seria tranquila não fosse uma trôpega criatura embandeirada dos pés à cabeça cruzar meu caminho, um estouro de foguete no horizonte e a vinheta global - três letras que ecoam nas esquinas como um lamento oco no deserto...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O futebol tem dessas coisas, sintetiza a vontade e a perdição de uma idéia que não foi. Se chegou a ser, já passou. O pós-brasil de Lula ainda tenta reascender aquela "vontade de ser" tão propalada por militares e socialistas no século passado. Hoje só restam o riso histriônico de bêbados e a "brasilidade" forjada em reuniões de marketeiros em algum restaurante francês em São Paulo ou Brasília. Nada sério.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O caso é que em tempos de copa do mundo o Brasil se levanta do sofá no domingo e sai para se mostrar nas ruas numa abobalhada anarquia verde-amarela, com direito a comentários instigantes de Galvão Bueno e o já célebre "a regra é clara, Galvão". Sim, a regra é clara: ano de Copa do Mundo o Brasil se re-faz, na alegria de um gol e nas urnas. De quatro em quatro anos recolhemos os cacos de um antigo monumento e refazemos uma idéia que retiramos da tradição forjada em meio a uma ditadura populista e uma ditadura militar. Naqueles tempos em que "[n]a mão direita [havia] uma roseira/ autenticando a eterna primeira" enquanto "no pulso esquerdo um bang-bang/[que] em suas veias correm muito pouco sangue/ mas seu coração balança[va] a um samba de/ tamborim", éramos um corpo e não sabíamos (ou sabíamos que éramos um corpo, mas fingíamos que não, tudo em prol do vir-a-ser). Hoje nos alegramos em recolher os estilhaços daquele corpo e alegremente montarmos um Brasil como um vitral barroco.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A bandeira verde-amarela, o hino, o personalismo, a miscigenação, a cordialidade, a alegria, a corrupção etc etc etc. todos os elementos empilhados em ruas, esquinas, bares, clubes, residências, puteiros, repartições públicas, favelas, bancos, shoppings, condomínios fechados, jornais, revistas, Tvs, rádios, etc etc etc. O Brasil ali para todo mundo ver, tocar e sentir. O Brasil que foi e que não foi, lado a lado, etéreo e sintetizado no toque na bola, na gordura de Ronaldo, no estouro do foguete, nas urnas... O Brasil que é, que foi e que será, eterno e fragmentado, perdido entre o vir-a-ser e o "já foi".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem dessas coisas... tem inclusive eu que escrevo e voto como um dia joguei futebol: com duas pernas esquerdas (reparem bem, não sou canhoto)!&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Carlos Eduardo Pinheiro&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115081581602641759?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115081581602641759/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115081581602641759' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115081581602641759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115081581602641759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/06/brasil-sil-sil-sil.html' title='Brasil - sil - sil -sil'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-115056401064432601</id><published>2006-06-17T10:04:00.000-07:00</published><updated>2006-06-17T10:07:16.103-07:00</updated><title type='text'>zzzzzzzz</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/cide.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/cide.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Eu prometo que até o final do ano eu acordo...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-115056401064432601?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/115056401064432601/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=115056401064432601' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115056401064432601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/115056401064432601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/06/zzzzzzzz.html' title='zzzzzzzz'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114943596656178150</id><published>2006-06-04T08:43:00.000-07:00</published><updated>2006-06-04T08:46:06.573-07:00</updated><title type='text'>Haja saco!</title><content type='html'>Pelo jeito vou ter que começar uma saga blogueriana. Não bastasse a gente ter que ler todo tipo de bobagem, e eu não me escluo, ainda temos que aturar spam em comentários de blog. "Look nice. Congratulations, blá blá blá". E ainda vem um link esperto "&gt;&gt;", provavelmente com um vírus mais esperto ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal do blog é um espaço muito bom para ser deteriorado e/ou mau utilizado desse jeito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114943596656178150?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114943596656178150/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114943596656178150' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114943596656178150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114943596656178150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/06/haja-saco.html' title='Haja saco!'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114921135383083452</id><published>2006-06-01T18:17:00.000-07:00</published><updated>2006-06-01T18:22:33.843-07:00</updated><title type='text'>Afronto</title><content type='html'>Espantoso parar uma cidade para um encontro “total black”. Estranho os melhores hotéis e restaurantes reservados para as comunidades negras. O palco, as ruas, todos tinham “donos”. Mas estranho mesmo é que isso ainda seja espantoso para muitos. Muitos que insistem em negar que o Brasil é negro. Somos todos pretos mesmo, uma herança que se estende a tudo, nossa história, nossos “de comer”, nossas cores, a música, nossa religião fantasiosa, rica, nossa língua. Reverenciemos a cultura afro por ter nos livrado da insipidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não era para começar tão político assim. É que a dureza da hipocrisia nos leva a discursar. O tal do racismo velado existe mesmo e é foda. Aquela história de tornar o respeito uma questão de caridade. Ou então fingir que está tudo uma tranqüilidade só. Tudo isso é muita sacanagem. Então vem um momento como esse, um Encontro Afro (um dos poucos eventos no Brasil dedicado apenas à temática afro), que vai de encontro a tudo isso, invertendo toda a “ordem”, questionando a negligência, ressaltando o orgulho, a beleza....