Saturday, June 17, 2006

zzzzzzzz



Eu prometo que até o final do ano eu acordo...

Sunday, June 04, 2006

Haja saco!

Pelo jeito vou ter que começar uma saga blogueriana. Não bastasse a gente ter que ler todo tipo de bobagem, e eu não me escluo, ainda temos que aturar spam em comentários de blog. "Look nice. Congratulations, blá blá blá". E ainda vem um link esperto ">>", provavelmente com um vírus mais esperto ainda.

O tal do blog é um espaço muito bom para ser deteriorado e/ou mau utilizado desse jeito...

Thursday, June 01, 2006

Afronto

Espantoso parar uma cidade para um encontro “total black”. Estranho os melhores hotéis e restaurantes reservados para as comunidades negras. O palco, as ruas, todos tinham “donos”. Mas estranho mesmo é que isso ainda seja espantoso para muitos. Muitos que insistem em negar que o Brasil é negro. Somos todos pretos mesmo, uma herança que se estende a tudo, nossa história, nossos “de comer”, nossas cores, a música, nossa religião fantasiosa, rica, nossa língua. Reverenciemos a cultura afro por ter nos livrado da insipidez.

Bem, não era para começar tão político assim. É que a dureza da hipocrisia nos leva a discursar. O tal do racismo velado existe mesmo e é foda. Aquela história de tornar o respeito uma questão de caridade. Ou então fingir que está tudo uma tranqüilidade só. Tudo isso é muita sacanagem. Então vem um momento como esse, um Encontro Afro (um dos poucos eventos no Brasil dedicado apenas à temática afro), que vai de encontro a tudo isso, invertendo toda a “ordem”, questionando a negligência, ressaltando o orgulho, a beleza....

Olhando os negros, seus olhos têm uma força, uma postura. Sua maneira de falar, seus cabelos, roupas, um estilo tão impetuoso. Falavam da suas lutas com sobriedade, veemência. Sorriam muito. Enquanto os tambores de samba de roda batucavam nas ruas, nas salas havia uma ou outra prosa científica, noutro canto repicava o som do berimbau ou um break hip hop. Era de dar nó na garganta. E ali, na cidade de Goiás Velho, toda construída por braços de escravos. Era quase que um culto aos ancestrais.

Pensava em como toda essa gente resiste, o quanto essa gente produz relicários que seríamos incapazes de oferecer. Estão muito longe de serem só “os negros da ginga, da malevolência, do corpo dourado”. Nos dão muito mais que isso. A vontade era de tomar um banho de piche e virar preto também. Por quê? Não, não é porque “tá na moda” não. Simplesmente não há outra maneira de penetrarmos nesse mundo sem enegrecer.

Ah, só registrando foi muito bonito a roda de Candomblé feita para receber o governador do estado no evento. No centro da roda, Ode, um dos orixás do Candomblé fazia uma dança com facas. Rodopia, ginga, até o momento que sai da roda e se põe a dançar no meio da multidão. Com as facas. Cruza uma e outra, roda, corre de um lado para o outro empunhando as tais facas, grandes, afiadas (porque vieram mesmo da cozinha) e de repente pára em frente ao ilustre convidado, e continua dançando, cruzando as facas próximo ao rosto rechonchudo do governador. Ele sorri, sem graça, tenta acompanhar o ritmo da música, mas alguma coisa me diz que ele não estava muito à vontade. Pena. A festa estava realmente bacana.

Lorena Maria e Silva

Monday, May 15, 2006

Mad Max

Não preciso dizer nada a respeito do que se passa em São Paulo, destaco apenas algumas frases do então Governador Cláudio Lembo, do PFL, que entrou agora e já tomou essa bomba na cabeça. As frases são dele, a viagem é sua:

"Uns 20 dias atrás nosso serviço de inteligência havia recolhido folhetos manuscritos dentro de unidades prisionais. Era uma troca de informações que sinalizavam para uma série de ataques programados para ocorrer no domingo do Dia das Mães",

"Não somos desvairados. Tínhamos informações".

"eram esperados eventos explosivos"

"Nossa expectativa era ter grandes atividades criminosas no domingo. Mas a transferência antecipou a ação "

"Foram muitos ataques e de forma descentralizada, atingindo até policiais fora do serviço."

"estamos com o controle absoluto da situação"

"Além do mais, estão misturando ações do PCC com crimes próprios da grande cidade. O controle é total. Não temos a menor preocupação com o futuro."

"o impacto foi violento"

"nunca poderíamos imaginar que agrediriam um bombeiro ao lado da viatura"

"aproveitadores de momento"

"O líder do governo na Câmara só fala bobagem. A polícia está muito bem preparada e equipada."