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando os negros, seus olhos têm uma força, uma postura. Sua maneira de falar, seus cabelos, roupas, um estilo tão impetuoso. Falavam da suas lutas com sobriedade, veemência. Sorriam muito. Enquanto os tambores de samba de roda batucavam nas ruas, nas salas havia uma ou outra prosa científica, noutro canto repicava o som do berimbau ou um break hip hop. Era de dar nó na garganta. E ali, na cidade de Goiás Velho, toda construída por braços de escravos. Era quase que um culto aos ancestrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava em como toda essa gente resiste, o quanto essa gente produz relicários que seríamos incapazes de oferecer. Estão muito longe de serem só “os negros da ginga, da malevolência, do corpo dourado”. Nos dão muito mais que isso. A vontade era de tomar um banho de piche e virar preto também. Por quê? Não, não é porque “tá na moda” não. Simplesmente não há outra maneira de penetrarmos nesse mundo sem enegrecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, só registrando foi muito bonito a roda de Candomblé feita para receber o governador do estado no evento. No centro da roda, Ode, um dos orixás do Candomblé fazia uma dança com facas. Rodopia, ginga, até o momento que sai da roda e se põe a dançar no meio da multidão. Com as facas. Cruza uma e outra, roda, corre de um lado para o outro empunhando as tais facas, grandes, afiadas (porque vieram mesmo da cozinha) e de repente pára em frente ao ilustre convidado, e continua dançando, cruzando as facas próximo ao rosto rechonchudo do governador. Ele sorri, sem graça, tenta acompanhar o ritmo da música, mas alguma coisa me diz que ele não estava muito à vontade. Pena. A festa estava realmente bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                            &lt;em&gt;Lorena Maria e Silva&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114921135383083452?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114921135383083452/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114921135383083452' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114921135383083452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114921135383083452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/06/afronto.html' title='Afronto'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114774701442760326</id><published>2006-05-15T19:28:00.000-07:00</published><updated>2006-05-15T19:36:54.440-07:00</updated><title type='text'>Mad Max</title><content type='html'>Não preciso dizer nada a respeito do que se passa em São Paulo, destaco apenas algumas frases do então Governador Cláudio Lembo, do PFL, que entrou agora e já tomou essa bomba na cabeça. As frases são dele, a viagem é sua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uns 20 dias atrás nosso serviço de inteligência havia recolhido folhetos manuscritos dentro de unidades prisionais. Era uma troca de informações que sinalizavam para uma série de ataques programados para ocorrer no domingo do Dia das Mães",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não somos desvairados. Tínhamos informações".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"eram esperados eventos explosivos"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nossa expectativa era ter grandes atividades criminosas no domingo. Mas a transferência antecipou a ação "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foram muitos ataques e de forma descentralizada, atingindo até policiais fora do serviço."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "estamos com o controle absoluto da situação"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Além do mais, estão misturando ações do PCC com crimes próprios da grande cidade. O controle é total. Não temos a menor preocupação com o futuro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"o impacto foi violento"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"nunca poderíamos imaginar que agrediriam um bombeiro ao lado da viatura"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"aproveitadores de momento"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O líder do governo na Câmara só fala bobagem. A polícia está muito bem preparada e equipada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você tinha uma série de militantes do comando de caça, essa besteira, PCB...PCC, em várias penitenciárias. Eles iam fazer uma série de revoltas hoje, Dia das Mães. Soubemos antes. Pegamos os perigosos, 670, não sei exatamente o número, e deslocamos para Presidente Bernardes e sabíamos que haveria reação. Veio à tona todo o primeiro comando de caça. Como é o nome dessa porcaria? PCC"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"o Rio é um drama nacional, como São Paulo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Descobri, efetivamente, que o poder é solitário"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114774701442760326?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114774701442760326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114774701442760326' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114774701442760326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114774701442760326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/05/mad-max.html' title='Mad Max'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114764117605886888</id><published>2006-05-14T14:09:00.000-07:00</published><updated>2006-05-14T14:12:56.070-07:00</updated><title type='text'>Classificação de blogs -- separar o joio do trigo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Putz, não achava título para este post, então fui ao lugar comum: tema + passagem bíblica. É infalível. Mas parece título de artigo de desembargador aposentado. Enfim, o que importa é o conteúdo. E espero que, se minha idéia for original e a roubarem, pelo menos me dêem algum porcento das ações da bem-sucedida empresa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Aí vai...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A quantidade de blogs no mundo deve ultrapassar 35 milhões, segundo dados da empresa de pesquisa Technorati. 70 mil são criados por dia. Boa parte deles ainda são diários pessoais. Onde as garotas de 15 anos escrevem no computador o que suas mães escreviam no papel 30 anos atrás. Parte das paginas eletrônicas, no entanto, se destinam a informação e produção cultural. Há uma profussão de opiniões e pontos de vista nos blogs, mídia alternativa muito mais eficiente que o CMI.&lt;br /&gt;Pesquisadores em comunicação já defendem os blogs como meio mais eficiente que os estabelecidos, como mídia impressa e televisiva. Mas o volume de informações e opções é tão grande e mutável que fica difícil formar uma rede rápida, eficiente e confiável. Para resolver isso deveria haver um selo de qualidade de blogs. Assim como o café tem o "selo de pureza ABIC", entre outros produtos.&lt;br /&gt;Funcionaria mais ou menos assim: uma empresa devidamente qualificada e autorizada -- a Google, talvez -- classificaria os blogs por meio do grau de fidelidade, agilidade e acerto das informações publicadas. Claro que o sistema só funcionaria para regular blogs informativos. Facilitaria a vida de quem entra na net em busca de informações não reguladas pelos grandes conglomerados de comunicação e quer agilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114764117605886888?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114764117605886888/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114764117605886888' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114764117605886888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114764117605886888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/05/classificao-de-blogs-separar-o-joio-do.html' title='Classificação de blogs -- separar o joio do trigo'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114753787685723298</id><published>2006-05-13T09:23:00.000-07:00</published><updated>2006-05-13T09:31:16.856-07:00</updated><title type='text'>Jameleira</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/jamel??o.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/jamel%3F%3Fo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E por falar no Rio em em seus atores, ontem foi aniversário de Jamelão. Um dos poucos que ainda interpretam o seu póprio personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamelão, desde 1913. Salve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114753787685723298?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114753787685723298/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114753787685723298' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114753787685723298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114753787685723298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/05/jameleira.html' title='Jameleira'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114740808579746848</id><published>2006-05-11T21:19:00.000-07:00</published><updated>2006-08-13T22:06:37.066-07:00</updated><title type='text'>A Bulgária brasileira</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/guerracentro.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/guerracentro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro não existe. É isso mesmo, não existe nada daquilo que o Brasil acha que se localiza num lindo litoral, cercado pela rica paisagem e pelos morros, numa mescla excitante de apoteoses climáticas e ameaças de vida; onde um dia foi a capital do Brasil; que viu nascer a bossa nova e todas as outras baboseiras que envolvem essa cidade fictícia. É tudo mentira, montagem, cenário do Projac, atores interpretando políticos, favelados, traficantes, classe média imbecil, socialites, garis cantores de óperas, policiais corruptos, bicheiros, malandros, funkeiros e todo o resto da lambança. O próprio elenco da Globo é formado por atores do mais alto nível,  que interpretam o papel de atores fúteis ou que vivem a duras penas no underground carioca.&lt;br /&gt;A maior cidade fictícia do mundo. Uma falsidade alimentada por anos (não se sabe precisamente desde quando) no inconsciente coletivo do restante do Brasil. Me emociono é com a qualidade de alguns artistas que conseguem se destacar na miscelânia. O Garotinho e sua esposa são um exemplo: dois puta atores, selecionados a dedo, e que interpretam magistralmente um drama que mistura o trágico e o cômico, e que será lembrado por todos pelo menos daqui a mais uns trinta anos. O próprio nome escolhido para o casal dá uma dica como se trata de uma ficção - Rosinha e Garotinho. O outro garotinho acima, estufando o peito e mostrando as costelas para os supostos policiais e alguns figurantes, também é um grande artista. Um talento precoce! Mais um escolhido numa rígida seleção de mais de quatrocentos atores mirins que lutam, com a aposta dos pais, na guerra para conseguir seu espaço diante das câmeras. Já estive no Rio duas vezes, apenas em datas muito comemorativas (passagem de ano e show dos Stones), e pude sentir como a cidade engana quem não é dali. É como o Show de Trumam, mas ao invés de apenas uma só pessoa ser enganada toda sua vida, o Rio (ou seja lá quem for o diretor da programação) engana a milhões de turistas durante o ano todo e transmite uma programação diária ao resto do Brasil, que piamente acredita na existência daquela cidade e nos seus melodramas bem desenhados de suspense, ação, humor, pânico e a redentora alegria carioca; sempre com um babaca cantando ao fundo a pior música do Gonzaguinha : “ Viveeeerrrrrr, e não ter a vergonha de ser feliiiiizzzzzz, cantaaaarrrrrrrrr e cantar e cantar.......” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114740808579746848?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114740808579746848/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114740808579746848' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114740808579746848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114740808579746848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/05/bulgria-brasileira.html' title='A Bulgária brasileira'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114651125067194254</id><published>2006-05-01T12:02:00.000-07:00</published><updated>2006-05-02T18:46:04.860-07:00</updated><title type='text'>A última bobagem da rede</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/youtube.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/youtube.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais nova esquisitice -- conceituada como moda -- da internet está relacionada ao &lt;a href="http://www.youtube.com"&gt;YouTube&lt;/a&gt;: pessoas que filmas vídeos de si mesmas assistindo vídeos de outras pessoas. Saiu no NYT e depois na Folha (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr2604200607.htm"&gt;Veja aqui&lt;/a&gt;. Se precisar de senha mande me um mail: pepalazzo@hotmail.com).