"Você tinha uma série de militantes do comando de caça, essa besteira, PCB...PCC, em várias penitenciárias. Eles iam fazer uma série de revoltas hoje, Dia das Mães. Soubemos antes. Pegamos os perigosos, 670, não sei exatamente o número, e deslocamos para Presidente Bernardes e sabíamos que haveria reação. Veio à tona todo o primeiro comando de caça. Como é o nome dessa porcaria? PCC"

"o Rio é um drama nacional, como São Paulo"

"Descobri, efetivamente, que o poder é solitário"


João Gabriel de Freitas

Sunday, May 14, 2006

Classificação de blogs -- separar o joio do trigo

Putz, não achava título para este post, então fui ao lugar comum: tema + passagem bíblica. É infalível. Mas parece título de artigo de desembargador aposentado. Enfim, o que importa é o conteúdo. E espero que, se minha idéia for original e a roubarem, pelo menos me dêem algum porcento das ações da bem-sucedida empresa.
Aí vai...
A quantidade de blogs no mundo deve ultrapassar 35 milhões, segundo dados da empresa de pesquisa Technorati. 70 mil são criados por dia. Boa parte deles ainda são diários pessoais. Onde as garotas de 15 anos escrevem no computador o que suas mães escreviam no papel 30 anos atrás. Parte das paginas eletrônicas, no entanto, se destinam a informação e produção cultural. Há uma profussão de opiniões e pontos de vista nos blogs, mídia alternativa muito mais eficiente que o CMI.
Pesquisadores em comunicação já defendem os blogs como meio mais eficiente que os estabelecidos, como mídia impressa e televisiva. Mas o volume de informações e opções é tão grande e mutável que fica difícil formar uma rede rápida, eficiente e confiável. Para resolver isso deveria haver um selo de qualidade de blogs. Assim como o café tem o "selo de pureza ABIC", entre outros produtos.
Funcionaria mais ou menos assim: uma empresa devidamente qualificada e autorizada -- a Google, talvez -- classificaria os blogs por meio do grau de fidelidade, agilidade e acerto das informações publicadas. Claro que o sistema só funcionaria para regular blogs informativos. Facilitaria a vida de quem entra na net em busca de informações não reguladas pelos grandes conglomerados de comunicação e quer agilidade.
Pedro Palazzo Luccas

Saturday, May 13, 2006

Jameleira


E por falar no Rio em em seus atores, ontem foi aniversário de Jamelão. Um dos poucos que ainda interpretam o seu póprio personagem.

Jamelão, desde 1913. Salve!

Thursday, May 11, 2006

A Bulgária brasileira


O Rio de Janeiro não existe. É isso mesmo, não existe nada daquilo que o Brasil acha que se localiza num lindo litoral, cercado pela rica paisagem e pelos morros, numa mescla excitante de apoteoses climáticas e ameaças de vida; onde um dia foi a capital do Brasil; que viu nascer a bossa nova e todas as outras baboseiras que envolvem essa cidade fictícia. É tudo mentira, montagem, cenário do Projac, atores interpretando políticos, favelados, traficantes, classe média imbecil, socialites, garis cantores de óperas, policiais corruptos, bicheiros, malandros, funkeiros e todo o resto da lambança. O próprio elenco da Globo é formado por atores do mais alto nível, que interpretam o papel de atores fúteis ou que vivem a duras penas no underground carioca.
A maior cidade fictícia do mundo. Uma falsidade alimentada por anos (não se sabe precisamente desde quando) no inconsciente coletivo do restante do Brasil. Me emociono é com a qualidade de alguns artistas que conseguem se destacar na miscelânia. O Garotinho e sua esposa são um exemplo: dois puta atores, selecionados a dedo, e que interpretam magistralmente um drama que mistura o trágico e o cômico, e que será lembrado por todos pelo menos daqui a mais uns trinta anos. O próprio nome escolhido para o casal dá uma dica como se trata de uma ficção - Rosinha e Garotinho. O outro garotinho acima, estufando o peito e mostrando as costelas para os supostos policiais e alguns figurantes, também é um grande artista. Um talento precoce! Mais um escolhido numa rígida seleção de mais de quatrocentos atores mirins que lutam, com a aposta dos pais, na guerra para conseguir seu espaço diante das câmeras. Já estive no Rio duas vezes, apenas em datas muito comemorativas (passagem de ano e show dos Stones), e pude sentir como a cidade engana quem não é dali. É como o Show de Trumam, mas ao invés de apenas uma só pessoa ser enganada toda sua vida, o Rio (ou seja lá quem for o diretor da programação) engana a milhões de turistas durante o ano todo e transmite uma programação diária ao resto do Brasil, que piamente acredita na existência daquela cidade e nos seus melodramas bem desenhados de suspense, ação, humor, pânico e a redentora alegria carioca; sempre com um babaca cantando ao fundo a pior música do Gonzaguinha : “ Viveeeerrrrrr, e não ter a vergonha de ser feliiiiizzzzzz, cantaaaarrrrrrrrr e cantar e cantar.......” .