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nível de hedonismo e falta do que fazer de quem se dedica a isso é incomensurável. Eles (elas) têm até uma musa, uma tal de Nornna. Nada mais que uma pessoa comum.&lt;span onmouseup="" class="down" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" id="formatbar_CreateLink" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" title="Link" style="DISPLAY: block" onmouseout="ButtonHoverOff(this);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114651125067194254?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114651125067194254/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114651125067194254' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114651125067194254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114651125067194254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/05/ltima-bobagem-da-rede.html' title='A última bobagem da rede'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114632040385899813</id><published>2006-04-29T07:18:00.001-07:00</published><updated>2006-04-29T07:21:24.163-07:00</updated><title type='text'>Quadros do absurdo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;um olho ab(surdo)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se a vida se mostrasse em janelas. É como se estas pudessem substituir meus olhos. E mais! É como se toda uma trajetória linear, em seu transcorrer no tempo, pudesse ser narrada sem palavras, sem seqüências, mas em uma só imagem. Digo isso por ver em uma das janelas ou em um de meus olhos, a infância, ainda menina, sozinha em sua curiosidade, mas já se esforçando para conhecer o futuro. Com meu outro olho, ou talvez outra janela, vejo longe, nos confins da idade, a madureza, agora já acompanhada em sua aventura. A curiosidade de ver um navio ficou para trás e o que resta agora são boas lembranças e nostalgias dos cruzeiros que as levaram, infância e madureza, a se tornarem a mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wertem Nunes Faleiro&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114632040385899813?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114632040385899813/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114632040385899813' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114632040385899813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114632040385899813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/04/quadros-do-absurdo_29.html' title='Quadros do absurdo'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114515879413973337</id><published>2006-04-15T20:01:00.000-07:00</published><updated>2006-04-15T20:41:46.920-07:00</updated><title type='text'>Não esqueça sua matula</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/300px-Almeida_junior_caipira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/300px-Almeida_junior_caipira.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu e minha companheira resolvemos curtir uma noite romântica. Seria um programa básico, barato para os atuais níveis de desenvolvimento monetário de dois vagamundos - cinema e pizzaria. Coisa simples, jeca até. Cinema na quarta-feira é mais barato que sapatilha de plástico na Star's Chic do Centro. Mas não é que ao entrar na sala de cinema me dei conta da falha que havia cometido?! - esqueci a matula! Matula, segundo o dicionário Aurério, é sinônimo de merenda. Explico, deparamos, eu e minha companheira, com uma miríade de cheiros e cores esvoaçantes: pizzas, mc-lanches-feliz, pretzels, chocolates, sopas, só faltou o arroz de carreteiro (na próxima não esqueço)... Pipoca não se via. Acho que o última casal (juro que não sabia que cinema na quarta-feira é programa de namorados) que apareceu ali com um tradicional saco de pipocas e refrigerante foi vaiado, depois apontado na rua, talvez até hoje não saiam mais de casa com vergonha de não estarem por dentro da última coleção outono-inverno dos lanches na sala de cinema.&lt;br /&gt;Pois bem, logo após meus inesperados comensais estarem devidamente saciados com os mais diferentes sabores da imaginativa indústria de fast-food ao som de violinos célticos (!) a luz da sala de cinema se apaga e o filme começa. O herói poderia bem ser um vilão dos filmes do James Bond, porém, como diria minha avó, o mundo está mesmo de ponta cabeça, o herói quer destruir o mundo. E a Fernanda, sabe a Fernanda namorada do Joãozinho Cabeça filho do seu Antenor lá de Mauá?! Anh?! Peraí, o filme se passa na Inglaterra. Pois é, ela vai ter um filho... Outra descoberta, já devidamente anotada, sala de cinema é o novo local para se colocar as fofocas em dias. Muito legal, na próxima levo minha matula e me abasteço antes com anedotas da internet. Tapei meus ouvidos e tentei me concentrar no herói-vilão.&lt;br /&gt;Findo o filme tentamos sair em vão pela mesma porta na qual entramos no shopping (não, meu passeio romântico não acabou). Para a nossa surpresa o tal paraíso da classe média já estava fechado, só havia trabalhadores construindo algo indefinido. Não é que o shopping sem as crianças gordinhas, as adolescentes pintadas e os casais recém-casados se parece mais com uma locação do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Brinquedo Assassino&lt;/span&gt;? Ao tentarmos achar uma saída daquele labirinto pós-moderno senti uma estranha sensação de que um boneco bizarro me perseguia com um machado... É, quarta-feira tem dessas coisas.&lt;br /&gt;Ainda tem a pizzaria. A idéia era fazer um programa banal, cinema + pizza, lembra?! Pois bem, quando chegamos na pizzaria, para a nossa alegria, a encontramos ainda aberta, rumamos contentes para a mesa escolhida já imaginando o pedaço de presunto cru com azeite de terceira qualidade ativando nossas papilas gustativas, quando, não mais que de repente, o garçom nos barra a entrada. Era meia noite e um. A nossa carruagem virou abóbora e, o pior!, nem tínhamos um príncipe encantado. No final das contas terminamos a noite como havíamos começado, fast-food + anedotas: comemos uma lasanha da Sadia ouvindo as piadas cretinas do Jô. Como nos alerta o poeta: de tudo fica um pouco. E ficou. Pelos menos uma coisa aprendi com isso tudo, na próxima não esqueço minha matula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carlos Eduardo Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114515879413973337?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114515879413973337/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114515879413973337' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114515879413973337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114515879413973337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/04/no-esquea-sua-matula.html' title='Não esqueça sua matula'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114490849657233864</id><published>2006-04-12T23:05:00.000-07:00</published><updated>2006-04-12T23:08:16.583-07:00</updated><title type='text'>CATATAU</title><content type='html'>&lt;em&gt;“ O canhão espalha tritões. Que sesta é festa? Guerra na cor, cerimônia no perfume. A coroa na caveira, palmas para o fogo que devora a púrpura! O monge, coroado com torturas à meia noite! Raro o dia onde coisa a não pia: no moinho, ouve o ritmo de monjolo, pensando iamboscoriambocorreu... Agarrabaal! Acuda-me, Senhor, aliás, estou perdido, desculpe o favor! Vem vindo de longe um pensamento longo que todo mundo está pensando o tempo todo, e tem! Quem diria, hein? Oxalá isso aconteça, para a saúde de minha cabeça! Seja feliz, e escarneça dos santos sacramentos, nem está batizado, e já bebe vinho. "&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nem curtido está, e já comendo carne. Santo Deus! Teu corpo entre os dentes, colada ao céu da boca, num gosto insosso: NÃO MORDA QUE SANGRA!!  Que sejas ao menos um poço mais humano e não ateu. Mas valha-me de descontos. Pequenos escorregões, escoreações, e ao menos uma brechinha para o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quis voar tanto mais quantas penas tinha. Fez-se em plumas, a desfeita. Persuadiram a outros elementos ela convir-se. Tempo? “&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quê tanto se não me agüento. Se já não me quero. Divorciando de mim mesmo, em qualquer esquina lhe ofereço o trago e peço carona. Levo apenas as cinzas nas mãos, em solavancos amnésicos, brumas em olhos de noites navegadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ Quem lhe garantiu que do lado de cá ia haver  o que se esperava do lado de lá! Cortá-la! E com ela a cabeça que abre a porta, a carótida que a escolta e, segundo a oitiva que fui o primeiro a oitavar, 2 X 8 = vide verso! Lá onde o céu é pregado com tabuinhas da lei do cão...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Crucificção: uma sonata insone dissecada a golpes de facão.&lt;br /&gt;Porco-chanchada: seu olhinho se oferecendo mesmo quando diz não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;João Gabriel de Freitas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114490849657233864?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114490849657233864/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114490849657233864' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114490849657233864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114490849657233864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/04/catatau.html' title='CATATAU'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114462184365917792</id><published>2006-04-09T15:24:00.000-07:00</published><updated>2006-04-09T15:30:43.690-07:00</updated><title type='text'>Um quarto da vida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;“O tédio se derrama”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;em todas as direções&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;e como flagelo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;é incenso nos sentidos &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;ou fragmento de opções?”&lt;/p&gt;  &lt;h3 style="text-align: right;" align="right"&gt;Pio Vargas&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O que fazer quando nossos ímpetos mais fortes e inquietantes insistem em permanecer estanques e estáticos como se não quisessem mais nos instigar a viver? Em meu quarto tudo parece penetrante. Menos eu. Para que tantas paredes brancas? Dão-me a sensação de que o cubo limitado em que vivo é na verdade vasto, infinito, e isto me causa frustração. Na prateleira mal cuidada, tantos livros e CDs, mas nenhum, conta ou canta meus sentimentos, apenas amenizam meus temores, e adiam um pouco mais meu suicídio mental.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;O que pensar quando se tenta, e não se consegue pensar? Quando suas sensações mais profundas só conseguem se ater aos inúmeros grãos de poeira que pairam leves pelo ar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quando seus músculos parecem ter desistido de viver, se recusam a executar o mais ínfimo movimento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Olho para a janela e ponho em risco minha noção de liberdade. Vejo através dela, o mundo. E por isso deveria ser-lhe grato. E, no entanto o que lhe tenho é repugnação, por todo dia e a todo o momento, ser uma prova incontestável de que vivo separado do mundo lá fora. Ela é meu espelho e me mostra encarcerado em meu próprio dentro.Ela é meu espelho, mas só me revela o que ainda não possuo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O que dizer do teto? Este vilão que me priva das estrelas, que me impede o contato com a lua. Pior, ele pode ser apenas a divisa entre eu e os outros cubículos que moram em cima do meu. Outras pessoas que há essa hora devem estar assistindo a propagandas, ou dormindo em quartos separados, para não serem incomodadas pelos problemas do outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;E o que dizer de mim mesmo? Que receio abrir a porta e gritar que existo. Não tenho tias, irmãos, qualquer animal ou objeto de estimação. Eu que quero correr por aí sem destino ou preocupação, mas insisto sem ficar arrumando as bagagens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em fim, o que dizer desta minha reflexão, que pode, em vida, ser a última, pois posso não mais agüentar e por um ponto final a esta página de inquietude. O que dizer deste singelo apelo ao mundo, que será lido por ninguém, e se o for, Será em seguida amassado, reciclado e transformado em folha de algum talão de cheques.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Será que tudo isto que sinto é deveras verdadeiro? Lúcido? Ou será fruto de mais uma embriagues, causada pela solidão e angústia de um quarto vazio num dia de domingo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Wertem Nunes Faleiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114462184365917792?