João Gabriel de Freitas

Monday, May 01, 2006

A última bobagem da rede



A mais nova esquisitice -- conceituada como moda -- da internet está relacionada ao YouTube: pessoas que filmas vídeos de si mesmas assistindo vídeos de outras pessoas. Saiu no NYT e depois na Folha (Veja aqui. Se precisar de senha mande me um mail: pepalazzo@hotmail.com).

O nível de hedonismo e falta do que fazer de quem se dedica a isso é incomensurável. Eles (elas) têm até uma musa, uma tal de Nornna. Nada mais que uma pessoa comum.

Saturday, April 29, 2006

Quadros do absurdo

um olho ab(surdo)

E como se a vida se mostrasse em janelas. É como se estas pudessem substituir meus olhos. E mais! É como se toda uma trajetória linear, em seu transcorrer no tempo, pudesse ser narrada sem palavras, sem seqüências, mas em uma só imagem. Digo isso por ver em uma das janelas ou em um de meus olhos, a infância, ainda menina, sozinha em sua curiosidade, mas já se esforçando para conhecer o futuro. Com meu outro olho, ou talvez outra janela, vejo longe, nos confins da idade, a madureza, agora já acompanhada em sua aventura. A curiosidade de ver um navio ficou para trás e o que resta agora são boas lembranças e nostalgias dos cruzeiros que as levaram, infância e madureza, a se tornarem a mesma pessoa.

Wertem Nunes Faleiro

Saturday, April 15, 2006

Não esqueça sua matula


Eu e minha companheira resolvemos curtir uma noite romântica. Seria um programa básico, barato para os atuais níveis de desenvolvimento monetário de dois vagamundos - cinema e pizzaria. Coisa simples, jeca até. Cinema na quarta-feira é mais barato que sapatilha de plástico na Star's Chic do Centro. Mas não é que ao entrar na sala de cinema me dei conta da falha que havia cometido?! - esqueci a matula! Matula, segundo o dicionário Aurério, é sinônimo de merenda. Explico, deparamos, eu e minha companheira, com uma miríade de cheiros e cores esvoaçantes: pizzas, mc-lanches-feliz, pretzels, chocolates, sopas, só faltou o arroz de carreteiro (na próxima não esqueço)... Pipoca não se via. Acho que o última casal (juro que não sabia que cinema na quarta-feira é programa de namorados) que apareceu ali com um tradicional saco de pipocas e refrigerante foi vaiado, depois apontado na rua, talvez até hoje não saiam mais de casa com vergonha de não estarem por dentro da última coleção outono-inverno dos lanches na sala de cinema.
Pois bem, logo após meus inesperados comensais estarem devidamente saciados com os mais diferentes sabores da imaginativa indústria de fast-food ao som de violinos célticos (!) a luz da sala de cinema se apaga e o filme começa. O herói poderia bem ser um vilão dos filmes do James Bond, porém, como diria minha avó, o mundo está mesmo de ponta cabeça, o herói quer destruir o mundo. E a Fernanda, sabe a Fernanda namorada do Joãozinho Cabeça filho do seu Antenor lá de Mauá?! Anh?! Peraí, o filme se passa na Inglaterra. Pois é, ela vai ter um filho... Outra descoberta, já devidamente anotada, sala de cinema é o novo local para se colocar as fofocas em dias. Muito legal, na próxima levo minha matula e me abasteço antes com anedotas da internet. Tapei meus ouvidos e tentei me concentrar no herói-vilão.
Findo o filme tentamos sair em vão pela mesma porta na qual entramos no shopping (não, meu passeio romântico não acabou). Para a nossa surpresa o tal paraíso da classe média já estava fechado, só havia trabalhadores construindo algo indefinido. Não é que o shopping sem as crianças gordinhas, as adolescentes pintadas e os casais recém-casados se parece mais com uma locação do filme O Brinquedo Assassino? Ao tentarmos achar uma saída daquele labirinto pós-moderno senti uma estranha sensação de que um boneco bizarro me perseguia com um machado... É, quarta-feira tem dessas coisas.
Ainda tem a pizzaria. A idéia era fazer um programa banal, cinema + pizza, lembra?! Pois bem, quando chegamos na pizzaria, para a nossa alegria, a encontramos ainda aberta, rumamos contentes para a mesa escolhida já imaginando o pedaço de presunto cru com azeite de terceira qualidade ativando nossas papilas gustativas, quando, não mais que de repente, o garçom nos barra a entrada. Era meia noite e um. A nossa carruagem virou abóbora e, o pior!, nem tínhamos um príncipe encantado. No final das contas terminamos a noite como havíamos começado, fast-food + anedotas: comemos uma lasanha da Sadia ouvindo as piadas cretinas do Jô. Como nos alerta o poeta: de tudo fica um pouco. E ficou. Pelos menos uma coisa aprendi com isso tudo, na próxima não esqueço minha matula.