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114462184365917792/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114462184365917792' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114462184365917792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114462184365917792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/04/um-quarto-da-vida.html' title='Um quarto da vida'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114368341605259390</id><published>2006-03-29T17:11:00.000-08:00</published><updated>2006-03-30T08:23:51.326-08:00</updated><title type='text'>A flor e o câncer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/sm.magritte.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/sm.magritte.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Recolho a flor desse jardim (ofereceram-na) e me delicio com a visão que ela me proporciona. Porém, não consigo esquecer a avenida que passa logo ali, a ferocidade dos automóveis que transitam e o passeio-da-tarde obsceno das senhoras. Não, não. O ímpeto é meu amigo, a força, a fraqueza, o tédio, o vício. Violências cotidianas que me arrancam da face a monotonia de ser. Fusão retardatária de vazios ancestrais, remorsos embebidos em álcool e força bruta dilacerada em palavras. Quietude. O silencioso rumor de um câncer, a lentidão de uma erupção vulcânica. Nada além disso, quem falou em poesia? Os passos de dança que conheço não são aceitos nos salões, minhas palavras explodem. Não por ódio, ou por mera escolha estética, mas por medo. Medo de ver o sangue estancar, medo da paralisia dos hábitos. Magma, cataclismo. O vento anunciador da tempestade, ou mesmo a calmaria posterior à destruição. Tudo isso e muito mais, sempre. As palavras recolhidas como estilhaços são armadas uma ao lado da outra como bombas feitas para, a qualquer momento, devastar todas as outras ao redor - ou eu mesmo. A angústia e a solidão produziram-nas, são vertigens de uma vida. Palavras arrancadas do dilaceramento do todo, recolhidas dos fragmentos que cortam meu corpo. Por isso não podem ser estórias, apenas imagens. Retrato desfigurado de uma identidade que já não existe. Ecos de um grito que não pode ser dado, falseamento e alheamento do real. Repetição. Podem ser a vida celebrada ou a morte concebida, podem vir do acaso ou da meditação, da contemplação ou da velocidade. Nunca do conformismo. O que importa mesmo, sempre, é que são, assim como eu, vítimas da loucura. Esquizofrenia. Invento o tempo, a morada que faço na linguagem me é dada por uma busca xamânica de outros eus, em diversos tempos, em várias vidas, em muitos lugares. Pessoas que desconheço, mas que me sussurram ao ouvido e me fazem gargalhar - egoísmo transfigurado. A fala que me conduz agora é essa, o transbordamento da vida que não pode se estancar e que, para fluir em toda sua força, precisa da re-invenção e da mentira - da morte à espreita. Somente assim a vida pode se mostrar - confrontando, debatendo, estilhaçando...&lt;br /&gt;Agradeço a flor que recebi e a aperto, já seca, contra o peito, mas em troca ofereço meu câncer, pois somente no ímpeto, com palavras explosivas e imagens cruas de uma vida em constante ebulição, posso fazer minha morada calma e solar. Se for de um pacto que estamos falando, aqui está meu sangue, minhas vísceras. Reverencio o ser tratante e sorrio com o canto da boca lembrando que todo o pacto é uma mentira. Ele pisca os olhos - estamos combinados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carlos Eduardo Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114368341605259390?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114368341605259390/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114368341605259390' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114368341605259390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114368341605259390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/03/flor-e-o-cncer.html' title='A flor e o câncer'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114299604678879655</id><published>2006-03-21T18:49:00.000-08:00</published><updated>2006-03-22T06:45:54.716-08:00</updated><title type='text'>Aquele Dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/aqueledia.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/aqueledia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo de manhã e só consigo pensar, que “ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela já me faz chorar”. Há tempos que aquele momento não incomodava os meus pensamentos e quando o faz lágrimas cortam meu rosto como navalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que ontem toquei em sua pele. Suave e macia encostava as pontas dos meus dedos em suas costas e te acariciava até sentir o suspiro do seu corpo. Tentava sentir ao máximo sua respiração, para que assim, pudéssemos naquele momento nos tornar um, aquela forma de vida que nada mais precisa, somente amor e harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existências de sentimentos tão fortes me embriagaram. Por que deveria acreditar, que assim como a vida, aquele momento teria um fim?! Sua voz e seus suspiros me faziam viajar por além dos oceanos e continentes que já outrora existiram em nosso planeta. E o engraçado era que, o contato físico não era necessário para sentir prazer, bastava admirar você, parada, com a luz do sol descobrindo seu corpo como eu fiz pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num piscar de olhos estava você me abraçando e sorrindo. Interessante como agora os momentos bons passam em frações de memórias. Memórias sempre boas, sempre, sempre... e... aquele gosto de água salgada invade os meus lábios e assim vi você, se desmoronar na minha frente, se misturar na areia como a fumaça no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que nunca fui perfeito, e para falar a verdade, nunca quis ser. A minha pretensão era ter você, pra sempre, perto de mim. A minha fonte da vida, o meu poço do amor. Até agora eu penso se foi por isso que você foi embora?! Não gostava de ser boneca? Ou não queria ser meu poço? Como eu faço agora, como vivo sem você?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo está escuro, não tenho tato, não tenho fome e não tenho sede. A única coisa que eu pensava agora era tentar viver sem você, e assim, bem devagar fui abrindo os meus olhos. Talvez amanhã eu pense em você novamente e assim me embriagarei e deslizarei por suas curvas que um dia já foram para mim um caminho bastante conhecido e que agora eu só tenho em meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Renato Cirino Machado Alves Pereira&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114299604678879655?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114299604678879655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114299604678879655' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114299604678879655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114299604678879655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/03/aquele-dia.html' title='Aquele Dia'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114264281515724287</id><published>2006-03-17T16:38:00.000-08:00</published><updated>2006-03-17T16:46:55.160-08:00</updated><title type='text'>Lazarento</title><content type='html'>Lázaro nunca foi um menino bem quisto entre os colegas. No colégio não se envolvia diretamente nos acidentes, mas de uma forma ou de outra, todos ocorriam sob o foco de seu olhar agourento. Súbitos males acometiam as professoras: seborréia, halitose, flatulências, herpes, cancros genitais, cornificações... Causava calafrios aqueles olhos amarelos, circundado de veias inquiridoras, vindos de uma criatura tão franzina e moribunda, que quase não pronunciava palavra alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeu o pai quando criança. Tem na memória o rosto desesperado do velho sentado diante da TV vendo seu time ser rebaixado à terceira divisão. Naquela noite, poucos minutos antes do fim do jogo, ainda olhou com desgosto para Lázaro, então com seis anos, e sem se despedir pegou o rumo do boteco mais próximo. Voltado para a entrada do bar, o garotinho permaneceu estático na janela do quarto durante toda a noite, apenas velando mais uma alma que se afogava. Nas primeiras horas da manhã acompanhou o trabalho dos bombeiros que carregaram o corpo, envolto num pano branco, para dentro da viatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dezessete morava com a mãe, que alguns diziam que só escapou por ter o corpo fechado. Não se fixava em nenhum trabalho, gostava mesmo era de andar descalço pelo centro da cidade. Ao passar numa tarde nublada pela ponte da Avenida Botafogo, se reteve a observar o trânsito em alta velocidade. Escorado no parapeito viu uma parati perder subitamente o controle ao tentar desviar de um buraco do lado esquerdo da pista e assim desencadear uma série de colisões, primeiro com um monza preto que vinha logo atrás pelo lado direito e que, instintivamente, desviou de forma brusca para o lado do acostamento, onde justamente passava o moto boy Jeovaldo. O corpo de Jeovaldo, prensado entre o monza e a barreira do acostamento, voou antes de aterrisar com a cabeça a menos de três metros de Lázaro. Ainda da ponte, não desviou o olhar do corpo de Jeovaldo que, de olhos abertos e sem capacete, inspirou uma porção de ar mais profunda .... pausou por alguns segundos ... e finalmente expirou todo o ar dos pulmões. "É o dia mais feliz de minha vida", pensou Lázaro, mas não disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Gabriel Freitas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114264281515724287?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114264281515724287/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114264281515724287' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114264281515724287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114264281515724287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/03/lazarento.html' title='Lazarento'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114264220606726790</id><published>2006-03-17T16:32:00.000-08:00</published><updated>2006-03-17T16:36:46.066-08:00</updated><title type='text'>Azarento</title><content type='html'>Alceu acordara na beira de uma calma rodovia estadual. Não sabia porque ou o que estava fazendo ali. Apenas sentia um forte gosto de álcool na boca e sua cabeça que latejava como coração. Suas roupas, sujas e rasgadas. Logo lhe ocorrera que havia sido seqüestrado, apalpou o bolso e ali estava sua magra carteira. Não conseguia se lembrar de nada que poderia ter ocorrido. Sabia bem quem era, estava claro que seu caso não era de amnésia. E sim de bebedeira. Não era de beber muito, mas quando o fazia não se lembrava de nada que lhe ocorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele se levantou e tentou se localizar, não havia placas por perto, ao consultar as horas percebe que seu relógio não estava ali, convencera-se de que tinha sido assaltado. Com as informações que obteve ao relacionar os fatos que sabia até então, pensava ter saído do emprego, provavelmente devia ter ido com os amigos a um bar qualquer. Daí viria esse gosto de álcool na boca, depois disso se dispersou deles e foi assaltado, acordando ali no meio do nada. Concluiu que não poderia estar longe da cidade. Era dia, o sol estava a pino e o calor era insuportável. Decidira caminhar no acostamento à espera de alguma carona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia algumas dores abdominais, mas imaginava ser efeito da bebida em seu fígado. Ao tirar a camisa constata que não era apenas isso. Depara-se com uma tatuagem. Um símbolo estranho, algo parecido com um hieróglifo. Fica atordoado, pensando no que teria lhe acontecido. Sua teoria de assalto caira por água abaixo. Nesse momento ele vê ao longe um automóvel se aproximar, sua cabeça esta a ponto de explodir. Desesperado ele corre para o meio da estrada e acena para que o automóvel pare. No seu estado nem nota que o caminhão se aproxima em alta velocidade e sem a intenção de parar. O motorista do mesmo estava sob efeito de rebite e alguns tapinhas de pó, e ainda tinha o reflexo do sol a sua frente.Alceu foi jogado pra fora da estrada, o motorista pensa ter atropelado algum tatu ou coisa parecida. Era o fim de um homem que sabia pouco sobre seu passado e nada sobre seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114264220606726790?