Carlos Eduardo Pinheiro

Wednesday, April 12, 2006

CATATAU

“ O canhão espalha tritões. Que sesta é festa? Guerra na cor, cerimônia no perfume. A coroa na caveira, palmas para o fogo que devora a púrpura! O monge, coroado com torturas à meia noite! Raro o dia onde coisa a não pia: no moinho, ouve o ritmo de monjolo, pensando iamboscoriambocorreu... Agarrabaal! Acuda-me, Senhor, aliás, estou perdido, desculpe o favor! Vem vindo de longe um pensamento longo que todo mundo está pensando o tempo todo, e tem! Quem diria, hein? Oxalá isso aconteça, para a saúde de minha cabeça! Seja feliz, e escarneça dos santos sacramentos, nem está batizado, e já bebe vinho. "

Nem curtido está, e já comendo carne. Santo Deus! Teu corpo entre os dentes, colada ao céu da boca, num gosto insosso: NÃO MORDA QUE SANGRA!! Que sejas ao menos um poço mais humano e não ateu. Mas valha-me de descontos. Pequenos escorregões, escoreações, e ao menos uma brechinha para o erro.

“Quis voar tanto mais quantas penas tinha. Fez-se em plumas, a desfeita. Persuadiram a outros elementos ela convir-se. Tempo? “

Pra quê tanto se não me agüento. Se já não me quero. Divorciando de mim mesmo, em qualquer esquina lhe ofereço o trago e peço carona. Levo apenas as cinzas nas mãos, em solavancos amnésicos, brumas em olhos de noites navegadas.

“ Quem lhe garantiu que do lado de cá ia haver o que se esperava do lado de lá! Cortá-la! E com ela a cabeça que abre a porta, a carótida que a escolta e, segundo a oitiva que fui o primeiro a oitavar, 2 X 8 = vide verso! Lá onde o céu é pregado com tabuinhas da lei do cão...”

Crucificção: uma sonata insone dissecada a golpes de facão.
Porco-chanchada: seu olhinho se oferecendo mesmo quando diz não!


João Gabriel de Freitas

Sunday, April 09, 2006

Um quarto da vida

“O tédio se derrama”

em todas as direções

e como flagelo

é incenso nos sentidos

ou fragmento de opções?”

Pio Vargas

O que fazer quando nossos ímpetos mais fortes e inquietantes insistem em permanecer estanques e estáticos como se não quisessem mais nos instigar a viver? Em meu quarto tudo parece penetrante. Menos eu. Para que tantas paredes brancas? Dão-me a sensação de que o cubo limitado em que vivo é na verdade vasto, infinito, e isto me causa frustração. Na prateleira mal cuidada, tantos livros e CDs, mas nenhum, conta ou canta meus sentimentos, apenas amenizam meus temores, e adiam um pouco mais meu suicídio mental.

O que pensar quando se tenta, e não se consegue pensar? Quando suas sensações mais profundas só conseguem se ater aos inúmeros grãos de poeira que pairam leves pelo ar?

Quando seus músculos parecem ter desistido de viver, se recusam a executar o mais ínfimo movimento?

Olho para a janela e ponho em risco minha noção de liberdade. Vejo através dela, o mundo. E por isso deveria ser-lhe grato. E, no entanto o que lhe tenho é repugnação, por todo dia e a todo o momento, ser uma prova incontestável de que vivo separado do mundo lá fora. Ela é meu espelho e me mostra encarcerado em meu próprio dentro.Ela é meu espelho, mas só me revela o que ainda não possuo.

O que dizer do teto? Este vilão que me priva das estrelas, que me impede o contato com a lua. Pior, ele pode ser apenas a divisa entre eu e os outros cubículos que moram em cima do meu. Outras pessoas que há essa hora devem estar assistindo a propagandas, ou dormindo em quartos separados, para não serem incomodadas pelos problemas do outro.

E o que dizer de mim mesmo? Que receio abrir a porta e gritar que existo. Não tenho tias, irmãos, qualquer animal ou objeto de estimação. Eu que quero correr por aí sem destino ou preocupação, mas insisto sem ficar arrumando as bagagens.

Em fim, o que dizer desta minha reflexão, que pode, em vida, ser a última, pois posso não mais agüentar e por um ponto final a esta página de inquietude. O que dizer deste singelo apelo ao mundo, que será lido por ninguém, e se o for, Será em seguida amassado, reciclado e transformado em folha de algum talão de cheques.

Será que tudo isto que sinto é deveras verdadeiro? Lúcido? Ou será fruto de mais uma embriagues, causada pela solidão e angústia de um quarto vazio num dia de domingo?

Wertem Nunes Faleiro