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114264220606726790/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114264220606726790' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114264220606726790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114264220606726790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/03/azarento.html' title='Azarento'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114169834462927483</id><published>2006-03-06T18:13:00.000-08:00</published><updated>2006-03-06T18:25:44.636-08:00</updated><title type='text'>Risco Certeiro</title><content type='html'>Um aconchego abafado. A sala se abarrota de pessoas idosas que rezam o terço em pé ou de joelhos. É necessário certo sofrimento, calor, o ar repetidamente respirado, o cheiro de velas que insistem em queimar mesmo em seu fim. Num coro, as falas vão perdendo o sentido e a oração se torna apenas um som murmurado por bocas que quase não se abrem. Os olhos espremem com força os pecados que caem no chão em forma de suor, pecados contidos em mãos que se esfregam - dedos encharcados de arrependimento. Uma intimidade calada e bem definida em seus limites: não há palavra gasta, conversa abastada, o risco do verbo é sempre certeiro. A pele cobre, cor de carne, rasgada em traços de rostos fortes com olhos tão femininos, olhos inseguros e doces de um cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Gabriel Freitas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114169834462927483?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114169834462927483/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114169834462927483' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114169834462927483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114169834462927483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/03/risco-certeiro.html' title='Risco Certeiro'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23551291.post-114169609819638729</id><published>2006-03-06T17:40:00.000-08:00</published><updated>2006-03-06T18:18:45.623-08:00</updated><title type='text'>Brownie and Black</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/1600/rodagigante.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3253/2421/320/rodagigante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naqueles dias o céu estava cinzento. O ar carregado e com um cheiro azedo, de suor ressecado. As ruas vazias intensificavam a sensação de que o coração fica menor dentro do peito. A brisa quente carregava folhas ressecadas e cheias de poeira. Elisa seguia pela Rua do Contorno, rente ao Parque Mutirama, na tentativa de ir pela sombra. O coturno lhe apertava o calcanhar do pé esquerdo, mas ela já estava acostumada àquela dorzinha leve e aguda. No fundo, até gostava. Mantinha no rosto o semblante e a maquiagem de quem passou três horas aos prantos. A roupa preta não era só estilo: guardava luto fechado pela morte de seu gato, Brownie, um angorá preto e peludo, atropelado pelo caminhão do gás dois dias antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos antes, quando tinha doze anos, sentiu o sangue descer pelas pernas e mudou de comportamento. Até então brincava com as primas, gostava de ir ao clube e de aprender receitas com Roberta, a empregada que a viu passar pela puberdade. A marca da adolescência trouxe junto com os parcos seios o sentimento de exclusão. Tentou se adaptar às primas que, contemporâneas, passaram a gostar de ir a festinhas e beijar garotos. Não conseguiu. Não se sentia à vontade. Arriscou socializar-se com as colegas de inglês e de balé, mais uma vez sem sucesso. Sem mãe e sem amigos, cada vez fechou-se mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao ver a filha pelos cantos que Maria Adelaide decidiu comprar o gato. Roberta disse que a menina não tinha amigos, não recebia telefonemas e parecia não se animar com mais nada – nem aquela receita de omelete especial que adorava preparar. Brownie não mudou as feições de Elisa, mas era evidente que lhe chamava a atenção, o que já era muito bom, pensava a mãe. Brownie, como todo bom gato, era frio – e calculista. Media a dose certa de manha para conseguir o que queria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só ele era capaz de fazer a garota deixar o quarto depois que chegava da aula. Na oitava série, se sentia incompreendida e tinha no gato seu confidente. Não que ela falasse ao bicho. Transmitia suas opiniões por telepatia e nunca soube se Brownie entendia, mas acreditava que sim. Todos os dias ela deixava a liturgia do quarto para buscar comida para o bichano. Essa hora Roberta estava no repouso e nem via a garota na cozinha. Tivesse visto, falaria que o gato acabara de comer. E isso Brownie não falava nem transmitia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os momentos com o gato preto e peludo eram lembranças, flashes que passavam pela cabeça da menina. O ritmo lento das passadas de quem mais pensa do que age a mantinha na calçada do parque de diversões municipal. Resolveu entrar. Comprou um passaporte da alegria, mas antes teve de dizer à moça da bilheteria que estava tudo bem. Mentira. Passeou entre os brinquedos. Desceu duas vezes o escorregador gigante para sentir o vento forçado no rosto. Nem isso foi capaz secar as lágrimas que marejavam os olhos, mas não escorriam.&lt;br /&gt;Elisa via crianças com suas mães e algodão-doce. Tentava pensar em filhos e leva-los até ali, mas só se lembrava que ninguém fez isso por ela, e a imagem de Brownie era o que tinha de mais maternal em sua cabeça. Sentada em um banquinho em frente ao carrocel, comia melancolicamente pipocas. Sentiu novamente a dorzinha no calcanhar, mas desta vez a incomodou. Levantou a cabeça e viu a roda gigante. Entregou o bilhete ao maquinista e pediu que ele parasse a roda quando ela estivesse no topo. Nada mais lhe veio a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedro Palazzo Luccas&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23551291-114169609819638729?l=revistahipertexto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/feeds/114169609819638729/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23551291&amp;postID=114169609819638729' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114169609819638729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23551291/posts/default/114169609819638729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revistahipertexto.blogspot.com/2006/03/brownie-and-black.html' title='Brownie and Black'/><author><name>Revista Hipertexto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02609696070692478504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
